A ESPIRITUALIDADE - EDUCAÇÃO POR FUNDAMENTOS
Proposição educativa de Gilberto Stevão
Ofereço este trabalho aos meus amados alunos e companheiros, agentes
missionários, educadores por Jesus, no esforço de estabelecer Educação por
Fundamentos da Palavra de Deus, a mim revelada.
O HOMEM - Quando falamos "o homem" queremos dizer "o ser humano". Não é preciso definir o ser humano, porque ele é único no universo. Também não se pode falar em espiritualidade humana, porque somente o homem tem em seu corpo o espírito.
Há tentativas para saber se existem homens, que de fato fossem quase homens, porque acharam alguns crânios diferentes dos crânios dos homens perfeitos e deram nomes a essas cabeças. Formaram, então, teorias que os homens no passado não eram iguais aos homens de hoje. Não existe diferença entre os homens no princípio do mundo e os homens de hoje. Essas teorias não se sustentam como verdade. Veja por exemplo nos nossos dias a microcefalia. Bastou que um mosquito transmitisse virus a mulheres gestantes e crianças, muitas crianças, nasceram com o crânio muito menor que o normal. Se isso tivesse acontecido na antiguidade, depois de muitos anos ao acharem os crânios dessas crianças dariam o nome de homobrasiliense, por terem achado esses crânios em território brasiliense. A teoria de que o homem passou em diferentes estágios até chegar ao homem de hoje é pura tolice. O homem sempre foi homem e os estudos sobre ele devem ser cada dia mais aprofundados, para conhecê-lo melhor.
Por exemplo: não se estuda a espiritualidade. Os homens de ciência, os tais sábios politicamente, se opuseram a tudo que tem aparência de religião. Todavia, a espiritualidade não é religião. Por que então ela é confundida com a religião? Porque não se estuda desde os cursos fundamentais até os superiores. Se o homem fosse estudado em sua plenitude desde o curso fundamental, quando chegasse ao estudo aprofundado, em níveis superiores, os conteúdos não chegariam lá eivados de tendenciosidade contra a espiritualidade, como é feito hoje em que ela é confundida com religião. Para meus estudos, o homem tem corpo, alma, espírito e sonhos. O homem seria quadrimensional, sendo os sonhos a sua quarta dimensão.
Primeiramente se estudava o homem composto de corpo e espírito. Depois descobriram no homem a alma, porque os estudiosos não podiam negar a espiritualidade.
Com os anos, a Psicologia deixou de ser Filosofia e passou a ser uma ciência própria. Se continuarmos estudando o homem, sem discriminação à religião, talvez chegaremos ao conhecimento de que os sonhos estão dentro da espiritualidade, ou são uma parte integrante do ser humano, como eu estou procurando compreender. Quando vejo ateus como Phil Palma e muitos outros afirmarem que a religião é grande foco gerador de homofobia e preconceitos, posso afirmar que essas pessoas não estão habilitadas em estudar o ser Homem, porque se vê por suas atitudes que num estudo aprofundado já entrariam com todo preconceito contra os religiosos ou as religões. Eu, embora religioso, faça profunda distinção entre religião e espiritualidade. Estes dias alguém me perguntou:
Como assim? Então resolvi escrever como entendo essas coisas.
Para chegar às razões da existência é preciso estudar primeiro as origens. Vá às origens e você chegará ao conhecimento de todas as coisas, à verdade, o que lhe dará paz em todos os seus momentos, quer quanto ao presente, quer quanto à eternidade; quer quanto à vida, quer quanto à morte.
Como fui às origens, cheguei à convicção que no princípio houve um ser que criou todas as coisas, não só porque a Bíblia, fonte da verdade diz, mas por muitas outras razões:
existe na obra criada a perfeição, a unidade na diversidade, a moral, os valores que levam à virtude, a racionalidade, citando apenas algumas. Esse ser criador não é materia, nem energia; é um Ser que tem a vida inerente em si mesmo.
Poderia partir para o fato de que nas origens era apenas a matéria e que ela sempre
existiu. Todavia, sei que teria que negar a verdade, a existência do bem e do mal, a
questão do pecado; seria negar a própria consciência. Por isso não escolhi a matéria como autoexistente no princípio. E maiores razões: não tenho medo de enfrentar o Amor, a Justiça, a Invisibilidade e a Eternidade, que se põem por si só como fundamentos da existência de todas as coisas.
Poderia dizer que a energia está em todas as coisas, em todas matéria, porque a matéria em estudos avanças é pura energia. E o Ser criador é essa pura energia existente na matéria, em todas as coisas. Não obstante isto não somente me faria um panteista, mas me levaria a mesma razão do materialista. Não há um ser criador e própria energia evoluíu e continua evoluindo. Não houve portante uma origem naquilo que já existia na matéria, a energia, fazendo o criador pura energia. Deus é o Sol, Deus é a luz, Deus é a natureza.
Uma conceito materialista, exposto do lado ao contrário. Todavia minha razão de homem, um ser criador que sou, admito, nas origens um SER que não é matéria e que também, não é energia. Admito, um ser ETERNO , que não é matéria, que não é energia, Independete de tudo e de toda as coisas que menha mente possa esquadrinha: O CRIADOR. Revelando-se a nós ele disse de si mesmo: EU SOU E O QUE SOU. Isto é simples, é fácil de entende: Um Ser único. Único no universo. Único como sao únicos homens e mulheres, que o Criador os fez. Ele os fez a sua imagem, a imagem dde Deus os fez. (Gn. 1:26.) Somos únicos com homem entre todos os seres. Somos únicos, porque não somos o Criador, apenas somos a sua Imagem e a sua semlhança. Não somos Ele, temos apenas a espiritualidade, a parte dele que deu ao homem, quando soprou sobre a feitura suas mãos. É essa espiritualidade que nos faz diferentes. Ela deve ser melhor conhecida. Conhecer a espiritualidade se impõe, porque é a unica parte do Criador que está no homem e a nossa disposição para ser estudada, prescrutada, aprofundada.
Estudar a espiritualidade é procurar conhecer algo que anteceu a própria existência dos céus e da terra. A parte do Crisador que entrou em nós. Não estou falando em religião estou falando em ciência! Renego o materalismo, renego o deus energia pura, como todos os demais deuses que possa ser apresentadocomo matéria. Declaro que aceito nas origens o Ser ETERNO = o CRIADOR, que é ESPÍRITO. (Jo 4:24). A partir daqui chamarei de Deus. o Ser Criador.
O homem é um ser criado por Deus e a espiritualidade é parte natural no ser humano. A Bíblia ensina que quando Deus fez o homem ele o fez do barro da terra, mas colocou do seu espirito dentro dele para fazer parte integrante deste novo ser que projetara fazer em sua mente criadora. Sendo o ho mem uma criação difernete de tudo o que havia criado.
Pode se afirmar que Deus fez um boneco de barro e soprou nele para transformar em um ser de carne e ossos, mente, espirito e seus sonhos. A carne, sangue e ossos parecido com muitos animais. Sua mente as vezes parecida, as vezes diferente de em outros seres animais criados. O espirito a porção diferente de toda obra criada; o novo ser criado, as vezes parecido com seu criador devido a parte do criador nele, mas na maior das vezes, fazendo de conformidade com seu própria vontade, desejos e seus sonhos.
Zacarias 12:1 "Fala o SENHOR, o que estendeu o céu, fundou a terra e formou o espírito do homem dentro dele. Provérbios 20:27 O espírito do homem é a lâmpada do
SENHOR, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo.
O homem tem um espírito? Sim Deus faz o homem alma vivente pelo seu sopro de vida, portanto o homem possui uma espiritualidade. Gênesis 2:7 Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.
Onde está a espiritualidade? Ela não está no corpo, nem na mente A espiritualidade
transcende, faz perguntas existenciais sobre significados e propósitos.
1 Coríntios 2:14 diz:
Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Espiritualidade é o sopro de Deus num boneco de barro que o transformou em homem.
A espiritualidade é o sentido da vida, que pode levá-lo a religiosidade ou não. A
espiritualidade não é religião. A religião pode falar, sentir e pensa como menino, a
espiritualizada não, ela cresce como o corpo de uma criança cresce. Na experiência do evangelho, quando alguém se converte a Cristo, ele se torna membro de uma igreja, mas quando ele cresce pelo conhecimento da Palavra, sente que ainda não é perfeito, estão prossegue para ser como aquele que ochamou para ser como ele é. Filip. 3;12-15.
Ao estudar a espiritualidade, estaremos estudando perte do Criador no homem, isto
antecede até mesmo a criação do mundo. Isto não é afirmação fantasiosa é apenas uma proposiçào de pesquisa, a qual o homem amante do saber não tem medo de prescrutar os caminhos do conhecimento. Se o homem é parte da materia criada e parte da vida do criador, porque não estudar cientificamente, ou seja conhecer e demonstrar a verdade pela experiência? Quem tem medo da vardade, senão aquele que teme conhecê-la!
A Bíblia fala claramente que Deus Criou o homem, macho (homem) e fêmea (mulher) os criou. Gn. 1:27. Não há necessidade de nenhum estudos avançados para saber que a mulher ,e a mãe de todos os homens. Estou demonstrando que o ser humano vem do oriente, contrariando as teorias evolucionistas que o homem veio da África.
É dificil definir espiritualidade, mas pode-se afirmar que ela é pessoal, dá força, suporta as aflições, ultrapassar as barreiras da culpa, da raiva, da ansiedade, vence o pecado. Como Como a fé que provem de Deus a espiritualidade está no fundamento da invisibilidade e transcendente ao conhecimento empírico. Ela impõe ao homem uma compreensão de que há mais na vida do que pode ser visto ou entendido. Enquanto que Religiosidade envolve crença , ritos, culto e doutrina. Enquanto a espiritualidade é pessoal a religiosidade é compartilhada por um grupo, tem aspectos sociais, doutrinárias e valorais específicos.
Espiritualidade Cristã
Quando uma pessoa aceita a Jesus como seu salvador e confessa que Jesus é o seu
Senhor, ela o faz pelo espírito Santo. 1 Cor. 12:3. O Espirito Santo sela o crente para o dia da redenção (Efésios 4:30). Jesus prometeu que voltaria para os seus para fazer lembrar de todo que ensinou e que o Espírito Santo nos guiaria “a toda verdade” (João 16:13). Pela vida espiritual cristã é o crente que faz a escolha de deixar com que o Espírito o controle ou não. Espiritualidade é maior ou menor naquele que é "nascido de novo", ou quanto ele permite a Espírito de Deus em sua vida.
Portanto, espiritualidade Cristã é uma escolha pessoal para “conhecer e crescer” mais e mais no conhecimento e no relacionamento com o Senhor Jesus Cristo e nos submeter a cada dia a unção do Espírito Santo em nossas vidas.
Proponho no ensino fundamental em anatomia humana, que o homem seja estudado em sua quadrimensionalidade: corpo, alma, espírito e seus sonhos. Para este ensino,
apresento meu livro, "Ciências para Crianças" destinado a segunda fase do ensino
fundamental.
Associaçao para Defesa da Heterossexualidade, do Casamento e Família Tradicionais, Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens contra o Assédio, Aliciamento, Proselitismo e abusos Sexual e Homossexual; contra o Aborto e ajuda a pessoas que desejam deixar a homossexualidade.
COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?
Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
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sábado, 17 de junho de 2017
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
VÍDEO: "TED CRUZ DEBATE COM ATIVISTA LGBT E DÁ UM SHOW",ASSISTA!
Caros leitores, Ted Cruz será retratado cada vez mais como um ultra-conservador idiota pela imprensa brasileira, pois é assim que eles encaram quem defende a Constituição, os “pais fundadores” e valores tradicionais. Mas não se deixe enganar por esses jornalistas “progressistas”, que juram que Obama é a alma mais esclarecida e abnegada que já andou pela Terra. Vejam esse debate que Cruz travou com uma ativista da causa LGBT, e entendam o que é o poder de argumentação, com senso de proporção e foco no que realmente interessa, para além da retórica vazia e da imagem de superior típica dos “posers”:
A eloquência e a paciência de Cruz, apesar de ser firme e não ceder às táticas de “não-debate” da esquerda, explicam porque ele incomoda tanto e precisa ser detonado por quem adora Obama. Seria, sem dúvida, um bom presidente para os Estados Unidos, especialmente nesse momento tão delicado, em que a praga do politicamente correto se alastrou de forma impressionante e assustadora.
Fonte: blog Rodrigo Constantino
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Crianças estão sendo obrigadas a escrever que “Alá é o único deus” em aulas sobre religião!
Crianças estão sendo obrigadas a escrever que “Alá é o único deus” em aulas sobre religião
Publicado por Tiago Chagas em 16 de setembro de 2015
O ensino religioso em escolas públicas é algo que sempre levanta polêmicas, e um caso com os alunos do Ensino Fundamental no condado de Maury, Tennessee (EUA) causou revolta nos pais de alunos, que foram ensinados sobre os cinco pilares do islã de forma intensa, quase doutrinária.
Segundo uma das mães, os alunos foram obrigados a escrever em seus cadernos que “Alá é o único deus”, de acordo com informações da Fox News.
Nos Estados Unidos, a religião islâmica tem crescido, timidamente, mas ainda é vista com reservas devido aos ataques terroristas promovidos por extremistas que atribuem seus atos à religião.
“Eles pularam todo o capítulo sobre a ascensão do Cristianismo e passaram três semanas estudando o Islamismo”, desabafou Brandee Porterfield, uma das mães incomodadas. “Eu até entendo que o Islã precisa ser discutido nas aulas de História, mas o que realmente me incomodou foi que eles passaram essa tarefa de ter de escrever os Cinco Pilares do islã, e as crianças tiveram que aprender a escrever a Shahada, a qual é o credo de conversão islâmica”, ponderou.
A Shahada é um conceito religioso do islamismo, que prega que “não há outro deus além de Alá; Maomé é o mensageiro de Alá”. Segundo Poterfield, a forma como as coisas foram ensinadas às crianças não devem ser consideradas um ultraje, mas sim, como doutrinação: “Eu não sei se eu consideraria isso um ataque ao cristianismo, mas eles não estudaram nenhuma outra religião com essa intensidade […] Mesmo que eles discutam mais o cristianismo durante o capítulo da Idade Média, eles não terão as bases do cristianismo e do judaísmo como agora eles têm do islamismo”, atentou a mãe.
A mesma visão é compartilhada por Joy Ellis, outra mãe preocupada: “Eu não tive problema com a história do islã ser ensinada, mas ir a ponto de fazer minha filha escrever o Shahada é inaceitável”.
O responsável pelas escolas do condado, Chris Marczak, defendeu a forma como as escolas trabalham e negou que estivesse tentando doutrinar os alunos: “A tarefa tocou em alguns tópicos sensíveis de importância para a religião islâmica e causou grande confusão no entendimento de se estamos pedindo aos alunos para crer ou simplesmente compreender a religião. É nosso trabalho como um sistema de escola pública educar nossos estudantes sobre a história mundial a fim de deixá-los prontos para competir em uma sociedade global”, afirmou.
As mães que se queixaram, disseram não estar convencidas sobre a maneira de trabalhar escolhida pelo educador.
Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/criancas-obrigadas-escrever-ala-unico-deus-79190.html
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
O Islamismo é uma religião, uma doutrina Política ou ambos?
Os cristãos tem dificuldade em ver o Islã como uma doutrina política, não uma religião
Entrevista realizada pela Frontpage Magazine a Bill Warner, diretor do Centro para o Estudo do Islã Político (CSPI). O objetivo do CSPI é ensinar a doutrina do Islã através de seus livros e ele já produziu uma série com este enfoque. O sr. Warner não escreveu a série do CSPI, mas atua como agente para o grupo de estudiosos que são os autores.
FP: Bill Warner, bem-vindo à Frontpage Magazine.
Warner: Obrigado, Jamie, por esta oportunidade.
FP: Fale-nos sobre o Centro para o Estudo do Islã Político.
Warner: O Centro para o Estudo do Islã Político é um grupo de estudiosos dedicados ao estudo científico dos textos fundamentais do Islã - Corão, Sira (vida de Maomé) e Hadith (tradições sobre Maomé). Há duas áreas para se estudar no Islã, sua doutrina e sua história, ou, na visão do CSPI - a teoria e seus resultados. Nós estudamos ahistória para ver os resultados práticos ou experimentais da doutrina.
O CSPI parece ser o primeiro grupo a usar a estatística para estudar a doutrina. Os estudos científicos anteriores do Corão se dedicavam primariamente aos estudos da língua árabe.
Nosso primeiro princípio é que o Corão, a Sira e o Hadith devem ser vistos como um todo. Nós os chamamos de "a Trilogia Islâmica" para enfatizar a unidade dos textos.
Nossa maior inovação intelectual foi ver que o dualismo é a fundação e a chave para a compreensão do Islã. Tudo no Islã vem em pares, a começar por sua declaração fundamental: (1) não há outro deus além de Alá e (2) Maomé é Seu profeta. Portanto, o Islã é Alá (Corão) e a Suna (palavras e feitos de Maomé, encontrados na Sira e no Hadith).
Um mar de tinta foi desperdiçado tentando responder a pergunta: o que é o Islã? O Islã é a religião da paz? Ou o verdadeiro Islã é uma ideologia radical? Um muçulmano moderado é que é verdadeiro muçulmano?
Isto lembraria a um cientista a as velhas discussões sobre a luz. A luz é uma partícula ou uma onda? As discussões pendiam para um lado e para outro. A mecânica quântica nos deu a resposta. A luz é dual. Ela é tanto uma partícula quanto uma onda. A qualidade que se manifesta depende das circunstâncias. O Islã funciona da mesma maneira.
Nossa primeira pista sobre o dualismo está no Corão, que, na verdade, são dois livros, o Corão de Meca (inicial) e o Corão de Medina (final). A descoberta da lógica do Corão vem do grande número de contradições nele. Num nível superficial, o Islã resolve estas contradições recorrendo à "abrogação". Isto significa que o verso escrito posteriormente se sobrepõe ao verso anterior. Mas, na verdade, como o Corão é considerado pelos muçulmanos como a palavra perfeita de Deus, ambos os versos são sagrados e verdadeiros. Esta é a fundação do dualismo. Ambos os versos estão "certos." Ambos os lados da contradição são verdadeiros na lógica dualista. As circunstâncias decidem qual verso é usado.
Por exemplo:
(Corão de Meca) 73:10: Ouve o que eles [os infiéis] dizem com paciência e afasta-te deles com dignidade.
Da tolerância nós vamos para a máxima intolerância, nem mesmo o Senhor do Universo consegue suportar os infiéis:
(Corão de Medina) 8:12: Então teu Senhor falou a Seus anjos e disse, "Eu estarei contigo. Dá força aos fiéis. Eu infundirei terror nos corações dos infiéis, cortarei suas cabeças e até as pontas de seus dedos!"
Toda a lógica ocidental está baseada na lei da contradição - se duas coisas se contradizem, então pelo menos uma delas é falsa. Mas a lógica islâmica é dualista; duas coisas podem contradizer uma à outra e ambas serem verdadeiras(para eles).
Nenhum sistema dualista pode ser medido por uma só resposta. Esta é a razão pela qual as discussões sobre o que constitui o "verdadeiro" Islã prosseguem indefinidamente e nunca são resolvidas. Uma única resposta correta não existe.
Sistemas dualistas só podem ser mensurados pela estatística. É inútil argumentar que um só lado do dualismo é verdadeiro. Para usar uma analogia, a mecânica quântica sempre dá uma resposta estatística a todas as perguntas.
Como exemplo do uso da estatística, olhe a pergunta: qual é a verdadeira jihad, a jihad da luta interior, espiritual, ou a jihad da guerra? Procuremos a resposta em Bukhari (o Hadith), já que ele fala repetidas vezes da jihad. Em Bukhari, 97% das referências à jihad são sobre guerra e 3% sobre luta interior. A jihad é guerra? Sim - 97%. A Jihad é luta interior? Sim - 3%. Então, quando se escreve um artigo, pode-se argumentar a favor de uma ou outra. Mas na verdade, quase toda discussão sobre o Islã pode ser respondida com: todas as alternativas acima. Ambos os lados da dualidade estão corretos.
FP: Porque, na sua opinião, há tanta ignorância sobre a história e a doutrina do Islã político no Ocidente?
Warner: Primeiramente, vejamos o quanto somos ignorantes sobre a história do Islã político. Quantos cristãos conseguem dizer como a Turquia ou o Egito se tornaram islâmicos? O que aconteceu com as Sete Igrejas da Ásia, mencionadas nas cartas de Paulo? Encontre um judeu que consiga falar sobre a história da "dhimmitude" (cidadãos de segunda classe que servem ao Islã). Que europeu sabe que as mulheres brancas eram o tipo de escravo mais valorizado em Meca? Todo mundo sabe quantos judeus Hitler matou, mas encontre um infiel que saiba te dizer quantos morreram na jihad nos últimos 1400 anos.
Nossa ignorância é a mesma em relação à doutrina do Islã. Um agente do FBI recebe duas horinhas de treinamento sobre o Islã e a maior parte disto é sobre como não ofender o imã. Estamos lutando no Iraque. Quem utiliza a doutrina política e militar do Islã para planejar a estratégia? Quem consegue achar um só rabino ou pastor que tenha lido o Corão, Sira e Hadith? Qual governador, senador, parlamentar ou líder militar demonstra um conhecimento da doutrina política do Islã? Tente encontrar um curso disponível em uma faculdade sobre a doutrina política e a ética islâmica. Os universitários estudam arte, arquitetura e poesia islâmica, Sufismo e uma história gloriosa que ignora o sofrimento dos infiéis inocentes. Os universitários lêem comentários sobre o Corão e o Hadith, mas não lêem a doutrina de fato.
FP: Então, por que esta ignorância?
Warner: Comecemos pelo princípio. Quando o Islã explodiu da Arábia para dentro de um mundo bizantino em decadência, os infiéis registraram isto como uma invasão árabe. Igualmente, a invasão da Europa Oriental foi por turcos; a invasão da Espanha, por mouros. Nossos estudiosos foram incapazes de sequer dar nome aos invasores.
Maomé matou cada um dos intelectuais ou artistas que se opuseram a ele. Foi o medo que levou a imensa maioria da mídia a não publicar as charges de Maomé, não alguma sensibilidade imaginária. O medo é uma base fabulosa para a ignorância, mas não basta para explicar tudo. O que explica a aversão quase que psicótica ao conhecimento sobre o Islã? Além do medo, é a percepção de que o Islã político é profundamente alheio a nós.
Examinemos a base ética de nossa civilização. Toda a nossa política e ética estão baseadas em uma ética unitária que está melhor formulada na Regra de Ouro:
Trate os outros como gostaria de ser tratado.
A base desta regra é o reconhecimento de que, em certo nível, somos todos a mesma coisa. Não somos todos iguais. Qualquer partida esportiva mostrará que não temos habilidades iguais. Mas todo mundo quer ser tratado como um ser humano. Na base da Regra de Ouro - a igualdade dos seres humanos - nós criamos a democracia, acabamos com a escravidão e tratamos as mulheres em pé de igualdade política. Então a Regra de Ouro é uma ética unitária. Todas as pessoas devem ser tratadas da mesma forma. Todas as religiões têm alguma versão da Regra de Ouro, exceto o Islã.
FP: Então, como o Islã é diferente, neste contexto?
Warner: O termo "ser humano" não tem nenhum significado dentro do Islã. Não existe essa coisa de humanidade, apenas a dualidade entre o fiel e o infiel. Olhe as afirmações éticas que se encontram no Hadith. Um muçulmano não deve mentir, matar ou roubar de outros muçulmanos. Mas um muçulmano pode mentir, enganar ou matar um infiel, se isto beneficiar o Islã.
Não existe essa coisa de afirmação universal de ética no Islã. Os muçulmanos devem ser tratados de uma forma e os infiéis de outra. O mais próximo que o Islã chega de uma afirmação universal de ética é que o mundo inteiro deve se submeter ao Islã. Depois que Maomé se tornou profeta, ele nunca tratou um infiel do mesmo modo que um muçulmano. O Islã nega a verdade da Regra de Ouro.
Aliás, está ética dualista é a base para a jihad. O sistema ético coloca o infiel como menos que humano e, portanto, é fácil matar, prejudicar ou enganar o infiel.
Veja bem, os infiéis frequentemente falham em aplicar a Regra de Ouro, mas nós podemos ser julgados e condenados a partir dela. Deixamos a desejar, mas é o nosso ideal.
Já houve outras culturas dualistas. Podemos lembrar a KKK. Mas a KKK é um dualismo simplista. O membro da KKK odeia todos os negros em todas as ocasiões; só há uma escolha. Isto é muito direto e fácil de ver.
O dualismo do Islã é mais enganador e oferece duas escolhas em relação a como tratar o infiel. O infiel pode ser tratado com simpatia, do mesmo modo que um fazendeiro trata bem seu gado. Então, o Islã pode ser "simpático", mas sob nenhuma hipótese o infiel é um "irmão" ou um amigo. Na verdade, há cerca de 14 versos no Corão que são enfáticos - um muçulmano nunca é amigo de um infiel. Um muçulmano pode ser "amistoso", mas nunca é um amigo de fato. E o grau em que um muçulmano é de fato um verdadeiro amigo é o grau em que ele não é um muçulmano, mas um hipócrita.
FP: O sr. mencionou anteriormente como a lógica é um outro ponto de profunda divergência. O sr. pode abordar o assunto?
Warner: Para reiterar, toda ciência é baseada na lei da contradição. Se duas coisas se contradizem, então pelo menos uma delas tem de ser falsa. Mas dentro da lógica islâmica, duas afirmações contraditórias podem ser verdadeiras. O Islã usa a lógica dualista e nós usamos a lógica unitária científica.
Como o Islã tem uma lógica dualista e uma ética dualista, ele nos é completamente alheio. Os muçulmanos pensam de forma diferente de nós e sentem de forma diferente de nós. Esta aversão faz com que evitemos aprender sobre o Islã, então somos ignorantes e permanecemos ignorantes.
Uma outra parte da aversão é a percepção de que não há acordo com a ética dualista. Não há um lugar a meio caminho entre a ética unitária e a dualista. Se uma pessoa está numa transação comercial com alguém que é um mentiroso e um trapaceiro, não há meio de evitar de ser trapaceado. Não importa o quanto se seja simpático com um golpista, ele vai se aproveitar da pessoa. Não há acordo com a ética dualista. Em resumo, a política, ética e lógica islâmicas não podem fazer parte de nossa civilização. O Islã não se deixa assimilar, ele domina. Não existe nunca esta história de "conviver" com o Islã. Suas exigências nunca cessam e as exigências devem ser cumpridas nos termos do Islã: submissão.
A última razão para nossa aversão à história do Islã político é nossa vergonha. O Islã pôs na escravidão mais de um milhão de europeus. Como muçulmanos não podem ser escravizados, era uma cristã branca que era a escrava sexual do sultão turco. Estas são coisas que não queremos encarar.
Os judeus não querem reconhecer a história do Islã político, porque eles eram dhimmis, cidadãos de segunda classe ou semi-escravos, igual aos cristãos. Os judeus gostam de se lembrar de que eram conselheiros e médicos para muçulmanos poderosos, mas não importa o que o judeu fizesse ou que posição ele ocupasse, ele ainda era um dhimmi. Não há meio-termo entre ser igual e ser um dhimmi.
Por que um hindu quereria relembrar a vergonha da escravidão e a destruição de seus templos e cidades? Depois que artesãos hindus construíram o Taj Mahal, o governante muçulmano mandou cortar suas mãos direitas, par que eles não pudessem construir nada de tão belo para ninguém mais. A prática do suttee, a viúva se jogando na pira funeral do marido, surgiu como uma resposta ao estupro e à brutalidade da jihad islâmica enquanto ela varria o antigo Hindustão.
Os negros não querem encarar o fato de que foi um muçulmano que caçou seus ancestrais na África para vendê-los no atacado para o comerciante de escravos branco. O árabe é o verdadeiro mestre do africano. Os negros não conseguem aceitar o elo comum que eles possuem com os brancos: que tanto os europeus quanto os africanos foram escravos sob o Islã. Os negros gostam de imaginar que o Islã é seu contra-peso ao poder branco, e não que o Islã os dominou por 1400 anos.
Lógica dualista. Ética dualista. Medo. Vergonha. Não há meio-termo. Estas são as razões por que nós não queremos saber sobre a história política do Islã, sua doutrina ou ética.
FP: Então, será que existe mesmo algo como um Islã não-político?
Warner: O Islã não-político é o Islã religioso. O Islã religioso é o que um muçulmano faz para evitar o Inferno e ir para o Paraíso. Estes são os Cinco Pilares - oração, caridade aos muçulmanos, peregrinação a Meca, jejum e declarar que Maomé é o último profeta.
Mas a Trilogia é clara em relação à doutrina. Pelo menos 75% da Sira (vida de Maomé) é sobre a jihad. Cerca de 67% do Corão escrito em Meca é sobre os infiéis ou política. Do Corão de Medina, 51% é dedicado aos infiéis. Cerca de 20% do Hadith de Bukhari é sobre a jihad e política. Religião é a parte menor dos textos islâmicos fundamentais.
A dualidade mais famosa do Islã político é a divisão do mundo entre fiéis, 'dar al Islam', e infiéis, 'dar al harb'. A maior parte da Trilogia relata o tratamento dos infiéis, kafirs. Até o Inferno é político. Há 146 referências ao Inferno no Corão. Só 6% daqueles que estão no Inferno estão lá por faltas morais - assassinato, roubo, etc. Os outro 94% das razões para estar no Inferno são pelo pecado intelectual de discordar de Maomé, um crime político. Logo, o Inferno Islâmico é uma prisão política para aqueles que falam contra o Islã.
Maomé pregou sua religião por 13 anos e amealhou apenas 150 seguidores. Mas quando ele se voltou para a política e a guerra, em um período de 10 anos ele se tornou o primeiro governante de toda a Arábia, com uma média de um evento de violência a cada sete semanas, durante 9 anos. Seu sucesso não veio como líder religioso, mas como líder político.
Enfim, o Islã político define como se deve tratar os infiéis e lidar com eles.
FP: O sr. pode abordar rapidamente a história do Islã político?
Warner: A história do Islã político começa com a migração de Maomé para Medina. A partir daquele ponto, o apelo do Islã para o mundo sempre foi a opção dualista de se aderir a uma gloriosa religião ou ser objeto de de pressão e violência políticas. Após a migração para Medina, o Islã se torna violento quando a persuasão falha. A jihad veio ao mundo.
Após a morte de Maomé, Abu Bakr, o primeiro califa, resolveu as discussões teológicas dos que desejavam deixar o Islã com a ação política da morte pela espada. A jihad de Omar (o segundo califa, um rei-papa) explodiu para dentro do mundo dos infiéis. A jihad destruiu um Oriente Médio cristão e um Norte da África cristão. Logo, o destino dos zoroastristas persas e dos hindus foi serem vítimas da jihad. A história do Islã político é a destruição da Cristandade no Oriente Médio, Egito, Turquia e Norte da África. Metade da Cristandade se perdeu. Antes do Islã, o norte da África era a parte sul da Europa (parte do Império Romano). Cerca de 60 milhões de cristãos foram massacrados durante a conquista jihadista.
Metade da gloriosa civilização hindu foi aniquilada e 80 milhões de hindus foram mortos.
Os primeiros budistas ocidentais foram os gregos descendentes do exército de Alexandre o Grande, no que hoje é o Afeganistão. A jihad destruiu todo traço de budismo ao longo da rota da seda. Cerca de 10 milhões de budistas morreram. A conquista do budismo é o resultado prático do pacifismo.
Os zoroastristas foram eliminados da Pérsia.
Os judeus se tornaram dhimmis permanentes por todo o Islã.
Na África, mais de 120 milhões de cristãos e animistas morreram nos últimos 1400 anos de jihad.
Aproximadamente 270 milhões de infiéis morreram nos últimos 1400 anos pela glória do Islã político. Estas são as Lágrimas da jihad sobre as quais ninguém é ensinado na escola.
FP: Como nossos intelectuais têm respondido ao Islã?
Warner: A base de todo o pensamento do infiel desmoronou em face do pensamento político, da ética e da lógica do Islã. Já mencionamos como nossos primeiros intelectuais nem sequer nomearam os invasores como muçulmanos. Não temos nenhum método de análise do Islã. Não conseguimos concordar sobre o que seja o Islã e não temos conhecimento de nosso sofrimento como vítimas de uma jihad de 1400 anos.
Olhe como os cristãos, judeus, negros, intelectuais e artistas lidaram com a doutrina e a história islâmica. Em todos os casos, suas idéias iniciais são um fracasso.
Os cristãos acreditam que "o amor vence tudo." Bem, o amor não vence o Islã. Os cristãos tem dificuldade em ver o Islã como uma doutrina política, não uma religião. A natureza sectária do pensamento cristão significa que o cristão não-ortodoxo médio não tem nenhum conhecimento ou simpatia pelo sofrimento dos cristãos ortodoxos.
Os judeus têm uma teologia que postula uma relação única entre os judeus e o Deus criador do universo. Mas o Islã vê os judeus como macacos que corromperam o Velho Testamento. Os judeus não vêem nenhuma conexão entre a doutrina política do Islã e Israel.
Os intelectuais negros basearam suas idéias na condição de escravo/vítima e como foi errado os cristãos brancos os terem feito de escravos. O Islã nunca reconheceu nenhuma parcela da dor ou sofrimento que causou na África com seu comércio de escravos de 1400 anos. Mas os negros não fazem qualquer tentativa de obter um pedido de desculpas dos muçulmanos e ficam em silêncio na presença do Islã. Por que? Será que é porque os árabes são seus senhores?
O multiculturalismo é paralítico em relação à exigência do Islã de que toda civilização se submeta. A cultura da tolerância desaba em face da intolerância sagrada da ética dualista. Os intelectuais respondem ignorando este fracasso.
Nossos intelectuais e artistas têm sido abusados há 1400 anos. De fato, a psicologia de nossos intelectuais é exatamente como a psicologia da esposa abusada, da criança sexualmente abusada ou da vítima de estupro. Veja as semelhanças entre a resposta das vítimas de abusos e nossos intelectuais. Veja como a violência causou a negação.
A vítima nega que o abuso aconteceu: nossa mídia nunca relata a maior parte da jihad em todo o mundo. Nossos intelectuais não falam sobre como toda esta violência está ligada a uma doutrina política.
O abusador usa o medo para controlar a vítima: qual foi a razão pela qual os jornais não quiseram publicar as charges de Maomé? Salman Rushdie ainda tem uma sentença de morte por seu romance. Qual artista "de vanguarda" cria uma afirmação artística sobre o Islã? O medo domina nossos intelectuais e artistas.
As vítimas encontram meios de culpar a si mesmas: nós somos culpados pelo 11 de setembro de 2001. Se continuarmos tentando, os muçulmanos vão se comportar melhor. Nós temos que acomodar suas necessidades.
A vítima é humilhada: os brancos não querem falar sobre como seus ancestrais foram escravizados pelo Islã. Ninguém quer clamar pelas as vítimas da jihad. Por que não queremos clamar pelo sofrimento de nossos ancestrais? Por que não choramos pela perda de culturas e povos? Temos vergonha demais para nos importarmos.
A vítima se sente indefesa: "O que vamos fazer?" "Não podemos matar 1.3 bilhões de muçulmanos." Ninguém tem nenhum discernimento ou otimismo. Ninguém tem uma idéia do que tentar. O único plano é "ser mais simpático."
A vítima volta a raiva para dentro: Qual é o assunto mais divisor na política de hoje? O Iraque. E qual é o verdadeiro problema do Iraque? O Islã político. Há um vídeo na internet sobre como a CIA e Bush planejaram e executaram o 11 de setembro. Repugnância cultural a si mesmos é o lema de nossos intelectuais e artistas.
Odiamos a nós mesmo porque somos mentalmente molestados e abusados. Nossos intelectuais e artistas responderam ao abuso da jihad da mesma maneira que uma criança sexualmente abusada ou uma vítima de estupro responderiam. Estamos muito doentes intelectualmente e estamos falhando em pensar com clareza. Não conseguimos olhar nossa negação.
FP: Então, resuma para a gente por que é crucial aprendermos sobre a doutrina política do Islã.
Warner: O Islã político aniquilou todas as culturas que invadiu ou para a qual migrou. O tempo total para a aniquilação leva séculos, mas depois que se torna predominante, ele nunca falha. A cultura hospedeira desaparece e se torna extinta.
Nós devemos aprender sobre a doutrina do Islã político para sobrevivermos. A doutrina é muito clara sobre todas as formas de força e persuasão poderem e deverem ser usadas para nos conquistar. O Islã é um inimigo auto-declarado de todos os infiéis. O brilhante filósofo da guerra chinês Sun Tzu tinha o moto "conheça seu inimigo". Nós devemos conhecer a doutrina de nosso inimigo ou seremos aniquilados.
Ou pondo as coisas de outro modo: se não aprendermos sobre a doutrina do Islã político, nossa civilização será aniquilada, da mesma forma que a civilização copta do Egito foi aniquilada.
Como os infiéis devem conhecer a doutrina política do Islã para sobreviver, o CSPI escreveu todos os seus livros em um inglês simples. Nossos livros são de base erudita, mas simples de ler. Por exemplo, qualquer um capaz de ler um jornal pode pegar um Corão Simples, ler e entender. Ele não ficou "tosco" e contém cada palavra do original.
Não só a linguagem é simples, mas foi usada lógica para separar e categorizar. O contexto e a cronologia foram restaurados. O resultado é um Corão que é uma história épica terminando com o triunfo sobre todos os inimigos de Alá. Todos os nossos livros e nossa filosofia se encontram no site de nosso centro.
O Islã declara que nós somos os inimigos de Alá. Se não aprendermos sobre a doutrina política do Islã, vamos terminar como as primeiras vítimas do Islã - os árabes politeístas e tolerantes da Arábia Saudita, que se tornaram os Wahabbis (um ramo muito severo do Islã) de hoje, a cultura mais intolerante da face da Terra.
FP: Bill Warner, obrigado por estar com a gente hoje.
Warner: Jamie, obrigado por sua gentileza e seus esforços.
Fonte: Midia Sem Máscara
FP: Bill Warner, bem-vindo à Frontpage Magazine.
Warner: Obrigado, Jamie, por esta oportunidade.
FP: Fale-nos sobre o Centro para o Estudo do Islã Político.
Warner: O Centro para o Estudo do Islã Político é um grupo de estudiosos dedicados ao estudo científico dos textos fundamentais do Islã - Corão, Sira (vida de Maomé) e Hadith (tradições sobre Maomé). Há duas áreas para se estudar no Islã, sua doutrina e sua história, ou, na visão do CSPI - a teoria e seus resultados. Nós estudamos ahistória para ver os resultados práticos ou experimentais da doutrina.
O CSPI parece ser o primeiro grupo a usar a estatística para estudar a doutrina. Os estudos científicos anteriores do Corão se dedicavam primariamente aos estudos da língua árabe.
Nosso primeiro princípio é que o Corão, a Sira e o Hadith devem ser vistos como um todo. Nós os chamamos de "a Trilogia Islâmica" para enfatizar a unidade dos textos.
Nossa maior inovação intelectual foi ver que o dualismo é a fundação e a chave para a compreensão do Islã. Tudo no Islã vem em pares, a começar por sua declaração fundamental: (1) não há outro deus além de Alá e (2) Maomé é Seu profeta. Portanto, o Islã é Alá (Corão) e a Suna (palavras e feitos de Maomé, encontrados na Sira e no Hadith).
Um mar de tinta foi desperdiçado tentando responder a pergunta: o que é o Islã? O Islã é a religião da paz? Ou o verdadeiro Islã é uma ideologia radical? Um muçulmano moderado é que é verdadeiro muçulmano?
Isto lembraria a um cientista a as velhas discussões sobre a luz. A luz é uma partícula ou uma onda? As discussões pendiam para um lado e para outro. A mecânica quântica nos deu a resposta. A luz é dual. Ela é tanto uma partícula quanto uma onda. A qualidade que se manifesta depende das circunstâncias. O Islã funciona da mesma maneira.
Nossa primeira pista sobre o dualismo está no Corão, que, na verdade, são dois livros, o Corão de Meca (inicial) e o Corão de Medina (final). A descoberta da lógica do Corão vem do grande número de contradições nele. Num nível superficial, o Islã resolve estas contradições recorrendo à "abrogação". Isto significa que o verso escrito posteriormente se sobrepõe ao verso anterior. Mas, na verdade, como o Corão é considerado pelos muçulmanos como a palavra perfeita de Deus, ambos os versos são sagrados e verdadeiros. Esta é a fundação do dualismo. Ambos os versos estão "certos." Ambos os lados da contradição são verdadeiros na lógica dualista. As circunstâncias decidem qual verso é usado.
Por exemplo:
(Corão de Meca) 73:10: Ouve o que eles [os infiéis] dizem com paciência e afasta-te deles com dignidade.
Da tolerância nós vamos para a máxima intolerância, nem mesmo o Senhor do Universo consegue suportar os infiéis:
(Corão de Medina) 8:12: Então teu Senhor falou a Seus anjos e disse, "Eu estarei contigo. Dá força aos fiéis. Eu infundirei terror nos corações dos infiéis, cortarei suas cabeças e até as pontas de seus dedos!"
Toda a lógica ocidental está baseada na lei da contradição - se duas coisas se contradizem, então pelo menos uma delas é falsa. Mas a lógica islâmica é dualista; duas coisas podem contradizer uma à outra e ambas serem verdadeiras(para eles).
Nenhum sistema dualista pode ser medido por uma só resposta. Esta é a razão pela qual as discussões sobre o que constitui o "verdadeiro" Islã prosseguem indefinidamente e nunca são resolvidas. Uma única resposta correta não existe.
Sistemas dualistas só podem ser mensurados pela estatística. É inútil argumentar que um só lado do dualismo é verdadeiro. Para usar uma analogia, a mecânica quântica sempre dá uma resposta estatística a todas as perguntas.
Como exemplo do uso da estatística, olhe a pergunta: qual é a verdadeira jihad, a jihad da luta interior, espiritual, ou a jihad da guerra? Procuremos a resposta em Bukhari (o Hadith), já que ele fala repetidas vezes da jihad. Em Bukhari, 97% das referências à jihad são sobre guerra e 3% sobre luta interior. A jihad é guerra? Sim - 97%. A Jihad é luta interior? Sim - 3%. Então, quando se escreve um artigo, pode-se argumentar a favor de uma ou outra. Mas na verdade, quase toda discussão sobre o Islã pode ser respondida com: todas as alternativas acima. Ambos os lados da dualidade estão corretos.
FP: Porque, na sua opinião, há tanta ignorância sobre a história e a doutrina do Islã político no Ocidente?
Warner: Primeiramente, vejamos o quanto somos ignorantes sobre a história do Islã político. Quantos cristãos conseguem dizer como a Turquia ou o Egito se tornaram islâmicos? O que aconteceu com as Sete Igrejas da Ásia, mencionadas nas cartas de Paulo? Encontre um judeu que consiga falar sobre a história da "dhimmitude" (cidadãos de segunda classe que servem ao Islã). Que europeu sabe que as mulheres brancas eram o tipo de escravo mais valorizado em Meca? Todo mundo sabe quantos judeus Hitler matou, mas encontre um infiel que saiba te dizer quantos morreram na jihad nos últimos 1400 anos.
Nossa ignorância é a mesma em relação à doutrina do Islã. Um agente do FBI recebe duas horinhas de treinamento sobre o Islã e a maior parte disto é sobre como não ofender o imã. Estamos lutando no Iraque. Quem utiliza a doutrina política e militar do Islã para planejar a estratégia? Quem consegue achar um só rabino ou pastor que tenha lido o Corão, Sira e Hadith? Qual governador, senador, parlamentar ou líder militar demonstra um conhecimento da doutrina política do Islã? Tente encontrar um curso disponível em uma faculdade sobre a doutrina política e a ética islâmica. Os universitários estudam arte, arquitetura e poesia islâmica, Sufismo e uma história gloriosa que ignora o sofrimento dos infiéis inocentes. Os universitários lêem comentários sobre o Corão e o Hadith, mas não lêem a doutrina de fato.
FP: Então, por que esta ignorância?
Warner: Comecemos pelo princípio. Quando o Islã explodiu da Arábia para dentro de um mundo bizantino em decadência, os infiéis registraram isto como uma invasão árabe. Igualmente, a invasão da Europa Oriental foi por turcos; a invasão da Espanha, por mouros. Nossos estudiosos foram incapazes de sequer dar nome aos invasores.
Maomé matou cada um dos intelectuais ou artistas que se opuseram a ele. Foi o medo que levou a imensa maioria da mídia a não publicar as charges de Maomé, não alguma sensibilidade imaginária. O medo é uma base fabulosa para a ignorância, mas não basta para explicar tudo. O que explica a aversão quase que psicótica ao conhecimento sobre o Islã? Além do medo, é a percepção de que o Islã político é profundamente alheio a nós.
Examinemos a base ética de nossa civilização. Toda a nossa política e ética estão baseadas em uma ética unitária que está melhor formulada na Regra de Ouro:
Trate os outros como gostaria de ser tratado.
A base desta regra é o reconhecimento de que, em certo nível, somos todos a mesma coisa. Não somos todos iguais. Qualquer partida esportiva mostrará que não temos habilidades iguais. Mas todo mundo quer ser tratado como um ser humano. Na base da Regra de Ouro - a igualdade dos seres humanos - nós criamos a democracia, acabamos com a escravidão e tratamos as mulheres em pé de igualdade política. Então a Regra de Ouro é uma ética unitária. Todas as pessoas devem ser tratadas da mesma forma. Todas as religiões têm alguma versão da Regra de Ouro, exceto o Islã.
FP: Então, como o Islã é diferente, neste contexto?
Warner: O termo "ser humano" não tem nenhum significado dentro do Islã. Não existe essa coisa de humanidade, apenas a dualidade entre o fiel e o infiel. Olhe as afirmações éticas que se encontram no Hadith. Um muçulmano não deve mentir, matar ou roubar de outros muçulmanos. Mas um muçulmano pode mentir, enganar ou matar um infiel, se isto beneficiar o Islã.
Não existe essa coisa de afirmação universal de ética no Islã. Os muçulmanos devem ser tratados de uma forma e os infiéis de outra. O mais próximo que o Islã chega de uma afirmação universal de ética é que o mundo inteiro deve se submeter ao Islã. Depois que Maomé se tornou profeta, ele nunca tratou um infiel do mesmo modo que um muçulmano. O Islã nega a verdade da Regra de Ouro.
Aliás, está ética dualista é a base para a jihad. O sistema ético coloca o infiel como menos que humano e, portanto, é fácil matar, prejudicar ou enganar o infiel.
Veja bem, os infiéis frequentemente falham em aplicar a Regra de Ouro, mas nós podemos ser julgados e condenados a partir dela. Deixamos a desejar, mas é o nosso ideal.
Já houve outras culturas dualistas. Podemos lembrar a KKK. Mas a KKK é um dualismo simplista. O membro da KKK odeia todos os negros em todas as ocasiões; só há uma escolha. Isto é muito direto e fácil de ver.
O dualismo do Islã é mais enganador e oferece duas escolhas em relação a como tratar o infiel. O infiel pode ser tratado com simpatia, do mesmo modo que um fazendeiro trata bem seu gado. Então, o Islã pode ser "simpático", mas sob nenhuma hipótese o infiel é um "irmão" ou um amigo. Na verdade, há cerca de 14 versos no Corão que são enfáticos - um muçulmano nunca é amigo de um infiel. Um muçulmano pode ser "amistoso", mas nunca é um amigo de fato. E o grau em que um muçulmano é de fato um verdadeiro amigo é o grau em que ele não é um muçulmano, mas um hipócrita.
FP: O sr. mencionou anteriormente como a lógica é um outro ponto de profunda divergência. O sr. pode abordar o assunto?
Warner: Para reiterar, toda ciência é baseada na lei da contradição. Se duas coisas se contradizem, então pelo menos uma delas tem de ser falsa. Mas dentro da lógica islâmica, duas afirmações contraditórias podem ser verdadeiras. O Islã usa a lógica dualista e nós usamos a lógica unitária científica.
Como o Islã tem uma lógica dualista e uma ética dualista, ele nos é completamente alheio. Os muçulmanos pensam de forma diferente de nós e sentem de forma diferente de nós. Esta aversão faz com que evitemos aprender sobre o Islã, então somos ignorantes e permanecemos ignorantes.
Uma outra parte da aversão é a percepção de que não há acordo com a ética dualista. Não há um lugar a meio caminho entre a ética unitária e a dualista. Se uma pessoa está numa transação comercial com alguém que é um mentiroso e um trapaceiro, não há meio de evitar de ser trapaceado. Não importa o quanto se seja simpático com um golpista, ele vai se aproveitar da pessoa. Não há acordo com a ética dualista. Em resumo, a política, ética e lógica islâmicas não podem fazer parte de nossa civilização. O Islã não se deixa assimilar, ele domina. Não existe nunca esta história de "conviver" com o Islã. Suas exigências nunca cessam e as exigências devem ser cumpridas nos termos do Islã: submissão.
A última razão para nossa aversão à história do Islã político é nossa vergonha. O Islã pôs na escravidão mais de um milhão de europeus. Como muçulmanos não podem ser escravizados, era uma cristã branca que era a escrava sexual do sultão turco. Estas são coisas que não queremos encarar.
Os judeus não querem reconhecer a história do Islã político, porque eles eram dhimmis, cidadãos de segunda classe ou semi-escravos, igual aos cristãos. Os judeus gostam de se lembrar de que eram conselheiros e médicos para muçulmanos poderosos, mas não importa o que o judeu fizesse ou que posição ele ocupasse, ele ainda era um dhimmi. Não há meio-termo entre ser igual e ser um dhimmi.
Por que um hindu quereria relembrar a vergonha da escravidão e a destruição de seus templos e cidades? Depois que artesãos hindus construíram o Taj Mahal, o governante muçulmano mandou cortar suas mãos direitas, par que eles não pudessem construir nada de tão belo para ninguém mais. A prática do suttee, a viúva se jogando na pira funeral do marido, surgiu como uma resposta ao estupro e à brutalidade da jihad islâmica enquanto ela varria o antigo Hindustão.
Os negros não querem encarar o fato de que foi um muçulmano que caçou seus ancestrais na África para vendê-los no atacado para o comerciante de escravos branco. O árabe é o verdadeiro mestre do africano. Os negros não conseguem aceitar o elo comum que eles possuem com os brancos: que tanto os europeus quanto os africanos foram escravos sob o Islã. Os negros gostam de imaginar que o Islã é seu contra-peso ao poder branco, e não que o Islã os dominou por 1400 anos.
Lógica dualista. Ética dualista. Medo. Vergonha. Não há meio-termo. Estas são as razões por que nós não queremos saber sobre a história política do Islã, sua doutrina ou ética.
FP: Então, será que existe mesmo algo como um Islã não-político?
Warner: O Islã não-político é o Islã religioso. O Islã religioso é o que um muçulmano faz para evitar o Inferno e ir para o Paraíso. Estes são os Cinco Pilares - oração, caridade aos muçulmanos, peregrinação a Meca, jejum e declarar que Maomé é o último profeta.
Mas a Trilogia é clara em relação à doutrina. Pelo menos 75% da Sira (vida de Maomé) é sobre a jihad. Cerca de 67% do Corão escrito em Meca é sobre os infiéis ou política. Do Corão de Medina, 51% é dedicado aos infiéis. Cerca de 20% do Hadith de Bukhari é sobre a jihad e política. Religião é a parte menor dos textos islâmicos fundamentais.
A dualidade mais famosa do Islã político é a divisão do mundo entre fiéis, 'dar al Islam', e infiéis, 'dar al harb'. A maior parte da Trilogia relata o tratamento dos infiéis, kafirs. Até o Inferno é político. Há 146 referências ao Inferno no Corão. Só 6% daqueles que estão no Inferno estão lá por faltas morais - assassinato, roubo, etc. Os outro 94% das razões para estar no Inferno são pelo pecado intelectual de discordar de Maomé, um crime político. Logo, o Inferno Islâmico é uma prisão política para aqueles que falam contra o Islã.
Maomé pregou sua religião por 13 anos e amealhou apenas 150 seguidores. Mas quando ele se voltou para a política e a guerra, em um período de 10 anos ele se tornou o primeiro governante de toda a Arábia, com uma média de um evento de violência a cada sete semanas, durante 9 anos. Seu sucesso não veio como líder religioso, mas como líder político.
Enfim, o Islã político define como se deve tratar os infiéis e lidar com eles.
FP: O sr. pode abordar rapidamente a história do Islã político?
Warner: A história do Islã político começa com a migração de Maomé para Medina. A partir daquele ponto, o apelo do Islã para o mundo sempre foi a opção dualista de se aderir a uma gloriosa religião ou ser objeto de de pressão e violência políticas. Após a migração para Medina, o Islã se torna violento quando a persuasão falha. A jihad veio ao mundo.
Após a morte de Maomé, Abu Bakr, o primeiro califa, resolveu as discussões teológicas dos que desejavam deixar o Islã com a ação política da morte pela espada. A jihad de Omar (o segundo califa, um rei-papa) explodiu para dentro do mundo dos infiéis. A jihad destruiu um Oriente Médio cristão e um Norte da África cristão. Logo, o destino dos zoroastristas persas e dos hindus foi serem vítimas da jihad. A história do Islã político é a destruição da Cristandade no Oriente Médio, Egito, Turquia e Norte da África. Metade da Cristandade se perdeu. Antes do Islã, o norte da África era a parte sul da Europa (parte do Império Romano). Cerca de 60 milhões de cristãos foram massacrados durante a conquista jihadista.
Metade da gloriosa civilização hindu foi aniquilada e 80 milhões de hindus foram mortos.
Os primeiros budistas ocidentais foram os gregos descendentes do exército de Alexandre o Grande, no que hoje é o Afeganistão. A jihad destruiu todo traço de budismo ao longo da rota da seda. Cerca de 10 milhões de budistas morreram. A conquista do budismo é o resultado prático do pacifismo.
Os zoroastristas foram eliminados da Pérsia.
Os judeus se tornaram dhimmis permanentes por todo o Islã.
Na África, mais de 120 milhões de cristãos e animistas morreram nos últimos 1400 anos de jihad.
Aproximadamente 270 milhões de infiéis morreram nos últimos 1400 anos pela glória do Islã político. Estas são as Lágrimas da jihad sobre as quais ninguém é ensinado na escola.
FP: Como nossos intelectuais têm respondido ao Islã?
Warner: A base de todo o pensamento do infiel desmoronou em face do pensamento político, da ética e da lógica do Islã. Já mencionamos como nossos primeiros intelectuais nem sequer nomearam os invasores como muçulmanos. Não temos nenhum método de análise do Islã. Não conseguimos concordar sobre o que seja o Islã e não temos conhecimento de nosso sofrimento como vítimas de uma jihad de 1400 anos.
Olhe como os cristãos, judeus, negros, intelectuais e artistas lidaram com a doutrina e a história islâmica. Em todos os casos, suas idéias iniciais são um fracasso.
Os cristãos acreditam que "o amor vence tudo." Bem, o amor não vence o Islã. Os cristãos tem dificuldade em ver o Islã como uma doutrina política, não uma religião. A natureza sectária do pensamento cristão significa que o cristão não-ortodoxo médio não tem nenhum conhecimento ou simpatia pelo sofrimento dos cristãos ortodoxos.
Os judeus têm uma teologia que postula uma relação única entre os judeus e o Deus criador do universo. Mas o Islã vê os judeus como macacos que corromperam o Velho Testamento. Os judeus não vêem nenhuma conexão entre a doutrina política do Islã e Israel.
Os intelectuais negros basearam suas idéias na condição de escravo/vítima e como foi errado os cristãos brancos os terem feito de escravos. O Islã nunca reconheceu nenhuma parcela da dor ou sofrimento que causou na África com seu comércio de escravos de 1400 anos. Mas os negros não fazem qualquer tentativa de obter um pedido de desculpas dos muçulmanos e ficam em silêncio na presença do Islã. Por que? Será que é porque os árabes são seus senhores?
O multiculturalismo é paralítico em relação à exigência do Islã de que toda civilização se submeta. A cultura da tolerância desaba em face da intolerância sagrada da ética dualista. Os intelectuais respondem ignorando este fracasso.
Nossos intelectuais e artistas têm sido abusados há 1400 anos. De fato, a psicologia de nossos intelectuais é exatamente como a psicologia da esposa abusada, da criança sexualmente abusada ou da vítima de estupro. Veja as semelhanças entre a resposta das vítimas de abusos e nossos intelectuais. Veja como a violência causou a negação.
A vítima nega que o abuso aconteceu: nossa mídia nunca relata a maior parte da jihad em todo o mundo. Nossos intelectuais não falam sobre como toda esta violência está ligada a uma doutrina política.
O abusador usa o medo para controlar a vítima: qual foi a razão pela qual os jornais não quiseram publicar as charges de Maomé? Salman Rushdie ainda tem uma sentença de morte por seu romance. Qual artista "de vanguarda" cria uma afirmação artística sobre o Islã? O medo domina nossos intelectuais e artistas.
As vítimas encontram meios de culpar a si mesmas: nós somos culpados pelo 11 de setembro de 2001. Se continuarmos tentando, os muçulmanos vão se comportar melhor. Nós temos que acomodar suas necessidades.
A vítima é humilhada: os brancos não querem falar sobre como seus ancestrais foram escravizados pelo Islã. Ninguém quer clamar pelas as vítimas da jihad. Por que não queremos clamar pelo sofrimento de nossos ancestrais? Por que não choramos pela perda de culturas e povos? Temos vergonha demais para nos importarmos.
A vítima se sente indefesa: "O que vamos fazer?" "Não podemos matar 1.3 bilhões de muçulmanos." Ninguém tem nenhum discernimento ou otimismo. Ninguém tem uma idéia do que tentar. O único plano é "ser mais simpático."
A vítima volta a raiva para dentro: Qual é o assunto mais divisor na política de hoje? O Iraque. E qual é o verdadeiro problema do Iraque? O Islã político. Há um vídeo na internet sobre como a CIA e Bush planejaram e executaram o 11 de setembro. Repugnância cultural a si mesmos é o lema de nossos intelectuais e artistas.
Odiamos a nós mesmo porque somos mentalmente molestados e abusados. Nossos intelectuais e artistas responderam ao abuso da jihad da mesma maneira que uma criança sexualmente abusada ou uma vítima de estupro responderiam. Estamos muito doentes intelectualmente e estamos falhando em pensar com clareza. Não conseguimos olhar nossa negação.
FP: Então, resuma para a gente por que é crucial aprendermos sobre a doutrina política do Islã.
Warner: O Islã político aniquilou todas as culturas que invadiu ou para a qual migrou. O tempo total para a aniquilação leva séculos, mas depois que se torna predominante, ele nunca falha. A cultura hospedeira desaparece e se torna extinta.
Nós devemos aprender sobre a doutrina do Islã político para sobrevivermos. A doutrina é muito clara sobre todas as formas de força e persuasão poderem e deverem ser usadas para nos conquistar. O Islã é um inimigo auto-declarado de todos os infiéis. O brilhante filósofo da guerra chinês Sun Tzu tinha o moto "conheça seu inimigo". Nós devemos conhecer a doutrina de nosso inimigo ou seremos aniquilados.
Ou pondo as coisas de outro modo: se não aprendermos sobre a doutrina do Islã político, nossa civilização será aniquilada, da mesma forma que a civilização copta do Egito foi aniquilada.
Como os infiéis devem conhecer a doutrina política do Islã para sobreviver, o CSPI escreveu todos os seus livros em um inglês simples. Nossos livros são de base erudita, mas simples de ler. Por exemplo, qualquer um capaz de ler um jornal pode pegar um Corão Simples, ler e entender. Ele não ficou "tosco" e contém cada palavra do original.
Não só a linguagem é simples, mas foi usada lógica para separar e categorizar. O contexto e a cronologia foram restaurados. O resultado é um Corão que é uma história épica terminando com o triunfo sobre todos os inimigos de Alá. Todos os nossos livros e nossa filosofia se encontram no site de nosso centro.
O Islã declara que nós somos os inimigos de Alá. Se não aprendermos sobre a doutrina política do Islã, vamos terminar como as primeiras vítimas do Islã - os árabes politeístas e tolerantes da Arábia Saudita, que se tornaram os Wahabbis (um ramo muito severo do Islã) de hoje, a cultura mais intolerante da face da Terra.
FP: Bill Warner, obrigado por estar com a gente hoje.
Warner: Jamie, obrigado por sua gentileza e seus esforços.
Fonte: Midia Sem Máscara
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
IURD : A política por trás da fé
A política por trás da fé

Reprodução/UNIcom
06/08/2014
Por Anna Beatriz Anjosda Revista Fórum
Chegou a grande data para os fieis da Igreja Universal do Reino de Deus. Após quatro anos de obras, no dia 31 de julho, o faraônico Templo de Salomão foi apresentado ao Brasil e ao mundo. Poucos “figurões” tiveram o privilégio de adentrar o edifício, mas muitas pessoas, entre fieis evangélicos, comerciantes, transeuntes e moradores da região se apinharam no entorno da Avenida Celso Garcia para tirar fotos ou simplesmente contemplar. Sim, havia gente de olhar petrificado em direção ao prédio de 59 metros de altura – equivalentes a 18 andares -, sem acreditar que ele integra a paisagem do envelhecido bairro do Brás, no centro de São Paulo.
A obra custou 680 milhões de reais e, para ser levantada, 40 imóveis precisaram ser comprados e demolidos. Seu estacionamento conta com 2 mil vagas para carros, 241 para motos e 200 para ônibus. O Bispo Edir Macedo mandou vir de Hebron, em Israel, 40 mil metros quadrados de pedras usadas na construção e decoração do Templo. Cem metros quadrados de vitrais dourados foram instalados acima do altar.
Para inaugurar tanta grandiosidade e capricho, a organização foi minuciosamente pensada: voluntários trabalhavam para conter o trânsito e isolar o local, policiais militares, atentos, faziam a segurança, bastante protocolar devido à presença de algumas das autoridades mais importantes do país, dentre as quais estavam a presidenta Dilma Rousseff, governadores, prefeitos e vereadores. Tudo preparado para a recepção dos 10 mil convidados que lotaram o Templo.
A pergunta que fica – e que não é assim tão difícil de responder – é: por que a abertura de um local de culto, pertencente a uma religião específica, se tornou o centro das atenções da elite política brasileira?
Crescimento acelerado
A Igreja Universal do Reino de Deus realizou seu primeiro culto no dia 9 de julho de 1977, no prédio onde funcionava uma antiga funerária, no bairro da Abolição, Rio de Janeiro.
Para criá-la, seu líder, Edir Macedo Bezerra, que se autoproclamou bispo, juntou-se a alguns amigos protestantes – entre eles, seu cunhado Romildo Ribeiro Soares, mais conhecido como R.R. Soares, que posteriormente criaria a Igreja Internacional da Graça de Deus.
A fundação da IURD ocorreu depois que Macedo deixou de frequentar a Igreja Nova Vida, da qual foi membro de 1963 e 1975, sem conseguir uma chance como pastor. Antes de firmar sua primeira sede, ele costumava pregar aos sábados em um coreto no Jardim do Méier, zona norte do Rio, com apenas um teclado, um microfone e uma Bíblia.
Ricardo Mariano, pós-doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), no artigo “Expansão pentecostal no Brasil: o caso da Igreja Universal”, classifica a IURD como “o mais surpreendente e bem-sucedido fenômeno religioso do país”. “Nenhuma outra igreja evangélica cresceu tanto em tão pouco tempo no Brasil. Seu crescimento institucional foi acelerado desde o início”, escreve.
Para justificar sua afirmação, Mariano utiliza números. Ele levantou que, em 1985, com oito anos de existência, a igreja de Edir Macedo já contava com 195 templos em catorze estados e no Distrito Federal. Dois anos depois, a quantidade quase dobrou: eram 365 templos em dezoito estados. Já em 1989, ano em que Macedo iniciou as negociações para a compra da TV Record, os locais de culto já somavam 571. A conta final impressiona: entre 1980 e 1989, o número de templos cresceu 2.600%.
“Nos primeiros anos, sua distribuição geográfica [da IURD] concentrou-se nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Salvador. Em seguida, expandiu-se pelas demais capitais e grandes e médias cidades. Na década de 1990, passou a cobrir todos os Estados do território brasileiro, período no qual logrou taxa de crescimento anual de 25,7%, saltando de 269 mil (dado certamente subestimado) para 2.101.887 adeptos no Brasil, de onde se espraiou para mais de oitenta países, Em todos eles, conquista adeptos majoritariamente entre os estratos mais pobres e menos escolarizados da população”, afirma o sociólogo em seu texto.
Atualmente, a IURD é dona de mais de 6 mil templos em todos os estados brasileiros. No exterior, está presente em mais de cem países. De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, possui, no Brasil, 1.873.243 fieis.
Poder político
O poder da Igreja Universal em termos de infraestrutura e popularização se repete no terreno político. Isso se prova por meio da presença de importantes autoridades na inauguração do Templo de Salomão. Ainda que o Brasil seja um Estado laico, compareceram a presidente Dilma Rousseff (PT), o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSBD), o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello, além de desembargadores, promotores e vereadores.
“Isso [inauguração do Templo em época eleitoral] mostra mais um golpe de genialidade do Edir Macedo. Ele aproveita o momento político em que todos os candidatos estão em busca de apoio, e todos que estão nessa corrida acham que, quanto mais visibilidade tiverem, mais ganham”, analisa Saulo de Tarso Cerqueira Baptista, doutor em Ciências da Religião, professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e autor de “Cultura Política Brasileira, práticas pentecostais e neopentecostais”.
A fala de Baptista indica que o apoio da IURD é considerado importante pelos candidatos e partidos políticos. Antes de tratar especificamente sobre seu caso, entretanto, é preciso entender como os evangélicos, de uma forma geral, começaram a se envolver com política e conquistaram tamanha força nesse campo.
“A Revolução de 1930, conduzida por Getúlio Vargas dentro do contexto econômico da crise do modelo exportador de monocultura brasileira (o café), devido à crise da Grande Depressão de um ano antes, que reduziu drasticamente as exportações do café para os Estados Unidos, evidenciando a fragilidade do modelo econômico até então adotado. Nesse contexto, as classes médias urbanas ganham importância política e surgem os primeiros líderes políticos de origem evangélica”, narra o historiador Eduardo Guilherme de Moura Peagle, autor do artigo “http://www.aps.pt/vii_congresso/papers/finais/PAP0565_ed.pdf">A participação política dos evangélicos brasileiros”.
O primeiro deputado federal evangélico do Brasil foi o pastor metodista Guaracy Silveira, que cumpriu dois mandatos: 1933-1935 e 1946-1951. Já o pentecostalismo estreia na política apenas no final de década de 1960, com a igreja Brasil para Cristo (BPC), quando elege Geraldino dos Santos como deputado estadual e Levy Tavares como deputado federal.
Conforme escreve Peagle, “a vitória eleitoral do candidato a deputado federal Levy Tavares, da igreja Brasil para Cristo, havia sido um mero ensaio para o que estaria por vir através da política de lançar candidatos de corporação, como exemplificados entre a Igreja do Evangelho Quadrangular, a AD [Assembleia de Deus] e a IURD”.
O historiador se refere ao momento da redemocratização do Brasil, a partir de 1986, ano em que ocorreram as eleições para o novo Congresso. Este fato foi um divisor de águas. Se antes as lideranças políticas ligadas às igrejas evangélicas eram caracterizadas pela “escolha da ascensão social e econômica que conseguiu transformar o capital econômico em capital político sem a estruturação de um capital eclesiástico oferecido pelas igrejas, como se conhece hoje através das candidaturas oficiais” – os chamados políticos evangélicos –, a partir daí se destacaram os “políticos de Cristo”, aqueles que “passam do capital eclesiástico ao capital político eleitoral”. Em outras palavras, os candidatos passaram a ser representantes dos interesses das igrejas, e são por elas apoiados.
Em 1986, a IURD emplaca seu primeiro deputado federal, Roberto Augusto Lopes. Nos pleitos seguintes, o número só cresce, atingindo a marca de 17 deputados eleitos em 2002. Este ano foi marcante para a Igreja, que lançou seu primeiro candidato à presidência da República, Anthony Garotinho, pelo Partido Liberal (PL) – após sua derrota, o apoio foi dado a Lula (PT), que saiu vencedor. Já o candidato iurdiano ao Senado, bispo Marcelo Crivella, também do PL, foi bem sucedido: atingiu 3,2 milhões de votos (21,6% dos votos válidos) e ganhou as eleições. Há dois anos, Crivella foi nomeado ministro da Pesca e Aquicultura por Dilma Rousseff, o que simboliza o esforço de aproximação da atual presidenta e seu partido à bancada evangélica. Em março, ele deixou o posto para assumir sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.
Em 2005, a IURD foi além e ajudou a fundar o Partido Municipalista Renovador, posteriormente renomeado Partido Republicano Brasileiro (PRB), legenda para a qual se mudou José Alencar, então vice-presidente da República. A essa altura, apesar da reeleição presidencial, tanto a imagem do PT como a da Igreja estavam arranhadas por conta das denúncias envolvendo episódios de corrupção. Para Cerqueira Baptista, isso explica a perda de representação política observada nos resultados daquele ano (veja na tabela abaixo). “Ela caiu por conta do escândalo do Mensalão, pois o bispo Rodrigues, que era coordenador da Universal, foi enquadrado, perdeu o mandato e está aí cumprindo pena. A Universal, depois, tirou seu título de bispo.”
Embora o número de eleitos tenha caído, é inegável que a força eleitoral da IURD não minguou. Sua capacidade de mobilizar votos é abordada pelo filósofo Ari Pedro Oro, doutor em Antropologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no artigo “A Política da Igreja Universal e seus reflexos nos campos religioso e político brasileiros”. “Ela resulta de um modo próprio de fazer política que, desde 1997, adotou, no âmbito nacional, o modelo corporativo da ‘candidatura oficial’, cujo número de candidatos para os distintos cargos eletivos depende do capital eleitoral de que dispõe.”
A estratégia se baseia no que Oro chama de “carisma institucional”: antes das eleições, a IURD realiza uma campanha para que os jovens de 16 anos obtenham seus títulos de eleitor, efetuando uma espécie de “recenseamento de seus membros/fiéis”, em que constam seus dados eleitorais. Estes são apresentados aos bispos regionais que, por sua vez, os retransmitem para a direção. Em parceira, deliberam quantos candidatos lançam em cada município ou estado, “dependendo do tipo de eleição, baseados no quociente eleitoral dos partidos e no número de eleitores recenseados pelas igrejas locais”. Lançadas as candidaturas, a sua publicidade é feita nos cultos, concentrações em massa e a partir da mídia própria.
Oro ressalta, entretanto, que a decisão sobre quem se candidatará ou não cabe apenas aos dirigentes regionais e nacionais da Igreja, “segundo seus próprios cálculos e interesses. Não há nenhuma consulta democrática aos membros das igrejas locais. Estes recebem, no momento oportuno, o(s) nome(s) que devem apoiar”, descreve.
O professor relembra, ainda, que um dos pré-requisitos para os candidatos da Universal é que atuem na mídia e sejam conhecidos dos fiéis. Isso, contudo, não é tão fundamental para garantir sua eleição: o mais importante é o “fato de terem sido escolhidos, indicados e/ou apoiados pelos dirigentes da Igreja como ‘homens de Deus , em favor dos quais é usada a ‘máquina iurdiana’”, avalia.
O objetivo final: as concessões de radiodifusão
Mas por que, afinal, a Igreja Universal se esforça para manter sua representatividade eleitoral? O pastor batista Valdemar Figueredo Filho, doutor em Ciência Política e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM-RJ), tenta responder esta questão. “A política faz parte de um projeto religioso, que, por sua vez, não sobrevive sem a política, porque é na política que eles conseguem contornar o que chamavam de ‘perseguições’”, considera.
“A prioridade das prioridades nessa estrutura política é a obtenção das concessões de radiodifusão”, pontua Figueredo Filho. “Com o poder de comunicação, eles vão adquirindo e organizando editoras, gravadoras, todo um complexo de empresas relacionadas à comunicação. Não vou ser leviano e falar que isso levou ao crescimento exponencial do número de fieis, mas ninguém é bobo, isso influencia sim; essas igrejas se manifestam, se comunicam através dessa estrutura midiática forte”, explica.
“A expansão da Igreja Universal do Reino de Deus está intimamente ligada ao uso intensivo da mídia como forma de conquistar os fiéis”, escrevem José Wagner Ribeiro, Ana Paula Saldanha e Sheyla Lima, pesquisadores da área de comunicação, no artigo “Mídia e Igreja Universal”. “A tentativa de adaptação desta igreja em acompanhar o intensivo uso da mídia como uma ferramenta para acompanhar as mudanças da sociedade, em especial dos processos de comunicação, tem sido realizada com afinco”, completam.
Esse cenário é destrinchado por Figueredo Filho em “Coronelismo Eletrônico Evangélico”, sua tese de doutorado.
No estudo, ele constata, a partir da análise de dados da Anatel e Abert em março de 2006, que 25,8% das emissoras de rádio das capitais brasileiras são evangélicas. Entre elas, 69,11% pertencem a igrejas pentecostais, cenário em que a Universal é dominante: detém 24 emissoras. Nas televisão, a Igreja é ainda mais presente: de acordo com o projeto Donos da Mídia, a Rede Record, de propriedade do bispo Edir Macedo, tem 30 grupos afiliados e controla, direta ou indiretamente, 142 veículos. Seu sinal está presente em todo o Brasil por meio de 870 retransmissoras.
Por meio da TV Record, a IURD colocou em prática os princípios da Igreja Eletrônica, “espelhando suas técnicas e produções nos valores comerciais da indústria televisiva comercial. Trabalhando com a trilogia: fé, salvação e cura”, apontam Ribeiro, Saldanha e Lima. “Vendendo a salvação, os televangelistas prometem na TV a cura de doenças, ascensão social, a paz de espírito, e o afastamento dos encostos, dos terreiros de macumba, discutem homossexualismo, brigas de família e drogas, tudo dentro de estratégias de marketing que visam atingir ainda mais fiéis.”
O trio de autores explica, ainda, como funcionam estas estratégias, “ que incluem a solução imediata dos problemas sociais, motivo este que seduz principalmente os menos esclarecidos, mas não exclui sob nenhum aspecto os ditos mais esclarecidos”, analisa. “A necessidade de provar que realmente a vida dos fiéis será mudada após a conversão, fez a IURD lançar mão de testemunhos em todos os seus programas televisivos e radiofônicos. As histórias contam sempre casos de pessoas que sofriam e tiveram suas vidas melhoradas. Após a confirmação do milagre, da libertação do sofredor, o pastor convida essas pessoas a buscar um templo da IURD para iniciar sua caminhada de libertação.”
A “menina dos olhos”
O poderio político e midiático da Igreja Universal transformou a inauguração do Templo de Salomão na “meninas dos olhos” dos políticos em campanha. O evento atraiu autoridades públicas, evangélicas, pastores e obreiros. Segundo a assessoria de imprensa, o local teve atingida sua lotação máxima.
Mas não foram apenas os convidados oficiais que compareceram à Avenida Celso Garcia para acompanhar a cerimônia de abertura. Além dos inúmeros voluntários que formaram durante horas um cordão de isolamento em volta do quarteirão, fiéis vieram de outras cidades somente para apreciar a grandiosidade do edifício de 100 m² - ele é quatro vezes maior do que o Santuário Nacional de Aparecida, o templo da religião católica no Brasil, localizado no interior de São Paulo.
Este é o caso de Terivaldo Lima, de 50 anos, que vive em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, mas viajou à capital para admirar o Templo, mesmo que do lado de fora. “É maravilhoso. Espero todo mês vir pra cá. É uma coisa de Deus”, afirmou o técnico em eletricidade. Encostado na parede de uma lanchonete, segurando firme sua mochila, ele, que falou à Fórum por volta das 18h, chegou ao local horas antes, às 11h.
Com a mesma expectativa de Terivaldo, a comerciante Nalva Menezes, de 48 anos, saiu do município de Praia Grande, onde mora, e atravessou a Serra do Mar. “Vim ver a passagem da Arca da Aliança, que representa a presença de Deus”, contou. Ela precisaria esperar até a 19h30, quando quatro homens desfilaram pela rua levando o réplica do altar sagrado e, logo em seguida, adentraram o Templo. Frequentadora da IURD há 21 anos, Nalva estava ansiosa pelo dia da inauguração. “É bíblico, e como lá em Israel eles não puderam construir o terceiro Templo de Salomão, Deus deu inspiração para o Bispo Macedo e ele construiu aqui no Brás”, narrou.
Assim como os fieis, a imprensa não pode entrar no prédio. Ficou em um cercado do lado externo, assistindo à cerimônia em duas TVs. Somente repórteres da Record tiveram acesso às dependências internas. Nenhuma autoridade discursou ou concedeu entrevista aos jornalistas, ainda que a disputa eleitoral já esteja decolando. Portanto, perguntas sobre as irregularidades no alvará de construção do maior espaço de culto do país não puderam ser respondidas.
A celebração inaugural teve direito a tapete vermelho, projeções, filme, fala de pastores e, por último, à pregação do líder máximo da Igreja. Com música comovente ao fundo, ele pediu paz em Israel – nem uma palavra sobre as mais de 1.500 mortes na Palestina – e dirigiu um recado a todas as pessoas: disse que qualquer um é bem-vindo na nova sede de seu império. “Não importa a religião, o sexo, nada”, declarou.
A mensagem de Macedo é emblemática. “O campo religioso, falando um pouco da linguagem de Pierre Bordieu, o filósofo francês, é um campo concorrencial, um campo de disputas de poder. É um campo onde se um ganha é porque o outro perdeu”, pondera Cerqueira Baptisa. “[A Universal] É muito mais igreja de uma clientela do que de membros. Eu me sirvo dos serviços, mas sou membro de outra igreja, ou sou católico. É um pouco a característica de algumas religiões afro, como a Umbanda: a pessoa não se diz membro, mas eventualmente participa de uma celebração”, coloca Figueredo Filho.
Para ele, o Templo de Salomão é uma tentativa da IURD de se distanciar da concorrência, que já aprendeu com ela como se faz. “Outros grupos evangélicos, pentecostais, foram chegando perto do modelo original da Universal – tem pesquisador que fala em mimetismo. Segundo a linguagem do marketing, foram igualando a marca. É um movimento de descolar dos outros grupos”, aponta o sociólogo.
E de marketing a IURD parece entender. “A Universal faz as suas coisas voltada para a conquista de mercado, conquista de novos adeptos. Uma iniciativa como o Templo de Salomão mexe com o imaginário de grande parte da população. A Universal trabalha com essas imagens, com esse fascínio, esse imaginário de poder”, avalia Baptista.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Predestinação á Perdição é um "absurdo teológico".
Pastor Silas Malafaia classifica tese de predestinação à perdição como “absurdo teológico” e diz: “Deus deseja que todos se salvem”.
Publicado por Tiago Chagas em 4 de fevereiro de 2014
Os debates teológicos sobre predestinação à salvação se estendem a séculos entre os cristãos de diferentes linhas de pensamento interpretativo da Palavra de Deus. Sob essa ótica, o pastor Silas Malafaia publicou um artigo onde defende que a Bíblia Sagrada fala sobre eleição e predestinação, “mas não num sentido individual”.
Citando os textos de 1 Crônicas 16:13; Isaías 65; Romanos 11; Colossenses 3:12; Tito 1:1; 1 Pedro 1:2; Apocalipse 17:14; Romanos 8:29,30 e Efésios 1:5-11, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo afirmou que tais passagens bíblicas “se referem ao destino coletivo dos santos do Antigo e do Novo Testamento, aqueles que deliberadamente escolherem obedecer a Deus e à Sua Palavra”.
“No Novo Testamento, os eleitos de Deus são todos aqueles que creram em Jesus e aceitaram o senhorio dele, tornando-se Seus imitadores e filhos do Pai celestial. A partir dessa experiência pessoal, chamada de salvação, tais indivíduos passaram a desfrutar da comunhão com Deus pelo Espírito Santo, que veio habitar nos cristãos para moldá-los à imagem divina de Jesus, de quem se tornaram irmãos e co-herdeiros, tendo direito ao céu e à vida eterna”, escreveu Malafaia, posicionando-se conforme a doutrina pentecostal tradicional.
Para o pastor, “é claro que Deus, sendo onisciente, sabe de todas as coisas, inclusive quem será salvo e quem não será. Mas isso não significa que Ele tenha predestinado uns para o céu e outros para o inferno. Afinal, Deus criou o ser humano e concedeu-lhe livre-arbítrio, responsabilizando-o por seus atos e suas escolhas”, ponderou Malafaia, que acrescentou: “Se não fosse assim, a promessa de salvação não seria condicional: ‘Aquele que perseverar até ao fim será salvo (Mateus 10.22; 24.13)’. ‘Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida (Apocalipse 2.10)’”.
Para o pastor, a teoria da predestinação é “um absurdo teológico”. “Deus deseja que todos se salvem, mas muitos não atendem ao Seu chamado. Se não existisse livre-arbítrio, o pecado da humanidade teria sido um plano do próprio Deus, como se Ele tivesse traçado esse destino de pecado e morte para o homem”, pondera Malafaia.
Em sua conclusão, Silas Malafaia afirma que para ele, é “impossível” assimilar “a ideia de que todos têm um destino predefinido antes mesmo de nascer e que o Senhor ame mais uns do que outros; e, por isso, tenha previamente determinado a salvação de uns e a condenação de outros”.
Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/silas-malafaia-predestinacao-salvacao-absurdo-teologico-64847.html
ADENDO ADHT: Mudamos a palavra "salvação" no título porque julgamos haver um engano de grafia. Não existe sentido mantê-la ali. O certo é "Predestinação á Perdição é um absurdo..." e é mesmo, segundo muitos versos bíblicos. O problema é que os cristãos de linha tradicional como os "presbiterianos" se esquecem de outros versos que contrariam esta falsa doutrina de "Predestinação para a Perdição" com alguns juízos de Deus devido ao exagerado aumento do pecado num determinado grupo de pessoas do VT.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
PAIS FIQUEM ATENTOS: Defendam os direitos de seus filhos...veja a safadeza de uma professora !
Escola primária causa polêmica ao proibir uma criança cristã de escrever sobre Deus
Por Dan Martins em 12 de setembro de 2013
A mãe de uma criança de 10 anos de idade está à procura de respostas
após a professora de sua filha se recusar a deixar a criança escrever a
respeito de Deus em um trabalho escolar. Erin Seda, estudante da Lucy
Elementary School na cidade de Millington, no estado norte americano do
Tennessee, recebeu na escola um trabalho para escrever sobre alguém que
ela idolatrava. A menina, que é de família cristã, decidi escrever sobre
Deus.
- Eu olho para Deus. Eu amo a Ele e a Jesus, e Jesus é seu filho na terra. Eu também amo Jesus – escreveu a menina.
- Foi tão bonito e inocente – disse Erica Seda, mãe da criança, à estação de televisão WREG. Ela relatou também que a filha “falou sobre como Deus criou a Terra”.
Porém, Erica Seda a professora de sua filha se opôs à sua escolha e disse que ela não podia citar Deus como seu ídolo no trabalho escolar. Erin contou para a mãe a professora disse que Deus tinha a ver com a religião e não poderia ser o seu ídolo.
Segundo a Fox News, a professora teria dito ainda ela deveria levar o papel em que escreveu sobre Deus para casa, porque ele não poderia permanecer na escola. A professora teria então aprovado a segunda escolha de Erin: Michael Jackson.
Erica Seda disse que se reuniu com o diretor da escola, mas ainda tem perguntas sobre o que aconteceu.
- Eu falei com diretor esta manhã, seria melhor se ela escrevesse sobre Ellen Degeneres? – relatou.
Christian Ross, porta-voz para as escolas no Condado de Shelby, onde a escola está localizada, disse à Fox News que os “professores são proibidos de promover crenças religiosas em sala de aula”. Porém ressaltou que o distrito não tem uma política que proíbe um estudante de expressar crenças religiosas nos trabalhos escolares.
Questionado sobre o porquê de a criança ter sido proibida de escrever sobre Deus no trabalho, mesmo não existindo proibição quanto a isso, Ross não deu resposta.
- Este incidente foi abordada em nível de escola, e o diretor entrou em contato com os pais da aluna em relação às suas preocupações. Por respeito e, a fim de proteger a privacidade de cada aluno e funcionário, o distrito não está comentando mais sobre este assunto – finalizou.
Por Dan Martins, para o Gospel+
Fonte: Gospel+
- Eu olho para Deus. Eu amo a Ele e a Jesus, e Jesus é seu filho na terra. Eu também amo Jesus – escreveu a menina.
- Foi tão bonito e inocente – disse Erica Seda, mãe da criança, à estação de televisão WREG. Ela relatou também que a filha “falou sobre como Deus criou a Terra”.
Porém, Erica Seda a professora de sua filha se opôs à sua escolha e disse que ela não podia citar Deus como seu ídolo no trabalho escolar. Erin contou para a mãe a professora disse que Deus tinha a ver com a religião e não poderia ser o seu ídolo.
Segundo a Fox News, a professora teria dito ainda ela deveria levar o papel em que escreveu sobre Deus para casa, porque ele não poderia permanecer na escola. A professora teria então aprovado a segunda escolha de Erin: Michael Jackson.
Erica Seda disse que se reuniu com o diretor da escola, mas ainda tem perguntas sobre o que aconteceu.
- Eu falei com diretor esta manhã, seria melhor se ela escrevesse sobre Ellen Degeneres? – relatou.
Christian Ross, porta-voz para as escolas no Condado de Shelby, onde a escola está localizada, disse à Fox News que os “professores são proibidos de promover crenças religiosas em sala de aula”. Porém ressaltou que o distrito não tem uma política que proíbe um estudante de expressar crenças religiosas nos trabalhos escolares.
Questionado sobre o porquê de a criança ter sido proibida de escrever sobre Deus no trabalho, mesmo não existindo proibição quanto a isso, Ross não deu resposta.
- Este incidente foi abordada em nível de escola, e o diretor entrou em contato com os pais da aluna em relação às suas preocupações. Por respeito e, a fim de proteger a privacidade de cada aluno e funcionário, o distrito não está comentando mais sobre este assunto – finalizou.
Por Dan Martins, para o Gospel+
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