COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
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sábado, 1 de novembro de 2014

Vídeo mostra truculência de fiscais do TRE no fechamento de templos da Igreja Universal

Vídeo mostra truculência de fiscais do TRE no fechamento de templos da Igreja Universal; Assista

Publicado por Tiago Chagas em 28 de outubro de 2014 
Vídeo mostra truculência de fiscais do TRE no fechamento de templos da Igreja Universal; Assista

A ação de fechamento e lacração dos templos da Igreja Universal do Reino de Deus no Rio de Janeiro no último domingo em uma ofensiva de fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi considerada abusiva pela direção da denominação.

Em uma matéria da TV Record divulgada no canal da Universal no YouTube, foram mostrados depoimentos de fiéis que relataram desrespeito e abuso de poder por parte dos fiscais.

Além de vasculharem as dependências dos templos, os fiscais revistaram e lacraram carros de fiéis que estavam nos estacionamentos e que continham materiais de campanha – como adesivos e bandeiras – do candidato ao governo do estado, Marcelo Crivella (PRB).

“Usaram sim do abuso de autoridade, do abuso de poder. 

Porque, mesmo não encontrando nada, impediram o culto, constrangeram as pessoas que estavam assistindo à reunião, sem estarem portando nada que justifique a atitude que eles [os fiscais] tiveram na nossa igreja”, disse uma das fiéis que frequenta a filial da Universal em Duque de Caxias.

Na capital do estado, o templo lacrado foi o de Del Castilho, antiga sede da denominação, e as imagens mostradas pela reportagem mostram truculência dos fiscais e policiais do Batalhão de Choque que deram apoio à operação.
“Isso é um absurdo o que estão fazendo com a igreja”, disse um dos fiéis da Universal que presenciou o fechamento.

Um cientista político ouvido pela reportagem e não identificado afirmou que houve excessos na operação: “A decisão correta era remover o material [de campanha] e levar para o TRE, depois discutir a questão de multa, enfim, tudo o que envolve a legislação eleitoral. Agora, em hipótese alguma, poderia se fechar o templo, tirar as pessoas. Muito menos lacrar o templo para impedir o acesso das pessoas. 

Foi uma decisão totalmente absurda”, disse o entrevistado.

Assista ao vídeo da reportagem que mostra o fechamento dos templos da Igreja Universal no estado do Rio de Janeiro:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ximBtUxJedA


ADENDO ADHT: Não se justifica combater um possível erro eleitoral com uma ação Inconstitucional como ocorreu com a inteferência dos fiscais do TRE-RJ.

Esperamos sim, que os advogados da IURD incluam uma indenização bem grande para penalizar o TRE-RJ por suas arbitrariedades em nome da justiça eleitoral.

“A INJUSTIÇA FEITA A ‘UM’ É UMA AMEAÇA PARA ‘TODOS’” Montesquieu. 

Por isso, fique atento e combata as ações de COMUNISTAS que querem desestabilizar a sociedade, destruir a família, impor o aborto e a homossexualidade como práticas normais, destruir o Cristianismo. Lembre-se que Karl Marx era ateu e foi quem incitou vários países a implantar regimes Ditatoriais, Totalitários.


ESTES ATOS TOTALITÁRIOS NADA MAIS É QUE O

APARELHAMENTO DO ESTADO PARA IMPLANTAR O

COMUNISMO BOLIVARIANO NO BRASIL. AJA

FORTEMENTE CONTRA ESSES MESMOS BANDIDOS

QUE TENTARAM FAZER ISTO NAS DÉCADAS DE 60, 70

E PARTE DE 80.


NÃO VAMOS PERMITIR QUE ELES VENÇAM, MAS QUE

HAJA JUSTIÇA E TODOS ACABEM PRESOS, INCLUSIVE

DILMA, LULA E MUITOS DO PT E PARTIDOS

COLIGADOS COMUNISTAS, POIS ERA LÁ QUE

DEVERIAM ESTAR ATÉ MORREREM.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

IURD : A política por trás da fé

  A política por trás da fé


Reprodução/UNIcom

O poderio político e midiático da Igreja Universal do Reino de Deus a transforma em figura importante em meio à disputa eleitoral deste ano. Prova disso é a presença maciça de autoridades na inauguração do Templo de Salomão
06/08/2014
Por Anna Beatriz Anjos

da Revista Fórum

Chegou a grande data para os fieis da Igreja Universal do Reino de Deus. Após quatro anos de obras, no dia 31 de julho, o faraônico Templo de Salomão foi apresentado ao Brasil e ao mundo. Poucos “figurões” tiveram o privilégio de adentrar o edifício, mas muitas pessoas, entre fieis evangélicos, comerciantes, transeuntes e moradores da região se apinharam no entorno da Avenida Celso Garcia para tirar fotos ou simplesmente contemplar. Sim, havia gente de olhar petrificado em direção ao prédio de 59 metros de altura – equivalentes a 18 andares -, sem acreditar que ele integra a paisagem do envelhecido bairro do Brás, no centro de São Paulo.

A obra custou 680 milhões de reais e, para ser levantada, 40 imóveis precisaram ser comprados e demolidos. Seu estacionamento conta com 2 mil vagas para carros, 241 para motos e 200 para ônibus. O Bispo Edir Macedo mandou vir de Hebron, em Israel, 40 mil metros quadrados de pedras usadas na construção e decoração do Templo. Cem metros quadrados de vitrais dourados foram instalados acima do altar.

Para inaugurar tanta grandiosidade e capricho, a organização foi minuciosamente pensada: voluntários trabalhavam para conter o trânsito e isolar o local, policiais militares, atentos, faziam a segurança, bastante protocolar devido à presença de algumas das autoridades mais importantes do país, dentre as quais estavam a presidenta Dilma Rousseff, governadores, prefeitos e vereadores. Tudo preparado para a recepção dos 10 mil convidados que lotaram o Templo.

A pergunta que fica – e que não é assim tão difícil de responder – é: por que a abertura de um local de culto, pertencente a uma religião específica, se tornou o centro das atenções da elite política brasileira?

Crescimento acelerado

A Igreja Universal do Reino de Deus realizou seu primeiro culto no dia 9 de julho de 1977, no prédio onde funcionava uma antiga funerária, no bairro da Abolição, Rio de Janeiro. 

Para criá-la, seu líder, Edir Macedo Bezerra, que se autoproclamou bispo, juntou-se a alguns amigos protestantes – entre eles, seu cunhado Romildo Ribeiro Soares, mais conhecido como R.R. Soares, que posteriormente criaria a Igreja Internacional da Graça de Deus.

A fundação da IURD ocorreu depois que Macedo deixou de frequentar a Igreja Nova Vida, da qual foi membro de 1963 e 1975, sem conseguir uma chance como pastor. Antes de firmar sua primeira sede, ele costumava pregar aos sábados em um coreto no Jardim do Méier, zona norte do Rio, com apenas um teclado, um microfone e uma Bíblia.

Ricardo Mariano, pós-doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), no artigo “Expansão pentecostal no Brasil: o caso da Igreja Universal”, classifica a IURD como “o mais surpreendente e bem-sucedido fenômeno religioso do país”. “Nenhuma outra igreja evangélica cresceu tanto em tão pouco tempo no Brasil. Seu crescimento institucional foi acelerado desde o início”, escreve.

Para justificar sua afirmação, Mariano utiliza números. Ele levantou que, em 1985, com oito anos de existência, a igreja de Edir Macedo já contava com 195 templos em catorze estados e no Distrito Federal. Dois anos depois, a quantidade quase dobrou: eram 365 templos em dezoito estados. Já em 1989, ano em que Macedo iniciou as negociações para a compra da TV Record, os locais de culto já somavam 571. A conta final impressiona: entre 1980 e 1989, o número de templos cresceu 2.600%.

“Nos primeiros anos, sua distribuição geográfica [da IURD] concentrou-se nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Salvador. Em seguida, expandiu-se pelas demais capitais e grandes e médias cidades. Na década de 1990, passou a cobrir todos os Estados do território brasileiro, período no qual logrou taxa de crescimento anual de 25,7%, saltando de 269 mil (dado certamente subestimado) para 2.101.887 adeptos no Brasil, de onde se espraiou para mais de oitenta países, Em todos eles, conquista adeptos majoritariamente entre os estratos mais pobres e menos escolarizados da população”, afirma o sociólogo em seu texto.

Atualmente, a IURD é dona de mais de 6 mil templos em todos os estados brasileiros. No exterior, está presente em mais de cem países. De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  de 2010, possui, no Brasil, 1.873.243 fieis.

Poder político

O poder da Igreja Universal em termos de infraestrutura e popularização se repete no terreno político. Isso se prova por meio da presença de importantes autoridades na inauguração do Templo de Salomão. Ainda que o Brasil seja um Estado laico, compareceram a presidente Dilma Rousseff (PT), o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSBD), o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello, além de desembargadores, promotores e vereadores.

“Isso [inauguração do Templo em época eleitoral] mostra mais um golpe de genialidade do Edir Macedo. Ele aproveita o momento político em que todos os candidatos estão em busca de apoio, e todos que estão nessa corrida acham que, quanto mais visibilidade tiverem, mais ganham”, analisa Saulo de Tarso Cerqueira Baptista, doutor em Ciências da Religião, professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e autor de “Cultura Política Brasileira, práticas pentecostais e neopentecostais”.

A fala de Baptista indica que o apoio da IURD é considerado importante pelos candidatos e partidos políticos. Antes de tratar especificamente sobre seu caso, entretanto, é preciso entender como os evangélicos, de uma forma geral, começaram a se envolver com política e conquistaram tamanha força nesse campo.

“A Revolução de 1930, conduzida por Getúlio Vargas dentro do contexto econômico da crise do modelo exportador de monocultura brasileira (o café), devido à crise da Grande Depressão de um ano antes, que reduziu drasticamente as exportações do café para os Estados Unidos, evidenciando a fragilidade do modelo econômico até então adotado. Nesse contexto, as classes médias urbanas ganham importância política e surgem os primeiros líderes políticos de origem evangélica”, narra o historiador Eduardo Guilherme de Moura Peagle, autor do artigo “http://www.aps.pt/vii_congresso/papers/finais/PAP0565_ed.pdf">A participação política dos evangélicos brasileiros”.

O primeiro deputado federal evangélico do Brasil foi o pastor metodista Guaracy Silveira, que cumpriu dois mandatos: 1933-1935 e 1946-1951. Já o pentecostalismo estreia na política apenas no final de década de 1960, com a igreja Brasil para Cristo (BPC), quando elege Geraldino dos Santos como deputado estadual e Levy Tavares como deputado federal.

Conforme escreve Peagle, “a vitória eleitoral do candidato a deputado federal Levy Tavares, da igreja Brasil para Cristo, havia sido um mero ensaio para o que estaria por vir através da política de lançar candidatos de corporação, como exemplificados entre a Igreja do Evangelho Quadrangular, a AD [Assembleia de Deus] e a IURD”.

O historiador se refere ao momento da redemocratização do Brasil, a partir de 1986, ano em que ocorreram as eleições para o novo Congresso. Este fato foi um divisor de águas. Se antes as lideranças políticas ligadas às igrejas evangélicas eram caracterizadas pela “escolha da ascensão social e econômica que conseguiu transformar o capital econômico em capital político sem a estruturação de um capital eclesiástico oferecido pelas igrejas, como se conhece hoje através das candidaturas oficiais” – os chamados políticos evangélicos –, a partir daí se destacaram os “políticos de Cristo”, aqueles que “passam do capital eclesiástico ao capital político eleitoral”. Em outras palavras, os candidatos passaram a ser representantes dos interesses das igrejas, e são por elas apoiados.

Em 1986, a IURD emplaca seu primeiro deputado federal, Roberto Augusto Lopes. Nos pleitos seguintes, o número só cresce, atingindo a marca de 17 deputados eleitos em 2002. Este ano foi marcante para a Igreja, que lançou seu primeiro candidato à presidência da República, Anthony Garotinho, pelo Partido Liberal (PL) – após sua derrota, o apoio foi dado a Lula (PT), que saiu vencedor. Já o candidato iurdiano ao Senado, bispo Marcelo Crivella, também do PL, foi bem sucedido: atingiu 3,2 milhões de votos (21,6% dos votos válidos) e ganhou as eleições. Há dois anos, Crivella foi nomeado ministro da Pesca e Aquicultura por Dilma Rousseff, o que simboliza o esforço de aproximação da atual presidenta e seu partido à bancada evangélica. Em março, ele deixou o posto para assumir sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.

Em 2005, a IURD foi além e ajudou a fundar o Partido Municipalista Renovador, posteriormente renomeado Partido Republicano Brasileiro (PRB), legenda para a qual se mudou José Alencar, então vice-presidente da República. A essa altura, apesar da reeleição presidencial, tanto a imagem do PT como a da Igreja estavam arranhadas por conta das denúncias envolvendo episódios de corrupção. Para Cerqueira Baptista, isso explica a perda de representação política observada nos resultados daquele ano (veja na tabela abaixo). “Ela caiu por conta do escândalo do Mensalão, pois o bispo Rodrigues, que era coordenador da Universal, foi enquadrado, perdeu o mandato e está aí cumprindo pena. A Universal, depois, tirou seu título de bispo.”
Embora o número de eleitos tenha caído, é inegável que a força eleitoral da IURD não minguou. Sua capacidade de mobilizar votos é abordada pelo filósofo Ari Pedro Oro, doutor em Antropologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no artigo “A Política da Igreja Universal e seus reflexos nos campos religioso e político brasileiros”. “Ela resulta de um modo próprio de fazer política que, desde 1997, adotou, no âmbito nacional, o modelo corporativo da ‘candidatura oficial’, cujo número de candidatos para os distintos cargos eletivos depende do capital eleitoral de que dispõe.”

A estratégia se baseia no que Oro chama de “carisma institucional”: antes das eleições, a IURD realiza uma campanha para que os jovens de 16 anos obtenham seus títulos de eleitor, efetuando uma espécie de “recenseamento de seus membros/fiéis”, em que constam seus dados eleitorais. Estes são apresentados aos bispos regionais que, por sua vez, os retransmitem para a direção. Em parceira, deliberam quantos candidatos lançam em cada município ou estado, “dependendo do tipo de eleição, baseados no quociente eleitoral dos partidos e no número de eleitores recenseados pelas igrejas locais”. Lançadas as candidaturas, a sua publicidade é feita nos cultos, concentrações em massa e a partir da mídia própria.

Oro ressalta, entretanto, que a decisão sobre quem se candidatará ou não cabe apenas aos dirigentes regionais e nacionais da Igreja, “segundo seus próprios cálculos e interesses. Não há nenhuma consulta democrática aos membros das igrejas locais. Estes recebem, no momento oportuno, o(s) nome(s) que devem apoiar”, descreve.

O professor relembra, ainda, que um dos pré-requisitos para os candidatos da Universal é que atuem na mídia e sejam conhecidos dos fiéis. Isso, contudo, não é tão fundamental para garantir sua eleição: o mais importante é o “fato de terem sido escolhidos, indicados e/ou apoiados pelos dirigentes da Igreja como ‘homens de Deus , em favor dos quais é usada a ‘máquina iurdiana’”, avalia.

O objetivo final: as concessões de radiodifusão

Mas por que, afinal, a Igreja Universal se esforça para manter sua representatividade eleitoral? O pastor batista Valdemar Figueredo Filho, doutor em Ciência Política e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM-RJ), tenta responder esta questão. “A política faz parte de um projeto religioso, que, por sua vez, não sobrevive sem a política, porque é na política que eles conseguem contornar o que chamavam de ‘perseguições’”, considera.

“A prioridade das prioridades nessa estrutura política é a obtenção das concessões de radiodifusão”, pontua Figueredo Filho. “Com o poder de comunicação, eles vão adquirindo e organizando editoras, gravadoras, todo um complexo de empresas relacionadas à comunicação. Não vou ser leviano e falar que isso levou ao crescimento exponencial do número de fieis, mas ninguém é bobo, isso influencia sim; essas igrejas se manifestam, se comunicam através dessa estrutura midiática forte”, explica.

“A expansão da Igreja Universal do Reino de Deus está intimamente ligada ao uso intensivo da mídia como forma de conquistar os fiéis”, escrevem José Wagner Ribeiro, Ana Paula Saldanha e Sheyla Lima, pesquisadores da área de comunicação, no artigo “Mídia e Igreja Universal”. “A tentativa de adaptação desta igreja em acompanhar o intensivo uso da mídia como uma ferramenta para acompanhar as mudanças da sociedade, em especial dos processos de comunicação, tem sido realizada com afinco”, completam.
Esse cenário é destrinchado por Figueredo Filho em “Coronelismo Eletrônico Evangélico”, sua tese de doutorado. 

No estudo, ele constata, a partir da análise de dados da Anatel e Abert em março de 2006, que 25,8% das emissoras de rádio das capitais brasileiras são evangélicas. Entre elas, 69,11% pertencem a igrejas pentecostais, cenário em que a Universal é dominante: detém 24 emissoras. Nas televisão, a Igreja é ainda mais presente: de acordo com o projeto Donos da Mídia, a Rede Record,  de propriedade do bispo Edir Macedo, tem 30 grupos afiliados e controla, direta ou indiretamente, 142 veículos. Seu sinal está presente em todo o Brasil por meio de 870 retransmissoras.

Por meio da TV Record, a IURD colocou em prática os princípios da Igreja Eletrônica, “espelhando suas técnicas e produções nos valores comerciais da indústria televisiva comercial. Trabalhando com a trilogia: fé, salvação e cura”, apontam Ribeiro, Saldanha e Lima. “Vendendo a salvação, os televangelistas prometem na TV a cura de doenças, ascensão social, a paz de espírito, e o afastamento dos encostos, dos terreiros de macumba, discutem homossexualismo, brigas de família e drogas, tudo dentro de estratégias de marketing que visam atingir ainda mais fiéis.”

O trio de autores explica, ainda, como funcionam estas estratégias, “ que incluem a solução imediata dos problemas sociais, motivo este que seduz principalmente os menos esclarecidos, mas não exclui sob nenhum aspecto os ditos mais esclarecidos”, analisa.  “A necessidade de provar que realmente a vida dos fiéis será mudada após a conversão, fez a IURD lançar mão de testemunhos em todos os seus programas televisivos e radiofônicos. As histórias contam sempre casos de pessoas que sofriam e tiveram suas vidas melhoradas. Após a confirmação do milagre, da libertação do sofredor, o pastor convida essas pessoas a buscar um templo da IURD para iniciar sua caminhada de libertação.”

A “menina dos olhos” 

O poderio político e midiático da Igreja Universal transformou a inauguração do Templo de Salomão na “meninas dos olhos” dos políticos em campanha. O evento atraiu autoridades públicas, evangélicas, pastores e obreiros. Segundo a assessoria de imprensa, o local teve atingida sua lotação máxima.

Mas não foram apenas os convidados oficiais que compareceram à Avenida Celso Garcia para acompanhar a cerimônia de abertura. Além dos inúmeros voluntários que formaram durante horas um cordão de isolamento em volta do quarteirão, fiéis vieram de outras cidades somente para apreciar a grandiosidade do edifício de 100 m² -  ele é quatro vezes maior do que o Santuário Nacional de Aparecida, o templo da religião católica no Brasil, localizado no interior de São Paulo.

Este é o caso de Terivaldo Lima, de 50 anos, que vive em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, mas viajou à capital para admirar o Templo, mesmo que do lado de fora. “É maravilhoso. Espero todo mês vir pra cá. É uma coisa de Deus”, afirmou o técnico em eletricidade. Encostado na parede de uma lanchonete, segurando firme sua mochila, ele, que falou à Fórum por volta das 18h, chegou ao local horas antes, às 11h.

Com a mesma expectativa de Terivaldo, a comerciante Nalva Menezes, de 48 anos, saiu do município de Praia Grande, onde mora, e atravessou a Serra do Mar. “Vim ver a passagem da Arca da Aliança, que representa a presença de Deus”, contou. Ela precisaria esperar até a 19h30, quando quatro homens desfilaram pela rua levando o réplica do altar sagrado e, logo em seguida, adentraram o Templo. Frequentadora da IURD há 21 anos, Nalva estava ansiosa pelo dia da inauguração. “É bíblico, e como lá em Israel eles não puderam construir o terceiro Templo de Salomão, Deus deu inspiração para o Bispo Macedo e ele construiu aqui no Brás”, narrou.

Assim como os fieis, a imprensa não pode entrar no prédio. Ficou em um cercado do lado externo, assistindo à cerimônia em duas TVs. Somente repórteres da Record tiveram acesso às dependências internas. Nenhuma autoridade discursou ou concedeu entrevista aos jornalistas, ainda que a disputa eleitoral já esteja decolando. Portanto, perguntas sobre as irregularidades no alvará de construção do maior espaço de culto do país não puderam ser respondidas.

A celebração inaugural teve direito a tapete vermelho, projeções, filme, fala de pastores e, por último, à pregação do líder máximo da Igreja. Com música comovente ao fundo, ele pediu paz em Israel – nem uma palavra sobre as mais de 1.500 mortes na Palestina – e dirigiu um recado a todas as pessoas: disse que qualquer um é bem-vindo na nova sede de seu império. “Não importa a religião, o sexo, nada”, declarou.

A mensagem de Macedo é emblemática. “O campo religioso, falando um pouco da linguagem de Pierre Bordieu, o filósofo francês, é um campo concorrencial, um campo de disputas de poder. É um campo onde se um ganha é porque o outro perdeu”, pondera Cerqueira Baptisa. “[A Universal] É muito mais igreja de uma clientela do que de membros. Eu me sirvo dos serviços, mas sou membro de outra igreja, ou sou católico. É um pouco a característica de algumas religiões afro, como a Umbanda: a pessoa não se diz membro, mas eventualmente participa de uma celebração”, coloca Figueredo Filho.

Para ele, o Templo de Salomão é uma tentativa da IURD de se distanciar da concorrência, que já aprendeu com ela como se faz. “Outros grupos evangélicos, pentecostais, foram chegando perto do modelo original da Universal – tem pesquisador que fala em mimetismo. Segundo a linguagem do marketing, foram igualando a marca. É um movimento de descolar dos outros grupos”, aponta o sociólogo.

E de marketing a IURD parece entender. “A Universal faz as suas coisas voltada para a conquista de mercado, conquista de novos adeptos. Uma iniciativa como o Templo de Salomão mexe com o imaginário de grande parte da população. A Universal trabalha com essas imagens, com esse fascínio, esse imaginário de poder”, avalia Baptista.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bispo da IURD ligado ao Mensalão


Julio Severo
O Mensalão está nas manchetes, e um dos nomes envolvidos é o de Carlos Alberto Rodrigues Pinto, mais conhecido como Bispo Rodrigues, um dos fundadores da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
Bispo Rodrigues
No julgamento do Mensalão, Rodrigues está sendo acusado de lavagem ou ocultação de dinheiro e corrupção passiva. Segundo a acusação, ele havia recebido R$ 150 mil nas eleições de 2002 para pagar despesas da campanha presidencial de Lula no Rio.
Foi uma reviravolta e tanto na vida do bispo.
No início da década de 1980, era comum ver o rosto dele colado à figura do Bispo Edir Macedo em seu programa de entrevistas na televisão. O programa apresentava geralmente pais e mães de santo dando testemunho das trevas que são a bruxaria e como Jesus Cristo havia feito uma grande diferença na vida deles.
Anos mais tarde, porém, tudo mudou — ou, pior, tudo imundou. Em vez de ajudar os possessos, Rodrigues começou a se aliar a eles.
Antes da eleição de Lula em 2002, o Bispo Rodrigues fazia peregrinações no meio das lideranças evangélicas, proclamando: “Temos a obrigação de entrar de cabeça na campanha do Lula… Por isso vamos adotar uma nova forma de fazer política. Trata-se do socialismo de resultados”.
Ele se tornou um evangélico progressista — rótulo que tem o mesmo significado de esquerdista, marxista ou socialista.
A mudança de Rodrigues foi radical, e ele deu provas disso, chegando ao ponto de pedir perdão a Lula pelos anos de oposição que a IURD lhe havia feito.
Em 2003, ele cometeu outro erro fatal: pediu perdão aos adeptos do candomblé no plenário do Congresso Nacional por toda a “oposição” que a IURD lhes havia feito. No mesmo ano, ele caiu de sua posição de deputado federal e, embora seja hoje um “empresário de telecomunicações”, seu nome está envolvido na mesma sujeira de corrupção em que está o PT.
O nome de Edir Macedo não aparece no escândalo do Mensalão. Mas aparece no escândalo do aborto — cuja legalização é meta obsessiva do PT.
O que será de Rodrigues e Macedo no Grande Dia? Será o que Jesus diz:
“Nem todo aquele que diz a mim: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos dirão a mim naquele dia: ‘Senhor, Senhor! Não temos nós profetizado em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não realizamos muitos milagres?’ Então lhes declararei: Nunca os conheci. Afastai-vos da minha presença, vós que praticais o mal”. (Mateus 7:21-23 KJA)
Se naquele grande dia forem honestos, os dois fundadores da IURD dirão:
“Senhor, Senhor! Não levamos, em teu nome, o teu povo até o PT? Em teu nome não apoiamos Lula e outros possessos? E, em teu nome, não apoiamos o aborto?”
Claro que, na fila da condenação do Julgamento celestial, a dupla iurdiana terá de aguardar na fila junto com Caio Fábio e seus escândalos financeiros. E junto também com o Bispo Manoel Ferreira, presidente da Convenção das Assembleias de Deus (Ministério da Madureira) e seus escândalos financeiros. E também junto com outros grandes líderes evangélicos comedores de lentilha petista.
Por causa de suas conexões influentes, Rodrigues, Macedo, Caio Fábio e Manoel Ferreira podem escapar do julgamento humano. Mas do Julgamento celestial ninguém escapa.
Aliás, será que já não estamos vendo um prenúncio do Grande Juízo sobre eles? Ou será mera coincidência que os grandes nomes evangélicos que ajudaram a esquerda no Brasil tiveram quedas e fins amargos?
Será coincidência que, depois de encontros com Lula no início da década de 1990 e seu esforço para aproximar os evangélicos de Lula e do PT, Caio Fábio, que outrora foi como um poderoso papa presbiteriano, tenha sido atingido por escândalos sexuais e financeiros que o derrubaram de seu trono no final da década de 1990?
Será coincidência que o Bispo Rodrigues, que pediu perdão a Lula e aos adeptos do candomblé, tenha se tornado um poderoso chefão evangélico, subsequentemente sendo derrubado por um estrondoso escândalo político e financeiro?
Será coincidência que o Bispo Manoel Ferreira, que foi o maior garoto propaganda de Dilma Rousseff entre evangélicos na eleição presidencial de 2010, tenha se envolvido em grandes escândalos financeiros e uma infame ligação com o falso messias Rev. Moon?
Todos eles traíram o Senhor Jesus Cristo em troca de um prato de lentilha petista e esquerdista.
Será mesmo mera coincidência todos os escândalos, tragédias e quedas que lhes sobrevieram?
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