COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
Mostrando postagens com marcador MCC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MCC. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de abril de 2016

OLÁ POVO DO CAMPO: "Com Temer, terrorismo de milícias do PT(MST, MTST, LCP) vão desaparecer"

Com Temer, terrorismo de milícias do PT perderá fonte de renda


MST12
Uma das vantagens de um governo Temer é o fim do financiamento estatal para terrorismo miliciano. Leia:
Uma das primeiras medidas de Michel Temer caso assuma será cortar o fluxo de recursos para movimentos sociais pró-PT, que pretendem “incendiar” o país contra seu governo.
Eis algo com que estamos desacostumados: um governo aderente às normas mais básicas da civilização. Qualquer país civilizado rejeita o terrorismo. Pois com a escória petista começamos a ver milícias terroristas financiadas pelo governo. Já deu. Contra o barbarismo, que venha Temer!
Fonte: Temer pretende fechar torneira de recursos para movimentos pró-PT | Radar on-line | VEJA.com

FONTE USADA: https://lucianoayan.com/2016/04/22/com-temer-terrorismo-de-milicias-do-pt-perdera-fonte-de-renda/

sexta-feira, 1 de abril de 2016

NÃO SUBESTIME O INIMIGO:"Forças armadas em alerta, PT pode transformar o Brasil em uma guerra civil"

Forças armadas em alerta, PT pode transformar o Brasil em uma guerra civil.

Na cerimônia realizada no salão principal do Palácio do Planalto, estiveram presentes
representantes de movimentos sociais que costumam apoiar o governo federal, como MST


O que o PT , Dilma e LULA está fazendo é feio, ridículo perante o mundo. Colocar nosso povo uns contra os outros ao invés de pensar em resolver o problema econômico do nosso país que está na lama. Dilma e LULA convoca as forças do MST e CUT para uma guerra, para evitar algo previsto na constituição que é o Impeachment. No momento em que a presidente Dilma Rousseff enfrenta o momento mais difícil de seu segundo mandato, o governo federal transformou evento de entrega de moradias da terceira fase do Minha Casa Minha Vida em um palanque contra o impeachment.

Na cerimônia realizada no salão principal do Palácio do Planalto, estiveram presentes representantes de movimentos sociais que costumam apoiar o governo federal, como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, MLT (Movimento de Luta pela Terra), FNL (Frente Nacional de Luta), entre outros.

Os representantes foram colocados em lugares destinados a convidados, onde entoaram gritos de guerra pró-governo federal mesmo antes do evento começar. Os presentes chamaram o juiz Sergio Moro, o vice-presidente Michel Temer e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de “golpistas” e cantaram o já tradicional “não vai ter golpe”.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Brasil tem guerrilha - LCP - TERRORISMO NO CAMPO!

 Brasil tem guerrilha


Guerra Irregular ModernaO Brasil tem guerrilha
ISTOÉ entra na base da Liga dos Camponeses Pobres, um grupo armado com 20 acampamentos em três Estados, que tem nove vezes mais combatentes que o PCdoB na Guerrilha do Araguaia e cujas ações resultaram na morte de 22 pessoas no ano passado
Por ALAN RODRIGUES (TEXTO)
E ALEXANDRE SANT'ANNA (FOTOS) - Buritis (RO)
O barulho de dois tiros de revólver quebrou o silêncio da noite na pacata comunidade rural de Jacilândia, distante 38 quilômetros da cidade de Buritis, Estado de Rondônia. Passava pouco das 22 horas do dia 22 de fevereiro quando três homens encapuzados bloquearam a estrada de terra que liga o lugarejo ao município e friamente executaram à queima-roupa o agricultor Paulo Roberto Garcia. Aos 28 anos, ele tombou com os disparos de revólver calibre 38 na nuca. Dez horas depois do crime, o corpo de Garcia ainda permanecia no local, estirado nos braços de sua mãe, Maria Tereza de Jesus, à espera da polícia. Era o caçula de seus três filhos. Um mês depois do assassinato, o delegado da Polícia Civil de Rondônia que investiga o caso, Iramar Gonçalves, concluiu: "Ele foi assassinado pelos guerrilheiros da LCP."
A sigla a que o delegado se refere, com estranha naturalidade, quer dizer Liga dos Camponeses Pobres, uma organização radical de extrema esquerda que adotou a luta armada como estratégia para chegar ao poder no País através da "violência revolucionária". Paulo Roberto foi a mais recente vítima da LCP, que, sob a omissão das autoridades federais e o silêncio do resto do Brasil, se instalou há oito anos na região e, a cada hora, se mostra mais violenta. Apenas em 2007, as operações do grupo produziram 22 vítimas - 18 camponeses ou fazendeiros e quatro guerrilheiros. Amplamente conhecidos em Rondônia, os integrantes da LCP controlam hoje 500 mil hectares. Estão repartidos em 13 bases que se estendem de Jaru, no centro do Estado, às cercanias da capital Porto Velho, se alongando até a fronteira com a Bolívia, região onde eles acabaram de abrir uma estrada. O propósito dos guerrilheiros seria usá-la como rota de fuga, mas, enquanto não são incomodados nem pela Polícia Federal nem pelo Exército, a trilha clandestina está sendo chamada de transcocaineira - por ela, segundo a polícia local, passam drogas, contrabando e as armas da guerrilha.
ÁREA PROIBIDA
A nenhuma dessas colônias o poder público tem acesso. Sob o manto da "revolução agrária", a LCP empunha as bandeiras do combate à burguesia, ao imperialismo e ao latifúndio, enquanto seus militantes assaltam, torturam, matam e aterrorizam cidades e zonas rurais nessas profundezas do Brasil. Encapuzados, armados com metralhadoras, pistolas, granadas e fuzis AR-15, FAL e AK-47 de uso exclusivo das Forças Armadas, eles já somam quase nove vezes mais combatentes que os 60 militantes do PCdoB que se embrenharam na Floresta Amazônica no início dos anos 70 na lendária Guerrilha do Araguaia. "A Colômbia é aqui", diz o delegado Gonçalves, numa referência às Farc.
A reportagem de ISTOÉ entrou nessa área proibida. No distrito de Jacinópolis, a 450 quilômetros de Porto Velho, bate o coração da guerrilha. Segundo o serviço secreto da Polícia Militar de Rondônia, é ali que está o campo de treinamento. "Nem com 50 homens armados eu tenho coragem de entrar na invasão deles", admite o delegado. Caminhar pelas hostis estradas enlameadas é como pisar em solo minado. A todo momento e com qualquer pessoa que se converse, o medo de uma emboscada é constante. Os militantes adotam as táticas de bloqueio de estradas e seqüestro das pessoas que trafegam pela área sem um salvo-conduto verbal liberado pela LCP. "É a forma de combater as forças inimigas", escreveram eles num dos panfletos que distribuíram na região. "Esses bandoleiros foram muito bem treinados pelos guerrilheiros das Farc", revela o major Enedy Dias de Araújo, ex-comandante da Polícia Militar de Jaru, cidade onde fica a sede da Liga.
Para se chegar à chamada "revolução agrária", dizem os documentos da LCP aos quais ISTOÉ teve acesso, a principal ação do grupo é pôr em prática a chamada "violência revolucionária". E, para os habitantes locais, essa tem sido uma violência fria e vingativa. No caso da sua mais recente vítima, o que a LCP fez foi uma execução sumária, após um julgamento interno suscitado pela desconfiança sobre o real propósito da presença de Paulo Roberto Garcia na região. "Eles acreditam que o rapaz era um agente infiltrado como agricultor e não tiveram dúvida em matálo", disse o delegado. Dos 22 mortos de 2007, quatro eram fazendeiros e 14 eram funcionários das fazendas, que a liga camponesa classifica como paramilitares. Na parte dos guerrilheiros, quatro foram enterrados - assassinados em circunstâncias distintas por jagunços das fazendas da região.
Além de matar, a LCP é acusada pela polícia de incendiar casas, queimar máquinas e equipamentos e devastar a Floresta Amazônica. Os moradores da comunidade onde vivia Garcia não sabem o que é luta de classe, partido revolucionário e muito menos socialismo. Mas eles sabem muito bem que, desde a chegada da LCP naquelas bandas, a morte matada está vencendo a morte morrida.
ALERTA NA SELVA
Só quem consegue transitar livremente no território da guerrilha são os caminhões dos madeireiros clandestinos, que pagam um pedágio de R$ 2 mil por dia à LCP para rodar nas estradas de terras controladas pela milícia. Em troca do pedágio, os guerrilheiros dão segurança armada aos madeireiros para que eles possam roubar árvores em propriedades privadas, áreas de conservação e terras indígenas. São terras que a LCP diz ter "tomado" - e o verbo tomar, no lugar de "invadir" ou "ocupar", como prefere o MST, não é mera semântica, mas uma revelação do caráter belicoso do grupo. "A falha é do Exército brasileiro, que deixa esses terroristas ocuparem nossa área de fronteira", acusa o major Josenildo Jacinto do Nascimento. Comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Nascimento sente na pele o poder e a arrogância desse bando armado.
No ano passado, eles derrubaram uma base militar da Polícia Ambiental dentro de uma unidade de conservação e seqüestraram seus soldados. "A tática utilizada pela LCP para as emboscadas é certeira", admite um dos militares, mantido preso por sete horas. "Como são estradas de terras, no meio da floresta, eles derrubam árvores, que fecham o caminho. Quando as pessoas descem do carro para retirar a tora, são rendidas", diz E. S., militar da Polícia Ambiental, que recorre ao anonimato para se proteger. "Essa guerra é um câncer que está se espalhando pelo Estado", alerta Nascimento.
Assim como consta nos panfletos da Liga, os guerrilheiros postam homens em bases nos morros com binóculos e rojão para anunciar a "invasão" de sua área por "forças inimigas". Depois de sermos monitorados de perto por grupos de motoqueiros, durante os 38 quilômetros que levamos uma hora e meia para percorrer no território dominado pela LCP, ouvimos uma saraivada de rojões anunciando nossa presença. Estávamos próximos a uma base. O alerta serve também para que os homens armados se infiltrem na mata ocupando as barricadas montadas com grandes árvores nas cercanias dos acampamentos.
"O fato é que não dá para observá-los, mas estamos sob sua mira", adverte o militar da Polícia Ambiental que nos acompanha. Na verdade, a PM Ambiental é a única força do Estado cuja presença ainda é tolerada pela guerrilha. A explicação é simples: com apenas oito agentes para cuidar de quase 900 mil hectares naquela região, eles não representam ameaça ao grupo. Antes, serão presas fáceis se assim os militantes o desejarem.
A BASE
Logo que o barulho dos rojões reverbera na imensidão da selva, as mulheres e crianças vestem seus capuzes e assumem a linha de frente. Quando se chega ao topo de um morro, depois de passar por uma barricada construída com o tronco de uma imensa árvore com a inscrição da Liga, avista-se uma bandeira vermelha tremular na franja de um acampamento de casas com cobertura de palha. Pouco tempo depois, outra barricada e chega-se a uma parada obrigatória. Do outro lado da porteira, transcorreu o seguinte diálogo com uma trupe maltrapilha, encapuzada e arredia.
LCP - O que vocês vieram fazer aqui? - disse um nervoso interlocutor mascarado.
ISTO É - Somos jornalistas e queremos saber o que vocês têm a dizer sobre a reforma agrária e a Liga dos Camponeses Pobres.
LCP - Podem ir embora, não temos nada a dizer. Vocês só atrapalham.
ISTO É - Quantas famílias estão nesta invasão?
LCP - 300.
ISTO É- Podemos falar com o líder de vocês?
LCP - Aqui não existe líder, todos somos iguais.
ISTO É - Por que vocês ficam mascarados?
LCP - A máscara é nossa identidade.
ISTO É - Vocês acreditam que podem fazer uma revolução?
LCP - Não temos que dar satisfações à imprensa burguesa.
ISTO É - De quem vocês recebem apoio?
LCP - Não interessa.
ISTO É - Podemos entrar no acampamento?
LCP - De forma alguma. Vão embora daqui!
Com colete à prova de balas sob a camisa, saímos da porteira do acampamento por uma questão de segurança e voltamos a percorrer de carro, numa estrada precária, mais uma hora e meia até o primeiro ponto de pedágio da LCP. "No ano passado, fomos presos por eles, éramos oito militares e eles tinham mais de 50 homens armados com metralhadoras", conta o sargento da tropa. "Não tem jeito, para resolver o problema com esse bando só com uma ação conjunta do Exército, da Polícia Federal e das forças do Estado."
Ao voltar da área dominada pela LCP, fica claro, nas reservadas conversas com alguns poucos moradores dispostos a contar algo, que o terror disseminado pela guerrilha se mede pelo silêncio dos camponeses. Os revoltosos controlam a vida das pessoas, além de investigar quem é quem na região. Quem não "colabora" com eles - fornecendo dinheiro, gado ou parte da produção - vira alvo de ataques covardes. Histórias de funcionários das fazendas da região que foram colocados nus sobre formigueiros ou que apanharam até abandonar o local estão muito presentes na memória dos moradores. As torturas praticadas pelos bandoleiros contra trabalhadores rurais dificultam até contratação de mão-de-obra na região. "Ninguém quer trabalhar mais na minha fazenda", admite Sebastião Conte, proprietário de 30 mil hectares de terra. Ele teve parte de sua terra "tomada" há dois anos pela LCP, a sede da fazenda foi queimada, assim como seus tratores, alojamentos e área do manejo florestal. O fazendeiro, acusado pela Liga de ser um latifundiário, é prova de que o terror da guerrilha é igual para todos. Segundo ele, nos últimos dois anos, teve que enterrar três de seus funcionários. "Todos eles assassinados barbaramente", diz Conte. "Estou pedindo socorro. Não sei mais a quem recorrer."
Longe de lá, na cidade de Cujubim, os trabalhadores rurais empregados das fazendas não dispensam o porte de armas. "Aqui ou você anda armado ou está morto", diz M.L. O capataz da fazenda e seu filho já perderam a conta de quantas vezes trocaram chumbo com os mascarados que tentam invadir a fazenda. Tratados como paramilitares, os funcionários das fazendas são, depois dos fazendeiros, os alvos prediletos dos ataques da Liga. Nelson Elbrio, gerente da Fazenda Mutum, teve o azar de cair nas mãos da "organização". Ele foi rendido exatamente como os militares da Polícia Ambiental e ficou preso sob a mira de uma arma por seis horas. "Assim que eu fiz a curva na estrada dei de cara com uns 15 homens encapuzados e fortemente armados. Eles me tiraram do carro e a partir daí vivi um inferno", conta Elbrio. "Eles queriam que eu revelasse os segredos da fazenda: quantas pessoas trabalhavam lá, depósito de combustível, se tinha seguranças armados." O sofrimento do funcionário se estendeu até o final da tarde, quando o grupo o arrastou até a sede da fazenda, dando tiros de escopeta próximo a seu ouvido. Em seguida, o obrigaram a assisti-los incendiando a propriedade e os tratores. "Nunca mais dormi bem", diz Elbrio.
Com a morte à espreita, o medo transformou distritos inteiros em zonas despovoadas - verdadeiras vilas fantasmas - e criou uma massa de gente refugiada de sua própria terra, expulsa pela guerrilha. Em Jacilândia, das 25 casas de madeira da única rua do distrito, só oito estão habitadas. Até a igreja fechou suas portas. "O povo foi embora com medo dos guerrilheiros", conta um dos moradores, um ancião que só admite a entrevista sob o anonimato. "Aqui não podemos falar nada. Para ficar de pé tem que se aprender a viver", diz o velho agricultor. O silêncio e o abandono das terras são a mais dura tradução desse novo modo de viver. Maria, a mãe do agricultor assassinado, não esperou a missa de sétimo dia do caçula. Deixou para trás os 100 hectares, onde tinha 100 cabeças de gado e a casa recém-construída. Partiu para um lugar ignorado, sob a proteção de outro filho.
O SILÊNCIO
Naquele pedaço de terra, os poucos que, apesar de tudo, permanecem na área não têm rostos ou nomes. Quando interrogados pela polícia na apuração dos crimes, eles se tornam também cegos e surdos. "Não existe testemunha de nada", reclama o delegado Gonçalves. A razão das infrutíferas apurações policiais é que os insurgentes presos são facilmente liberados pela Justiça. "Como eles usam a tática guerrilheira do uso de máscaras em suas ações, nós ficamos de mãos atadas para puni-los. Nunca se sabe quem de fato matou", queixa-se o delegado. As únicas lideranças da LCP a enfrentar a prisão por causa de assassinatos foram Wenderson Francisco dos Santos (Russo) e Edilberto Resende da Silva (Caco), que se encontra foragido. Os dois foram acusados de participar do assassinato do trabalhador rural Antônio Martins, em 2003. Russo foi absolvido em primeira instância e os promotores recorreram da decisão ao Tribunal de Justiça.
A ABIN SABE
Essa tensão é o pano de fundo de uma guerra psicológica que os ideólogos da organização avaliam como a ideal para que a área seja abandonada pelos fazendeiros. "A melhor forma de desocupar a área é destruindo o latifúndio", nos disse um dos mascarados, chamado de Luiz por um colega. Na lógica da LCP, os fazendeiros têm que tomar prejuízo sempre, senão eles não abandonam a terra. À frente de 300 famílias da invasão da Fazenda Catanio, uma propriedade de 25 mil hectares, o guerrilheiro Luiz defende o confisco do gado para matar a fome dos invasores e considera que a "tomada" de terra é a forma legal de fazer uma "revolução agrária". "Se esperarmos a Justiça, ficaremos anos plantados aqui", diz ele.
A audácia dos militantes da LCP é tanta que no ano passado mais de 200 deles marcharam encapuzados pelas ruas do município de Buritis, a 450 quilômetros de Porto Velho, até parar na porta da delegacia, onde exigiram a saída do delegado Gonçalves da comarca. Motivo: ele tinha prendido um dos líderes da facção guerrilheira. Não satisfeitos, os bandoleiros bateram às portas do Ministério Público e da Justiça exigindo que os titulares dos órgãos também se afastassem. O fato foi reportado ao Ministério da Justiça, ao presidente Lula e ao governo estadual. Até agora, não houve nenhuma resposta. "Ninguém leva a sério nossas denúncias. Eles pensam que estamos brincando, que a denúncia de guerrilha é um delírio", indigna-se o delegado Gonçalves. "Isso vai acabar numa tragédia de proporções alarmantes, e aí sim vão aparecer os defensores dos direitos humanos", critica ele. É exatamente nessa desconsideração das denúncias de promotores, juízes e militares que a Liga ganha força e cresce impunemente.
Tão trágica quanto o terror que esse grupo armado impõe às comunidades rurais é o fato de os governos estadual e federal saberem da existência desse bando armado - e não fazerem nada. Segundo o Dossiê LCP, um relatório confidencial da polícia de Rondônia, com 120 páginas, encaminhado em dezembro passado à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ao Exército e ao Ministério da Reforma Agrária, o grupo armado, além de cometer todo tipo de barbaridade, é financiado por madeireiros ilegais. Conforme o documento, a LCP controla uma área estimada em 500 mil hectares, onde doutrina mais de quatro mil famílias de camponeses pobres espalhadas por mais de 20 assentamentos da reforma agrária distribuídos pelos Estados de Minas Gerais, Pará e Rondônia. "Eles estão na contramão do que é contemporâneo. Mas, de fato, formaram um 'Estado' paralelo", entende Oswaldo Firmo, juiz de direito da Vara especializada em Conflito Agrário do Estado de Minas Gerais.
FORÇA-TAREFA
Documentos em poder de ISTOÉ comprovam que as autoridades federais têm feito ouvidos de mercador para o problema. No dia 11 de janeiro de 2008, o ouvidor agrário do governo federal, desembargador Gercino José da Silva Filho, acusou o recebimento das denúncias encaminhadas a ele sobre as ilegalidades cometidas por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres. Mais uma vez, nada foi feito. "Eles dizem que sabem de tudo, mas cadê a ação?", questiona o major Nascimento, comandante da Polícia Militar Ambiental de Rondônia. "Essa situação aqui só será resolvida em conjunto com outras forças militares", admite o major. Foi o que aconteceu no Estado do Pará, em novembro passado, na chamada Operação Paz no Campo, quando uma ação envolvendo o Exército, as polícias civil e militar e a Polícia Federal desocuparam um acampamento da LCP na Fazenda Fourkilha, no sul do Estado. Com dois helicópteros, 200 homens e 40 viaturas, a força-tarefa cercou o local, prendeu cerca de 150 militantes e recolheu um verdadeiro arsenal de guerra. "Precisamos da mão forte do Estado. Aqui somos tratados como cidadãos marginais", emenda o fazendeiro Sebastião Conte.
Fonte:
Defesa @ Net

Fonte: http://ex-petista1.blogspot.com/2008/03/o-brasil-tem-guerrilha.html

POVO CATARINENSE EXPULSA "SEM TERRA" QUE TENTARAM TOMAR UMA FAZENDA


OLHA O EXEMPLO DO POVO CATARINENSE....

COLOCARAM OS "SEM TERRA" PRA FORA DA FAZENDA INVADIDA... ESTE EXEMPLO DEVE SER SEGUIDO PELOS MORADORES DE OUTRAS CIDADES ONDE O MST, LCP, MCC E OUTROS GRUPOS TERRORISTAS DO CAMPO, VERDADEIROS VAGABUNDOS TEM SE APROVEITADO COM O APOIO DESTE GOVERNO CORRUPTO E SEM ESCRÚPULO ALGUM.

https://www.youtube.com/watch?v=w7AqbucRBMA



PARABÉNS, POVO CATARINENSE....
O BRASIL TEM JEITO, SIM!


domingo, 1 de março de 2015

VÍDEOS:"CONHEÇA AS DESGRAÇAS PRATICAS PELO MST - MOVIMENTO SEM TERRA"

CONHEÇA MELHOR AS DESGRAÇAS PRATICAS PELO MST - MOVIMENTO SEM TERRA

VIDEOS SOBRE O MST, MLST, LCP e OUTROS MILITANCIA DOS TERRORISTAS NO CAMPO
FUTURA FARCs DO BRASIL
1. Bolsonaro impede concessão de medalha ao MST
2. Jair Bolsonaro mete pau no MST – greve de fome                                                                
http://www.youtube.com/watch?v=nzY5dXVImNQ
3. INVASÃO DO MSLT   Arnaldo Jabor mete o pau
4. MST – Capitalismo nunca foi de quem trabalha -  Só a Luta Faz Valer - José Pinto de Lima….invadindo fazendas produtivas. – MUSICA
5. MST – A LUTA É PRA VALER – INSTIGAÇÃO Á LUTA ARMADA
6.A VERDADEIRA FACE DOS SEM TERRA
7.MST – O que realmente é o Movimento dos Sem Terra
8. MLST – Invasão do Congreso Nacional - A lei não é para todos
http://www.youtube.com/watch?v=TltGw46NPBQ&NR=1


9. MST INVADE, BARBARIZA E FAZ JORNALISTAS DE REFÉNS, TUDO FINANCIADO COM O OS NOSSOS IMPOSTOS, PELO BLOGUEIRO RICARDO GAMA
http://www.youtube.com/watch?v=4ZwqDnrOPb8

10. Video que comprova o planejamento da Invasão ao Congresso, BRUNO MARANHÃO É UM EX-TERRORISTA QUE RECEBEU R$400 MIL REAIS DE LULA E UM SALÁRIO DE R$14.000,00 POR MES P/SER O PRESIDENTE DO MLST, ALA ARMADA DO MST.
http://www.youtube.com/watch?v=TogiVY8cqaE

11. LCP – LIGA DOS CAMPONESES POBRES – ATUANDO EM RONDONIA, PARÁ E MINAS GERAIS E OUTROS
http://ex-petista1.blogspot.com/2008/03/o-brasil-tem-guerrilha.html
http://www.operacoesespeciais.com.br/ocorrenciapolicial.php?nid=2070
12. INVASÃO DO MLST - Arnaldo Jabor mete o pau                   http://www.youtube.com/watch?v=yYKZygIQDTk&feature=related
13. INVASÃO DAS FAZENDAS DOS COQUEIROS PELO MST pagos pelo governo federal                                                                                       http://www.youtube.com/watch?v=rahhLokLRNQ&feature=related
14. BANDITISMO DO MST  - 832 lavradores assassinados em 2010 
http://www.youtube.com/watch?v=EAw94EfsqME&feature=related
15. MST É INVENÇÃO DO LULA DIZ TARSO GENRO (ex-terrorista) - 8 anos para admitir méritos
http://www.youtube.com/watch?v=oSsl_6scs1E
16.
Brazilian Congressman, Jair Bolsonaro, Show to Brazil Who is The Italian Terrorist, Battisti.
http://www.youtube.com/watch?v=u9MoX9hLUKw
17. REUNIÃO DO “FORO DE SÃO PAULO” COMUNISTA EM MONTEVIDEO – 2011 C/HOMENAGEMS ÁS FARCS
http://www.youtube.com/v/chrxeZh5j04&hl=pt_BR&fs=1?rel=0
18. MST PRATICA TERRORISMO NO PARÁ APOIADO PELO GOVERNO DE DILMA
http://defesa-hetero.blogspot.com/2012/08/mst-terrorismo-apoiado-pelo-governo.html#.UCwdNN2PVh4 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Denise Abreu entrevista o Reverendo Alberto Thieme:TMI e O TERRORISMO NO CAMPO

CONHEÇA MELHOR A AÇÃO DOS TERRORISTAS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E PARTE DE 80, BEM COMO OS TERRORISTAS DO CAMPO QUE VEM ATUANDO COM APOIO DO GOVERNO FEDERAL DESDE O INÍCIO DO GOVERNO LULA.

ESTES TERRORISTAS DO CAMPO ESTÃO LIGADOS AOS GRUPOS DE MOVIMENTOS "SEM TERRA" DO MST, MLST, LCP (Liga de Camponeses Pobres) que atuam no Pará e bem como o MCC (Movimento de Camponeses de Corumbiara) no Estado de Rondônia e OUTROS.

VEJA AS BARBARIDADES PRATICADAS POR ESTES GRUPOS TERRORISTAS NOS VÍDEOS POSTADOS NO LINK: http://assoc-pro-ficha-limpa.blogspot.com/2012/02/relacao-de-links-de-videos-sobre-o.html#.U4ayJvldWLc, E QUE O REV. ALBERTO THIEME DESCREVE NOS VÍDEOS ABAIXO NUMA ENTREVISTA CONCEDIDA A DRA. DENISE ABREU, CANDIDATA Á PRESIDENCIA DA REPÚBLICA PELO PEN (Partido Ecológico Nacional) :

Nesta entrevista, o Reverendo Alberto Thieme nos fala também da TMI, TEOLOGIA DA MISSÃO INTEGRAL(TMI) é equivalente, nas Igrejas Evangélicas, á Teologia da Libertação da Igreja Católica. Podemos qualificá-la como tentativas de destruição do cristianimo, tentando misturá-lo com princípios Marxistas.. Em trê partes, todas nesta playlist. 
Veja toda esta excelente entrevista feita pela Dra.Denise Abreu com o Reverendo Alberto Thieme: sobre a TMI E OTERRORISMO NO CAMPO PELO MST, MLST, LCP, MCC E OUTROS GRUPOS "SEM TERRA", CUJO OBJETIVO É TOMAR TERRAS PRODUTIVAS E NADA PRODUZIR NAS MESMAS. ISTO JÁ ESTÁ OCORRENDO HÁ 12 ANOS NOS CAMPOS DO BRASIL.
http://www.defesahetero.org/2014/05/denise-abreu-entrevista-o-reverendo.html#.U4ayZfldWLc

Denise Abreu entrevista o Reverendo Alberto Thieme:TMI, parte 1 de 3



















Denise Abreu entrevista o Reverendo Alberto Thieme:TMI, parte 2 de 3

Denise Abreu entrevista o Reverendo Alberto Thieme:TMI, parte 3 de 3






terça-feira, 15 de abril de 2014

CONHEÇA A TRISTE REALIDADE DO TERRORISMO NO CAMPO COM O AVAL DO GOVERNO FEDERAL

TERRORISMO NO CAMPO: MST, MLST, CLP, MCC e outros grupos terroristas levam o terror para o campo invadindo fazendas e sítios PRODUTIVOS. Sómente em 2012, foram assassinados 832 lavradores pelos terroristas "SEM TERRA".

ABRA SEUS OLHOS: "O Comunismo já está funcionando

Clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=4jQemnJnsZo




quarta-feira, 19 de março de 2014

VEJA O TERRORISMO NO CAMPO: "os sem-terra vão se transformar em agitadores urbanos"

Novos lances no balé da confusão: os sem-terra vão se transformar em agitadores urbanos..."É o Comunismo chegando e os Brasileiros deitados em berço explendido"

Leo Daniele

“Só ocupar terras não muda mais a correlação de forças. O MST precisa das alianças com a cidade”, afirma Stédile ao admitir que a reforma agrária clássica, baseada em invasões, acampamentos e distribuição de terras, pela qual o movimento lutou por três décadas, está ultrapassada e perdeu a oportunidade histórica
“Só ocupar terras não muda mais a correlação de forças. O MST precisa das alianças com a cidade”, afirma Stédile ao admitir que a reforma agrária clássica, baseada em invasões, acampamentos e distribuição de terras, pela qual o movimento lutou por três décadas, está ultrapassada e perdeu a oportunidade histórica
E se colocassemos elementos da nossa turma para julgar conflitos, rurais e não-rurais, para termos “boas” sentenças? Nada de Judiciário!
– A ideia é boa, mas precisa ter um disfarce qualquer…
– É só encontrar um nome adequado. Pelo nome se “engole” muita coisa.
– Que tal “mediador”? palavra simpática que insinua alguém que teoricamente quer o bem de ambas as partes.
– Boa ideia!. Mas… como fazer para ela “pegar”?
– Muito simples, providenciar que algumas autoridades a endossem!
Terminada a imaginária, a falsa, a inventiva, a completamente fantasiosa conversa acima entre raposas da extrema esquerda, chegou a hora de pôr mãos à obra. E várias personalidades de altos postos o fizeram. Forneço ao leitor, malgrado a exiguidade do espaço, uma pequena coletânea do que saiu:
  • Página do Ministério da Justiça na Internet: O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, corroborou uma tese segundo a qual as disputas por terra entre seus legítimos donos e os chamados “povos tradicionais” que a reivindicam deveriam ser resolvidas não mais no âmbito do Judiciário, e sim por meio de “mediação”. Ele chegou a defender a criação de uma “escola de mediadores“.1
Essa animadversão contra o fazendeiro não corresponde à popularidade da classe”,afirmou com toda razão Plinio Corrêa de Oliveira2. Mas vejamos:
  • A respeito das tais “escolas de mediadores” num seminário intitulado “Conflitos Fundiários em Debate”, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, corroborou uma tese segundo a qual as disputas por terra entre seus legítimos donos e os chamados “povos tradicionais” que a reivindicam deveriam ser resolvidas não mais no âmbito do Judiciário, e sim por meio de “mediação”. Ele chegou a defender a criação de uma “escola de mediadores“. A. (Seminário “Conflitos Fundiários em Debate”).3
  • A nova fase do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é urbana, é a dos sem-teto, e traz mudanças nas táticas e no espaço onde se dará a luta pela terra nos próximos anos, segundo o economista João Pedro Stédile, princípal dirigente do movimento:
Só ocupar terras não muda mais a correlação de forças. O MST precisa das alianças com a cidade”, afirma Stédile ao admitir que a reforma agrária clássica, baseada em invasões, acampamentos e distribuição de terras, pela qual o movimento lutou por três décadas, está ultrapassada e perdeu a oportunidade histórica (grifamos).4
Se fracassaram no campo, vão agora fracassar nas cidades? Você aceita? O que vem por aí?
  • Os juízes alternativos – antecessores dos assim chamados “mediadores” — por princípio não eram imparciais. “A alternatividade assume sua não-neutralidade”. Esta frase é de Amilton Bueno de Carvalho, expoente doa direito alternativo, que. investe, pois, contra a imparcialidade. “Tal ideia de justiça ‘neutra’ leva, em consequência, a se tentar fazer crer que aplicador desta justiça também neutro é. Diz-se, pois, que o Juiz é neutro como se isso possível fosse”.5 Ora, neutro aí significa imparcial!
  • Nesta quarta-feira (19/2), o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) participou do 1º Seminário Diálogos sobre Justiça. Na ocasião, disse que “há uma mentalidade dentro do aparelho do Estado que se posiciona claramente contra tudo aquilo que é insurgência”. Ou seja, é favorável a tudo quanto seja insurgência.

  • ADENDO ADHT: E vários "cartolas" evangélicos ainda foram lá beijar os pés do Ministro Gilberto de Carvalho? Para que? Para dar apoio ao MST, MLST, LCP(Liga de Camponeses Pobres-PA), MCC(Movimento Camponeses de Corumbiara-RO) e outros? Depois reclamam que nós escrevemos contra? Dá para pensar um pouquinho mais da próxima vez e não emprestar sua imagem para o Ministro citado, quando ele meteu o pau nos evangélicos no Rio Grande do Sul, em 2013?
Na Rússia do tempo de Lênin, foi dado o histórico brado: “Todo poder aos soviets”. Veremos isto? Como diz o provérbio,”tua desconfiança é tua segurança”! Tudo depende da capacidade do povo brasileiro de ter olho vivo e resistir a iniciativas como a que vimos analisando.
Além dos sem-terra, sem-teto, sem-universidade, sem-reservas, sem-quilombos etc., parece estar sendo lançado um grupo novo, de atribuições muito mais gerais, e bem mais perigoso! São os “sem-poder”. Existem?
1 – Acessado em 7-3-14.
2 – Cfr. Psicose Ambientalista, Dom Bertrand de Orleans e Bragança (Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, São Paulo, 2013) p. 105.
3 – 19 de fevereiro de 2014
4 – OESP Drible no Judiciário , 3-3-2014.
5 – Id. ibid.

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/novos-lances-bale-da-confusao-os-sem-terra-vao-se-transformar-em-agitadores-urbanos#.Uyk1Xmex5jo

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O QUE EU SUSPEITAVA POR TER VIVIDO EM 1955, SITUAÇÃO SEMELHANTE, NO OESTE DO PARANÁ, SE CONFIRMA EM CORUMBIARA-RO


O massacre em Corumbiara leva prêmio do público

O documentário brasileiro "Corumbiara", de Vincent Carelli, ganhador do Fica deste ano, foi o vencedor do prêmio do público do 4º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, encerrado no último domingo.


'image' />=

O massacre de Corumbiara mostra que o conflito na fazenda Santa Elina tem as mesmas características de milhares de conflitos por terra que aconteceram e acontecem no Brasil, e que o massacre de Corumbiara tem a mesma gênese de tantos outros massacres acontecidos contra camponeses, posseiros e índios ao longo de quinhentos anos de luta pelo acesso e posse à terra, evidenciando que o país ainda não resolveu sua questão agrária.

No dia 14 de julho de 1995, centenas de famílias ocuparam uma pequena parte da fazenda Santa Elina no município de Corumbiara (Rondônia), e na madrugada do dia 9 de agosto aconteceu o massacre de Corumbiara. Os camponeses que viveram vinte e cinco dias de esperança da terra prometida, de repente, abismaram-se num inferno dantesco, onde homens foram executados sumariamente, mulheres foram usadas como escudos humanos por policiais e por jagunços; pessoas foram torturados por longas horas e o acampamento foi destruído e incendiado.

Na apuração dos fatos, nos processos judiciais e no júri, ficou evidenciado que os camponeses é que pagaram muito caro por terem sonhado com o acesso à terra e por terem ido à luta para concretizar aquele sonho, que, afinal, é o sonho de milhares de sem terra. Ninguém foi responsabilizado pelas torturas que aquelas pessoas sofreram, os órfãos e as viúvas estão desamparadas, existe gente desaparecida até hoje e muitos trabalhadores estão debilitados física e emocionalmente, por sequelas causadas pelos maus tratos recebidos durante a desocupação da fazenda Santa Elina.

“Corumbiara” é um esforço emocionante do documentarista Vincent Carelli para provar o extermínio de índios no sul de Rondônia e tentar contato com os remanescentes de tribos isoladas. Após 20 anos dedicados a essa luta, que teve início em 1986, Carelli contenta-se em apenas contar a história dos índios, já que esbarra na dificuldade de transpor obstáculos recorrentes para fazer justiça.

“As evidências são claras, mas a lei do silêncio impera na região”, disse o diretor, que tem como guia no filme o indigenista da Funai Marcelo dos Santos. O primeiro contato com índios isolados acontece em 1985. A equipe comandada por Marcelo consegue avistar dois membros da tribo Kanoê e faz uma aproximação cuidadosa. Demora até que eles percebam a boa vontade dos brancos.

“A impossibilidade de comunicar nos colocava de novo dentro de um mistério. Quem são eles?”, pergunta-se Carelli, como narrador do próprio filme. Aos poucos, a equipe entende que houve um massacre na região, cometido por capangas de fazendeiros, e ela está diante dos últimos sobreviventes. O contato estende-se a outra tribo, os Akunsu, cujas roças ficam nas margens do rio Omerê.

Tudo é conduzido com muita cautela por Carelli, que é recebido com desconfiança tanto pelos índios como pelos fazendeiros. Numa das cenas mais tensas do documentário, a equipe do filme tenta chegar perto do único sobrevivente de outro grupo dizimado por pistoleiros -chamado de “índios do buraco” devido ao hábito de cavar fossas profundas em seus barracos.

A sondagem dura seis horas. Já se sabia que o restante da tribo fora atacado e seus acampamentos destruídos. Carelli tinha conseguido a informação numa entrevista com câmera oculta. À medida que a equipe avança, o índio ameaça, apontando uma flecha que atravessa a maloca.

A intenção de registrar a imagem do índio sobrevivente, que serve como prova de sua existência, gera efeito contrário. Ele se sente acuado e revida. Como não há a possibilidade de comunicação, a negociação arrasta-se sem êxito.

Por fim, seu rosto é captado pela câmera numa imagem granulada. “A ironia é que a câmera que o ameaçava será a mesma que vai fazê-lo existir perante a justiça”, ressalta Carelli. O material foi usado para forçar uma interdição da área e garantir a proteção do índio. Após alguns dias, o documentarista teve a notícia de que o índio havia abandonado o barraco e desaparecido de novo.

Mais do que levantar evidências e usá-las no tribunal, Carelli oferece um retrato comovente dos hábitos e costumes desses índios que vivem afastados da civilização como a conhecemos. No ritual que mistura dança e gritos, Txinamanty se solta diante da câmera numa celebração que é acompanhada por Kunibu, o cacique da tribo. Em outros momentos, vemos os índios purificando o corpo dos brancos, numa coreografia de sopros, e a troca de afeto proibido entre amantes de tribos rivais.

“É um balanço da minha carreira. É uma história que eu segui durante 20 anos”, resume o antropólogo Carelli, que começou a experiência do “vídeo nas aldeias” com jovens índios do norte de Mato Grosso, em 1986.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...