COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
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quinta-feira, 12 de maio de 2016

NOVA ETAPA: "Na CPI do BNDES, Gabrilli listou 7 nomes que ligam a morte de Celso Daniel à eleição de Lula"

Mara Gabrilli



Na CPI do BNDES, Gabrilli listou 7 nomes que ligam a morte de Celso Daniel à eleição de Lula


Em primeiro de dezembro de 2015, José Carlos Bumlai se calou diante da CPI do BNDES. Mara Gabrilli, ao contrário, falou tudo o que o pecuarista amigo de Lula não gostaria de ouvir. E, em tom de desabafo, elencou os personagens que ligam a morte de Celso Daniel à eleição que entregou a presidência do Brasil a Lula.
São eles:

1. Celso Daniel

De volta à prefeitura de Santo André em janeiro de 1997, Celso Daniel foi sequestrado na noite de 18 de janeiro de 2002 e apareceria morto dois dias depois. Segundo Mara Gabrilli, o petista iniciara no ABC Paulista um esquema que serviria de ensaio para o Mensalão.
“A minha família é de Santo André, o meu pai era concessionário de empresas de ônibus. Na gestão de Celso Daniel, foi criada uma quadrilha que extorquia empresários. Essa quadrilha agia armada. Não era só um pedido de ‘caixinha’. Todo mês tinha o dia certo para a quadrilha ir lá.”

2. Klinger Luiz de Souza

A quadrilha era formada por três nomes bem conhecidos. O mais próximo de Celso Daniel era Klinger Luiz de Oliveira Souza, seu secretário de Serviços Municipais. Nas palavras de Gabrilli, ele “tinha a caneta na mão, e fazia de contratos o que ele queria”. E mais:
“O secretário do Celso Daniel, o Klinger, chegava com a arma no tornozelo. E falava ‘cadê o dinheiro’?”
Ainda segundo Gabrilli, Celso Daniel sabia de tudo:
“O Celso Daniel não queria receber meu pais, mandava o Klinger. Sabia de tudo o que acontecia. Mas, pra ele, os fins justificavam os meios.”

3. Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”

Era o empresário Sérgio Gomes da Silva quem dirigia o carro quando Celso Daniel foi sequestrado. De acordo com a deputada, cabia também a ele cobrar a propina. Mas de forma bem mais violenta.
“Ele chegava truculentamente, jogava a arma em cima da mesa e falava ‘cadê o dinheiro?'”

4. Ronan Maria Pinto

Contudo, o maior nome do trio era o de Ronan Maria Pinto, de acordo com Mara Gabrilli, aquele de pior caráter. No depoimento dado à CPI, a tucana o descreve como “dissimulado, criminoso e covarde”. Conta que o empresário, preso temporariamente pela Lava Jato na última sexta-feira, chegou a se esconder “de quatro” embaixo de uma mesa para evitar encarar deputada.
“Ronan Maria Pinto é um câncer na cidade, ele estraga a cidade, ele rouba da cidade inteira. Uma das piores espécies que tem em Santo André é o senhor Ronan Maria Pinto.”
“Uma das empresas que meu pai foi obrigado a entregar pro PT e pro Ronan Maria Pinto é a Expresso Nova Santo André.”

5. Gilberto Carvalho

Apesar de não ter sido condenado junto com o trio que extorquia empresários em Santo André, Gilberto Carvalho foi apresentado por Mara Gabrilli como mais um participante do esquema:
“O Gilberto Carvalho é conhecido na cidade de Santo André como o ‘Homem do Carro Preto’. O ‘Homem do Carro Preto’ coletava o dinheiro extorquindo empresários (crime de concussão).”

6. José Dirceu

O que Gilberto Carvalho fazia com a grana que arrecadava? Entregava ao então presidente do Partido dos Trabalhadores.
“O Homem do Carro Preto coletava o dinheiro extorquindo de empresários (crime de concussão). E levava pro José Dirceu, o presidente do partido.”

7. Lula

Desesperada, Mara Gabrilli correu para o nome político mais forte do ABC Paulista. Acreditava que o futuro presidente do país poderia tomar alguma atitude. Mas ouviu a resposta padrão para qualquer crime cometido por alguns de seus subordinados. E se decepcionou com um dos primeiros “não sabia’s” que Lula soltaria.
“Lula me recebeu na casa dele. Eu contei tudo o que tava acontecendo e falei do Ronan Maria Pinto. E ele teve a cara de pau de virar para mim e falar: ‘Ronan Maria Pinto? Não conheço, quem é?'”
Como se não mais conversasse com Bumlai, mas com o próprio Lula, Gabrilli explicou à CPI quem era a pessoa que Lula dizia não conhecer.
“Ele é a pessoa que liga o caso do Celso Daniel ao Petrolão. Ele recebeu dinheiro do Petrolão. Que passou pelas suas mãos. Confirmado pelo Schahin. Ele tem a informação de quem assassinou o prefeito Celso Daniel.”
E deixou claro para toda a CPI ouvir: o dinheiro extorquido seria usado na campanha de Lula. E Celso Daniel concordava com isso.
“Como o dinheiro era para a campanha do Lula, então estava tudo certo. Podia.”

Epílogo

Depois de chorar no enterro de Celso Daniel, Lula seria eleito gastando – no “caixa 1” –a quantia de R$ 33 milhões, em valores não atualizados. Daria a Casa Civil a José Dirceu. E colocaria Gilberto Carvalho, o “Homem do Carro Preto”, na chefia do gabinete da Presidência da República.
Ronan Maria Pinto chantagearia o trio ameaçando contar o que sabia sobre o assassinato do prefeito de Santo André. Com verba do Banco Schahin, e o auxílio de José Carlos Bumlai, amigo de Lula, receberia um “cala boca” no valor de R$ 6 milhões, grana que usaria para comprar o Diário do Grande ABC e, nas palavras de Gabrilli, usar a imprensa para fazer a mesma extorsão que já praticava junto às empresas de ônibus.
Sérgio Moro sabe de tudo isso melhor do que ninguém. E cuidará do caso enquanto o STF não atrapalhar.
Para rever o depoimento de Gabrilli, basta clicar no player abaixo:
https://youtu.be/A0bso1dHOyg


FONTE: http://www.apyus.com/na-cpi-do-bndes-gabrilli-listou-7-nomes-que-ligam-a-morte-de-celso-daniel-a-eleicao-de-lula/?utm_content=bufferb3a31&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer


sábado, 9 de abril de 2016

Seis gravações escancaram a conspiração forjada pelo PT para impedir que fosse esclarecido o assassinato de Celso Daniel


Ouça as vozes dos assassinos de fatos combinando o que fazer para impedir o esclarecimento do crime hediondo. Passados mais de 14 anos, a reaparição do fantasma avisa que a tramoia fracassou. Enquanto não for exumada toda a verdade sobre esse capítulo da história universal da infâmia, todos os meliantes sobreviventes serão assombrados pelo prefeito proibido de descansar em paz.
Áudio 1
Luiz Eduardo Greenhalgh diz a Gilberto Carvalho que é preciso evitar que João Francisco, um dos irmãos de Celso Daniel, “destile ressentimentos” no depoimento que se aproxima. “Pelo amor de Deus, isso é fundamental!”, inquieta-se Carvalho.
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Áudio 2Um interlocutor não identificado elogia Ivone Santana, que namorava Celso Daniel desde o fim do casamento com Miriam Belchior, pela entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo. E incentiva a viúva da vez a repetir a performance no programa de Hebe Camargo. Alegre, Ivone informa que vai fazer o reconhecimento das roupas da vítima. O homem do outro lado da linha quer saber como “o cara” estava vestido. “O cara” é o morto que Ivone finge chorar.
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Áudio 3: À beira de um ataque de nervos, Sombra cobra de Klinger um imediata operação de socorro. Sobressaltado com o noticiário jornalístico, exige que Gilberto Carvalho trate imediatamente de “armar alguma coisa”.
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Áudio 4: Klinger diz a Sombra que Gilberto Carvalho está preocupado com o teor do iminente depoimento do companheiro acusado de ter ordenado a morte do prefeito. Sugere um encontro entre os três para combinar o que será dito. No fim da conversa, os parceiros comemoram a prisão de um suspeito.
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Áudio 5: Gilberto Carvalho cumprimenta Ivone Santana pela boa performance em entrevistas e depoimentos. Carvalho acha que as declarações mudarão o rumo das investigações.
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Áudio 6: A secretária de Klinger retransmite a Gilberto Carvalho rumores segundo os quais a direção nacional do PT pretende manter distância do caso “para não respingar nada”. Carvalho nega e encerra o diálogo com uma recado sem identificação de destinatário: é nessas horas que se percebe quem são os verdadeiros amigos.
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Ao incinerar as provas sonoras, Rocha Mattos ensinou que alguns juízes consideram uma irregularidade processual muito mais grave que matar a mãe. Faltara a autorização judicial. Como as gravações das conversas entre Lula e seus devotos foram autorizadas por Sérgio Moro, o ministro Teori Zavascki anda caçando outras irrelevâncias do gênero que lhe permitam declarar inexistente o palavrório que estarreceu o país.
Se seguir o exemplo do juiz ladrão, Teori não tardará a constatar que errou em vão. Milhares, milhões de cópias garantirão a sobrevivência da verdade obscena: a Lava Jato desmontou uma conspiração contra o Estado de Direito, comandada por Lula e apoiada por Dilma. Firulas jurídicas não revogarão a ilegalidade espantosa. Há culpados a punir. E o castigo virá.

terça-feira, 8 de março de 2016

Dilma que controle seus radicais porque as ruas estarão ocupadas pela mansidão, Assista!


Dilma que controle seus radicais porque as ruas estarão ocupadas pela mansidão

https://youtu.be/RIzxzgC_dNs

OBS DA ADHT: Se as FORÇAS ARMADAS não intervir quem vai resolver esses graves problemas que quem trabalha em escritório não vê ou está cego, Reinaldão Azevedo, veja:
"Mulheres do MST destroem 1,2 milhão de mudas da Araupel, no Paraná, e põem fogo nos viveiros"


A presidente é a responsável última por eventuais conflitos, que só ocorrerão se os petistas decidirem partir para a provocação e para o confronto

As manifestações de rua em favor do impeachment da presidente Dilma e contra a corrupção serão pacíficas, a exemplo das havidas no ano passado. A razão é simples: as forças que promovem os protestos são compostas de pessoas alinhadas com a defesa da ordem democrática.
Quem quer confronto são franjas do PT. Quem quer bagunça, a julgar pela entrevista concedida à Folha, é Gilberto Carvalho, chefão do partido e ex-ministro de Dilma. Disse o preclaro que teme a venezuelização do país. Bem, na Venezuela, são os aliados de Carvalho que matam adversários nas ruas. Ele está nos ameaçando?
Dilma chama protestos de “defesa do golpe” e resolve contestar decisão da Justiça a céu aberto. O rito do impeachment já foi definido pelo Supremo — o que, de resto, é um absurdo. De todo modo, que se saiba, a corte máxima não criaria o passo a passo de um… golpe! A acusação e ridícula.
VEJA O RESTANTE AQUI: 
FONTE: Veja - Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Você ouviu falar da "Boca de Abobrinha"? Se perdeu, leia que ainda está em tempo. Não foi crítica, foi uma palavra profética, Leia!

Boca de Abobrinha: Grupo esquerdista representou evangélicos em reunião com Dilma

UAI.... CALARAM A BOCA?
Julio Severo
Cristão não deveria falar abobrinhas. Mas não diga isso à Rede Fale, que não faz outra coisa a não ser plantar e “profetizar” abobrinhas.
A organização, que é defensora da Teologia da Missão Integral, era completamente desconhecida no cenário nacional — até ser convidada oficialmente para estar em reunião com a prezidenta Dilma Rousseff para representar os evangélicos.
Jamais Dilma se atreveria a trazer Silas Malafaia ou Marco Feliciano, que abrem mesmo a boca contra a agenda abortista e homossexualista do governo. Em contraste, bem ao gosto de Dilma, a Rede Fale não incomoda o PT nessas questões. Manifestação contra o PT por causa do aborto e homossexualismo? A boca de abobrinhas da Rede Fale está aberta para questões mais chegadas ao coração ideológico da prezidenta.
As credenciais da Boca de Abobrinha são “ótimas.” A reunião com Dilma foi destacada e elogiada pelo tabloide sensacionalista Genizah, cujo dono tem hoje(2013) importante influência nos meios calvinistas e presbiterianos.
A Boca de Abobrinha garante que não tem afinidade com o governo de Dilma Rousseff, mesmo defendendo quase tudo o que o PT faz. O Genizah garante que não tem afinidade com a esquerda, mesmo defendendo tudo o que a esquerda evangélica faz. E se você perguntar se os dois conhecem o pai da mentira, ambos prontamente dirão que nunca ouviram falar nesse nome!
Dilma com vários grupos esquerdistas, inclusive a Rede Fale
A reunião com Dilma não foi somente com a Boca de Abobrinha. Outros grupos estiveram juntos, cada um representando supostamente um grupo social, inclusive a Marcha das Vadias, que queria aborto, aborto e aborto. E lá estava também Gilberto Carvalho, o ministro de Dilma que foi vaiado na Marcha para Jesus. A Boca de Abobrinha, como já era de esperar, tomou todo o cuidado para falar somente o que o ministro e a prezidenta gostam de ouvir: abobrinhas marxistas.
O jornalista Reinaldo Azevedo revelou que os “movimentos da juventude” que estavam com a Rede Fale na reunião com a prezidenta eram na maioria “chapa-branca mesmo, ligada ao PT, ao PCdoB ou ao MST,” recebendo financiamento de impostos, com a cortesia do bolso de milhões de brasileiros que trabalham e suam para bancar bocas de abobrinhas pelo Brasil.
Entre outras reivindicações para Dilma estavam a descriminalização do aborto e a aprovação do PLC 122. A Boca de Abobrinha se esforçou para não atrapalhar em nada. Entenderam por que, em vez de Malafaia ou Feliciano, Dilma preferiu uma Boca de Abobrinha ali?
Feliciano e Malafaia jamais teriam ficado calados diante de reivindicações de aborto e ditadura gay feitas por grupos financiados pelo governo do PT. A verdadeira Rede Fale no Brasil é de Feliciano e Malafaia, que não ficam calados nessas questões e quando falam, não dizem abobrinhas. Eles falam mesmo!
Se a Boca de Abobrinha fica calada quando deveria falar, quando é que ela fala?
Rede Fale começou a sair da sua obscuridade em março deste ano, quando se juntou às esquerdas do Brasil para exigir a renúncia de Marco Feliciano, que fala o que a Boca de Abobrinha não ousa falar nem diante de Dilma, nem diante do Brasil e nem mesmo diante dos evangélicos:
* Aborto é assassinato. Por lutar pelo assassinato de bebês em gestação, o PT e outras esquerdas merecem repúdios e manifestações.
* Homossexualismo é perversão, não um super-direito a ser imposto no Brasil. Qualquer partido que defenda uma ditadura gay merece repúdios e manifestações.
Esse é o entendimento que Malafaia e Feliciano têm.
Essa não é, porém, a postura da Boca de Abobrinha, que em nada ajuda o testemunho cristão.
Dilma também havia tido, conforme informação de uma professora marxista, reunião com o chavista Ariovaldo Ramos, que representa muito bem a Rede Fale e o Genizah, a perfeita mistura do abobreiro com o fofoqueiro — qualidades desqualificadoras para bocas proféticas que denunciam o pecado sem medo de pagar o preço.
Se quiser alguém para falar conforme a Palavra de Deus sobre aborto e ditadura gay, chame Feliciano ou Mafalaia.
Se quiser alguém para representar os evangélicos nessas questões, chame Feliciano ou Malafaia.
Mas se quiser alguém para falar abobrinhas ou representar os evangélicos que só falam abobrinhas, chame a Rede Fale ou o Genizah.
Abobrinhas e abobrões — a linguagem da prezidenta e das esquerdas — são com eles mesmos.
Para entender os perigos da esquerda evangélica, adquira meu livro gratuito “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade”:http://bit.ly/141G7JH
Leitura recomendada:

quinta-feira, 28 de maio de 2015

VÍDEO MOSTRA MINISTRO-CHEFE DE DILMA E PT COMBINANDO TÁTICA C/SUSPEITO P/MORTE DE CELSO DANIEL!

DESCOBERTO VÍDEO DE 2005 DA REDE BANDEIRANTES QUE MOSTRA O POSSÍVEL ENVOLVIMENTO DE GILBERTO CARVALHO, EX MINISTRO DO GABINETE DE DILMA ROUSSEFF (PT) NO CRUEL ASSASSINATO DE CELSO DANIEL, EX-PREFEITO DE SANTO ANDRÉ QUE DENUNCIOU A MÁFIA QUE OPERAVA EM SUA CIDADE.


https://youtu.be/PbvQRMolrMY?list=UU65OaKMLtpEUs9BiLSb_u1g

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Seminário de católicos progressistas manifesta desalento

Seminário de católicos progressistas manifesta desalento      


Rafael Nogueira

O ministro Gilberto Carvalho, falando ao microfone. À esquerda, sentado, com a mão no rosto, Pedro Stédile líder do MST. [Fotos: Rafael Nogueira]
O ministro Gilberto Carvalho, falando ao microfone. À esquerda, sentado, com a mão no rosto, Pedro Stédile líder do MST. [Fotos: Rafael Nogueira]
Realizou-se nos dias 10 e 11 de dezembro último, no Hotel Nacional em Brasília, um seminário promovido principalmente pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), intitulado “Questão Agrária e Desigualdades”.
Foram dois dias de palestras e “debates”, denominados “painéis”. O público, constituído por cerca de 80 pessoas entre 30 e 50 anos, era preponderantemente formado por integrantes de movimentos de esquerda: MST, CPT, CUT, Via Campesina etc. Participaram também do evento alguns estudantes universitários, bem como funcionários públicos do INCRA e de ministérios.
Entre os participantes, uns eram de viés claramente esquerdista, enquanto outros, mais idosos, podiam ser qualificados como de tendência comunista clássica, ultrapassada.
O seminário refletiu os sintomas que se podem notar na opinião pública em âmbito universal: de um lado, a atual onda conservadora no País e no mundo; e, de outro, a dificuldade encontrada pelos movimentos esquerdistas para implantar a Reforma Agrária e as reformas de base em geral.
Um aspecto importante, e bastante frisado no seminário, foi o reconhecimento do papel exercido pelos prelados católicos como grandes impulsionadores da luta de classes no Brasil.
A nota geral do evento foi de que a esquerda está perdendo terreno, não está conseguindo implantar a Reforma Agrária, sendo-lhe necessário reacender o entusiasmo revolucionário. Todos os esquerdistas presentes manifestaram grande esperança na atuação do Papa Francisco.
* * *
Seguem os aspectos essenciais do primeiro painel, o mais importante do simpósio. Os demais painéis repetiram, em essência, as doutrinas e as propostas de caráter prático enunciadas no primeiro.

Palavras de um prelado progressista

Progressismo-5Inicialmente falou, representando a CNBB, D. Guilherme Werlang [foto], bispo de Ipameri (GO). Ele discursou de forma tranquila, utilizando jargões esquerdistas batidos e muitas vezes desconexos. Censurou o fato de a Reforma Agrária ter estado fora dos debates durante a última campanha eleitoral.
A luta pela Reforma Agrária no Brasil, segundo ele, iniciou-se com o descobrimento do País pelos portugueses… Para D. Werlang, seria preciso então mudar “radicalmente o atual modelo” de Reforma Agrária.
Depois de lamentar o fracasso dessa luta até agora, afirmou que, para nossos dias, não basta uma Reforma Agrária cheia de remendos. É preciso impor uma que seja popular e radical.
Na visão de D. Guilherme, a questão agrária como está sendo conduzida é imoral e uma das principais causas da violência contra camponeses, índios, quilombolas, ribeirinhos etc.
Ele citou o Papa Francisco “em defesa dos pobres”, estabelecendo uma ligação com a defesa da natureza.
Na década de 1980, a CNBB deu a público um documento favorável à Reforma Agrária, intitulado “Igreja e Problema da Terra” (IPT), após o qual não se verificaram grandes progressos nesse sentido.(1)
Prosseguindo, D. Werlang disse que em maio de 2014 a CNBB deu um passo importantíssimo, publicando o documento “A Igreja e a questão agrária brasileira no início do Século XXI”. Mas ele não o tem como ideal, pois acha muito difícil a CNBB aprovar um documento dessa natureza, devido a discordâncias internas. Entretanto, foi o que conseguiu aprovar, sendo satisfatório em linhas gerais.
O prelado aproveitou para elogiar o recente encontro do Papa Francisco com os “movimentos sociais”, realizado em Roma em outubro passado, que teria sido “algo profético”.
Citou também o fato de a CNBB ter lançado recentemente, pela primeira vez, um documento sobre a questão quilombola.

Visão de um agitador social marxista

O segundo orador foi João Pedro Stédile, líder do MST. Sua oratória foi a que mais revelou candência revolucionário-comunista. Ele começou em tom tranquilo, mas foi depois se tornando virulento, causando vibração no pequeno auditório.
De início, lamentou o ambiente “burguês” do local da reunião, o Hotel Nacional. Teria preferido que o seminário se realizasse na sede da CNBB, ou num local “mais do povo”.
Seu discurso, de teor comunista, propugnou a luta de classes, vituperando o capitalismo e o “império”, e lamentando que os comunistas de hoje não são mais como os de tempos passados.
Enquanto classe, Stédile lamentou que os movimentos esquerdistas não conseguem mais atuar na sociedade. A última greve geral ocorreu em 1988. Segundo ele, a Reforma Agrária clássica é inviável em nossos dias. Atualmente, é necessário unir forças para impor uma Reforma Agrária “radical e popular”. E não ficar só no campo, mas partir para a cidade, com as reformas urbana e industrial; não se restringir aos camponeses, mas estender a atuação junto aos índios, quilombolas, pescadores etc.
Afirmou que hoje o “capital” domina tudo: escolas, mídia, judiciário. E, manifestando irritação, observou que agora até o PT é pelo agronegócio: o “capital compra até comunista”.
Insistiu em que a Reforma Agrária clássica está inviabilizada e que “só com os camponeses ela não vai”. É preciso uma Reforma Agrária “popular, sem a burguesia”, englobando também a questão ecológica.
Para Stédile, há diversas contradições no atual modelo do agronegócio: a ausência da preocupação ecológica, por exemplo. E, conforme “o velho Marx nos ensina”, sentenciou que as contradições vão gerar a próxima ruína do agronegócio.
Uma frase revela bem o seu desânimo: “Nosso time está fraco”.
Ele se referiu à Igreja (à sua ala progressista naturalmente, que distorce a sua doutrina tradicional em benefício do socialismo e do comunismo), falando que ela desempenha papel primordial na luta de classes, devendo para isso orientar e expor a doutrina, cabendo aos leigos colocá-la em prática.
Stédile disse ainda que a Igreja hoje tem-se recuperado, colocando-se na vanguarda da luta de classes no Brasil, sobretudo com o último documento da CNBB, de maio de 2014 (o mesmo citado por D. Werlang). “Leiam este documento para irem para o Céu!” – exortou em tom de gracejo.
Por fim, manifestou-se contentíssimo com o Papa Bergoglio: “O Papa Francisco é um homem revolucionário, corajoso, tem dignidade e está do lado dos pobres. Ele acabou com essa história de beijar a mão e coisas do gênero”.

Lamúrias de um político, católico progressista

Progressismo-2Por último falou Gilberto Carvalho, ainda como ministro e, portanto, representante do governo federal. Com tom tranquilo de voz, no estilo característico dos políticos profissionais, ele tentou explicar a dificuldade da presidente Dilma em avançar rumo à esquerda, devido a contínuas pressões da direita e de setores conservadores. Constatou que a bancada ruralista está crescendo cada vez mais.
Em sua apreciação, o modelo do governo brasileiro é no fundo o da elite, a cultura estabelecida é a da elite. Por tudo isso, é muito difícil fazer valer as políticas que favoreçam o povo.
Carvalho observou que houve uma grande reação quando a presidente Dilma tentou aprovar a lei dos Conselhos Populares. E, entretanto, ele considera aquele projeto muito aquém do que a esquerda queria.
Bem enfronhado nos meios eclesiásticos, o ministro tentou demonstrar que o Papa Francisco seria “uma primavera nova”, sem proporções com o passado. Mas reconheceu que, infelizmente, as dioceses e paróquias ainda não o estão entendendo. Portanto, avaliava que ainda iria demorar um pouco para se obter o desejado.
Lembrou que houve no passado outra “primavera”: a da CPT, das CEBs etc. Os movimentos de base foram “fecundados” pela Hierarquia eclesiástica. Então, o Vaticano “nos enquadrou e depois nos sufocou”. Mas atualmente o Papa Francisco está voltando atrás.
Defendeu a reforma do Estado e observou que o governo Dilma só não a realizou devido à pressão da direita.
Insistiu na necessidade de união, como também de pressão sobre o governo. “Não se pode deixar só os conservadores avançarem”, enfatizou.
Carvalho explicou que outrora era uma vergonha ser de direita. Hoje, entretanto, a coisa se inverteu e ficou honroso ser conservador, ser de direita: é “moderno” e “chique”. Disse que é preciso colocar de lado as diferenças internas e mobilizar os movimentos sociais. Para ele, a Igreja, as comunidades etc. desempenham papel de grande importância nesse processo.

Patenteiam-se no debate atuais agruras da esquerda

Progressismo-3
Após essas três exposições houve um espaço para debates. Muitos participantes se levantaram para se queixar contra o governo do PT. Grande número dos presentes reclamou por não se falar mais da Reforma Agrária.
Significativa intervenção foi a de uma jovem de aproximadamente 25 anos. Ela afirmou que teve de se afastar de sua paróquia por causa da faculdade. Nesse período, ela se aproximou mais dos quilombolas e das “massas” etc. Mas quando voltou para a paróquia, percebeu ter havido um recuo conservador: “Na minha paróquia, as mulheres para fazerem as leituras, precisam estar de saia e véu!”, lamentou. E indagou então o que fazer para que as diretrizes do Papa Francisco cheguem às paróquias…
Em resposta, D. Guilherme reconheceu que realmente a situação está muito difícil. Afirmou pertencer à geração do Concílio Vaticano II e das CEBs, mas que hoje os padres são mais conservadores. Na diocese dele há dois padres que insistem em usar clergyman! Ele teve de proibir os seminaristas de usá-lo, mas declarou que não podia fazer o mesmo com os eclesiásticos mais graduados.
Proferiu em seguida uma frase muito significativa e constrangedora para os defensores do progressismo católico: “Se você vai num seminário ou convento conservador, está cheio de vocações. 70 a 80% das vocações provêm do conservadorismo”. Segundo o bispo, é necessário trabalhar na formação dos seminaristas, dos bispos, das comunidades etc.
Só agora, após 15 anos de bispado, de atividade episcopal, diz Dom Guilherme, é que ele começou a ter esperança com o Papa Francisco. “Essa não é a primeira crise da igreja. Ela já passou por piores”, acrescentou.
Um idoso barbudo e com chapeuzinho preto, membro do PC do B, tomou a palavra: “O anticomunismo é uma doença letal”. E mais adiante: “Hoje há manifestações anticomunistas brutais. Na rua, muitos dizem ‘fora comunista’. Como contra-atacar?”, perguntou.
Um “companheiro” da EMBRAPA levantou-se e procurou ressaltar a necessidade de união entre os conceitos de Reforma Agrária e Reforma Urbana.
Stédile, à guisa de resposta, defendeu uma formação comunista para a juventude, a realização de seminários marxistas, o fechamento de ruas, greves, marchas etc. E concluiu com a frase: “Bem-vindos à luta de classes!”, sendo ovacionado pela audiência.
O ministro Gilberto Carvalho reafirmou a ideia de que o Papa Francisco é “uma nova esperança, e um profeta”. E frisou: “A Igreja é inspiração para todos”.

Agitação social: ponto comum em meio a vivas oposições internas

Os outros painéis não tiveram tanta expressão quanto o primeiro. Eles continham, como dissemos, as mesmas notas principais acima referidas.
Merece menção o dito de um sacerdote participante: “O Papa Francisco está puxando sozinho uma carroça empacada”.
Percebia-se entre os participantes uma divisão generalizada. Uns reclamavam que a CPT ou movimento tal não fora convidado para compor a mesa. Outros elogiavam a função social da propriedade, enquanto alguns mais radicais diziam ser necessário eliminar a função social da propriedade e invadir tudo.
Todos concordavam num ponto: é necessário promover a agitação social.

Balanço dos dois dias de seminário

Ao final, um observador pouco atento pode ficar com impressões contraditórias, sem conseguir formar um quadro coerente dos dois dias de seminário.
Entretanto, uma análise cuidadosa revela certas linhas mestras, que põem em ordem essas impressões e conduzem a conclusões criteriosas.
A primeira linha, que perpassa todo o seminário, é o radicalismo esquerdista, em alguns casos chegando até a enunciados explicitamente marxistas, muito semelhante ao observado no último Encontro das CEBs realizado no Ceará, em janeiro de 2014.(2)
A segunda linha, muitíssimo mais presente neste seminário do que naquele Encontro das CEBs, refere-se a uma frustração generalizada nos participantes, pelo fato de que esse radicalismo não vem encontrando eco na população brasileira, sobretudo nas classes mais populares. Daí a procura de bodes expiatórios para justificar a rejeição das teses esquerdistas pelo povo em geral. Os culpados seriam o capitalismo, o “império”, o fato de que os comunistas de hoje não são como os de ontem, uma onda conservadora que invade tudo etc. De onde também um apelo, um tanto forçado, ao brio dos participantes, para que não esmoreçam, para que vão às ruas fazer manifestações, pressionar etc.
A terceira linha foi o reconhecimento praticamente unânime de que o pouco conseguido nestes últimos tempos se deveu à ação de eclesiásticos, que empenharam a fundo o prestígio da Igreja no processo de esquerdização do País, sobretudo forçando a aplicação das chamadas reformas de base, com destaque para a reforma agrária.
Por fim, a quarta e última linha é a que se refere ao futuro. O que esperam os participantes para o futuro? Curiosamente, eles parecem esperar pouco ou quase nada da atuação dos movimentos de esquerda. Sua confiança, reiteradamente, foi colocada no pontificado do Papa Francisco. Eles esperam que, sob a ação desse pontificado, a esquerda possa retomar ânimo, retomar fôlego e, sempre sob o impulso de eclesiásticos, conseguir impor suas metas ao Brasil.
Uma coisa é certa: não são seminários como esse que vão reativar o ânimo arrefecido das esquerdas ou conseguir dobrar as sadias resistências do povo brasileiro, especialmente dos católicos.
______________
1. É oportuno lembrar que na ocasião o mencionado documento foi cabalmente refutado pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em sua renomada obra Sou Católico. Posso ser contra a Reforma Agrária? Livro escrito em colaboração com o economista Carlos Patrício del Campo, São Paulo, Editora Vera Cruz – Fevereiro/1981, amplamente divulgado em todo o País.
2. Cfr. Um festival de marxismo, o Congresso das CEBs, in Catolicismo, nº 760, abril/2014.

Fonte: IPCO
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