COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Tese central da "lava jato" ainda não foi transformada em denúncia pelo MPF

Tese central da "lava jato" ainda não foi transformada em denúncia pelo MPF


A tese desenvolvida pelo Ministério Público Federal para acusar as empreiteiras na operação “lava jato” foi que elas formaram um cartel para fraudar licitações de obras da Petrobras e superfaturá-las. Para garantir o funcionamento desse esquema, corromperam executivos da estatal, que recebiam uma parte do dinheiro das obras. Outra parte ia para políticos, sob a forma de propina.
Mas até agora o centro dessa tese, levada a público inúmeras vezes pelos procuradores da força-tarefa da “lava jato”, não se tornou processo judicial. Passados mais de dois anos desde que as apurações foram tornadas públicas, e 33 fases de investigação depois, o MPF não ofereceu nenhuma denúncia por cartel nem fraude em licitação à Justiça. Todos os executivos foram denunciados por corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
No Judiciário, a parte mais importante da estratégia do MPF são as denúncias por lavagem. São elas que transformam a investigação de um esquema de corrupção numa investigação sobre crimes financeiros. E é o fato de os crimes serem financeiros que faz os casos sejam tocados e julgados pela 13ª Vara Federal Criminal, cujo titular é o juiz Sergio Fernando Moro, que conhece os meandros do caso pelo menos desde 2009, quando as apurações começaram.
Os crimes de cartel e fraude a licitação são apresentados como “crimes antecedentes” à lavagem de dinheiro, nos termos da Lei 12.683/2012. Essa norma alterou a Lei de Lavagem de Dinheiro, de 1998, para permitir que o branqueamento de capitais seja autônomo. Ou seja, ele prescinde da prova da existência de um crime anterior. Passaram a bastar apenas indícios.
E os crimes de cartel e fraude a licitação, que, segundo o MPF, são a origem do dinheiro ilícito que precisou ser lavado, até agora foram tratados como crimes antecedentes. Mas que ainda não foram descritos com os detalhes que deveriam, segundo advogados ouvidos pela revista Consultor Jurídico.
Estratégia
As denúncias contra as empreiteiras começaram a aparecer na segunda fase da “lava jato”, deflagrada ainda em 2014. Segundo o MPF, os executivos da OAS, Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE, Skanska, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, Setal, GDK e Galvão Engenharia se organizaram para praticar os crimes de cartel e fraude a licitações. E aí as denúncias são por lavagem, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
“Os demais crimes não estão ainda sendo imputados”, dizem as denúncias. Todas as acusações dessa fase têm uma nota de rodapé com a mesma redação: “Isso é feito com o objetivo de facilitar o trâmite desta ação inicial, que envolve réus presos, sem prejuízo do futuro oferecimento de nova acusação, específica para tais crimes”.
Segundo o advogado José Carlos Cal Garcia, que defende os executivos da OAS na “lava jato”, isso tem implicações diretas no direito de defesa. Em fevereiro deste ano, ele usou sua sustentação oral no Tribunal Regional Federal da 4ª Região para avisar os desembargadores que a estratégia do MPF de não denunciar pelos crimes antecedentes acarretou na prescrição de uma parte dos ilícitos imputados aos seus clientes.
“Há problemas com o cerceamento de defesa porque os acusados não poderão provar que os crimes não aconteceram, não poderão utilizar do pleno exercício da ampla defesa para dizer que são inocentes, que estes crimes não ocorreram”, disse o advogado, na ocasião.
À ConJur, Cal Garcia disse que o problema dessa movimentação do MPF é que os supostos crimes de fraude a licitação das principais obras investigadas pela “lava jato” estão prescrevendo. “Isso é importante. É o eixo central da ‘lava jato’ e eles estão deixando de denunciar os crimes centrais para se focar nos acessórios.”
A Refinaria Presidente Getúlio Vargas, que fica em Araucária, no Paraná, e é conhecida como Repar, é um exemplo disso. Os supostos crimes de fraude a licitação das três obras do empreendimento prescreveram em setembro de 2015.
Uma das obras foi tocada pela Camargo Corrêa, outra pela Mendes Junior e outra, pelo consórcio Compar, composto por OAS, Odebrecht e UTC. Essas empresas já não podem mais ser acusadas pelas fraudes.
Em frente
Procurado, o Ministério Público Federal no Paraná disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria o assunto. Mas até agora o juiz Sergio Fernando Moro tem concordado com a estratégia.
Na sentença que condenou os executivos da OAS por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na segunda fase da “lava jato”, por exemplo, ele disse: “Devido ao princípio da autonomia do crime de lavagem veiculado no artigo 2º, II, da Lei 9.613/98, o processo e o julgamento do crime de lavagem independem do processo e julgamento dos crimes antecedentes”.
Os crimes de cartel e fraude a licitação, afirmou, “não constituem objeto da denúncia”. São apontados apenas como origem do dinheiro usado para pagar propina a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de serviços da Petrobras, justificou Moro.
“Não é preciso, portanto, no processo pelo crime de lavagem identificar e provar, com todas as suas circunstâncias, o crime antecedente, pois ele não constitui objeto do processo por crime de lavagem”, sentenciou. “Basta provar que os valores envolvidos nas condutas de ocultação e dissimulação têm origem e natureza criminosa.”
A mesma justificativa, escrita da mesma forma, está em todas as condenações por corrupção, lavagem e organização criminosa escritas por Moro. Ele se apoia em um precedente do Superior Tribunal de Justiça no qual a 5ª Turma, em 2010, disse que não era preciso “a prova cabal do crime antecedente”, apenas a “demonstração de indícios suficientes da existência do crime”.
Autonomia do crime
Especialista em lavagem de dinheiro, o advogado André Callegari, que também trabalha na “lava jato”, é mais um a criticar a estratégia do Ministério Público. “Há uma confusão com a autonomia do crime de lavagem de dinheiro. Ele tem autonomia processual, ou seja, pode haver uma denúncia e uma ação penal só por lavagem. Mas isso não quer dizer que ele seja um crime autônomo. A lei de 2012, quando autorizou a apresentação de indícios de infrações penais, não dispensou a descrição do crime antecedente”, disse à ConJur.
De acordo com Callegari, ao denunciar por lavagem de dinheiro, o MP tem de dizer da onde esse dinheiro veio e para onde ele foi. “Não há a menor dúvida de que a acusação tem de dizer qual foi o crime que originou aquele valor que foi branqueado depois. Até porque o réu precisa se defender do que é narrado da denúncia, e não do tipo penal”, comenta Callegari, autor de livros sobre crimes financeiros.
A professora da Fundação Getulio Vargas Heloísa Estellita concorda com o colega. Especialista em crimes financeiros, ela afirma que, de fato, o parágrafo 1º do artigo 2º da Lei de Lavagem autoriza a denúncia por branqueamento de capitais mesmo que a punibilidade do crime antecedente esteja extinta.
Mas, argumenta, o fato de o crime antecedente prescrever não isenta a acusação de descrevê-lo e prová-lo na denúncia. "A lavagem é dos valores obtidos com a prática do crime antecedente, e isto implica dizer que a denúncia também de descrever o nexo econômico entre esses valores e a operação de ocultação ou dissimulação", explica.
"Como esses são requisitos para que uma conduta seja criminosa, é necessário que estejam bem descritos na denúncia e, ainda, que venham acompanhados de provas, ainda que indiciárias, que comprovem a justa causa para a ação penal. Depois, na fase de sentença, aí sim esses elementos têm de ser provados cabalmente, do contrário não pode haver condenação."
Autonomia da atuação
Depois que Cal Garcia fez sua sustentação, em fevereiro, a palavra foi passada ao procurador da República Carlos Augusto da Silva Cazarré, que atua na 8ª Turma. E falou que, embora discorde da obrigação de o MP propor a ação penal, “eventuais crimes antecedentes prescrevem”.
“Eventuais crimes antecedentes muitas vezes prescrevem”, disse em sua manifestação no julgamento “Então é possível que tenhamos denúncia por lavagem de dinheiro, por exemplo, sem que o crime antecedente esteja cabalmente demonstrado.”
Na opinião de Carlos Cazarré, as denúncias pelos crimes antecedentes não foram oferecidas em nome do princípio da autonomia do Ministério Público. Ele opõe a autonomia de seus colegas ao princípio da obrigatoriedade da propositura da ação penal pública pelo MP, seu titular constitucional.
“Tendo estudado muito sobre o assunto, não achei esse princípio expresso em nenhum lugar do ordenamento brasileiro, embora seja da nossa tradição”, disse, em sua manifestação no julgamento.
Ele afirma que esse princípio decorre de uma interpretação do artigo 24 do Código de Processo Penal, segundo o qual “nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do MP”. “Mas abstraindo isso”, diz Cazarré, “vamos tomar aquilo que é a tradição do nosso Direito”.
Notícia de crime
O professor de Direito Penal da PUC de Minas Gerais Leonardo Yarochewskydiscorda veementemente de Cazarré. “Não há uma regra dizendo que o MP tem que apurar os crimes antecedentes. Mas se apurou e já formou a convicção quanto à autoria e materialidade, tem de denunciar, sim. Não tem por que deixar para depois”, afirma.
Segundo Yarochewsky, o Ministério Público não pode adotar uma estratégia de deixar uma denúncia de crime para depois, quando o momento for conveniente. “O fato não pertence ao MP. Ele tem o poder para denunciar, mas no caso da ação penal pública, ele tem o dever de denunciar.”
Um especialista em lavagem de dinheiro ouvido pela ConJur, mas que não quis ser identificado, concorda. Segundo ele, que também atua na “lava jato”, por mais que os crimes antecedentes tenham prescrito, é preciso demonstrar a existência de um crime antecedente. E o que os procuradores da operação têm feito é não descrever, ou apresentar um resumo em notas de rodapé, para prometer a denúncia para depois.
“Isso beira a irresponsabilidade”, diz o especialista. “A obrigatoriedade da ação penal é para tudo, não só para o que eu consigo provar.” O professor Yarochewsky completa: “No Estado de Direito tem que prevalecer o direito, e não a vontade do Ministério Público”.
Cartel
Outro problema apontado como grave pelos advogados é a tese do cartel. Principalmente porque o cartel tem sido descrito pelo Ministério Público como uma organização criminosa, o que pode matar uma das acusações, caso a denúncia por cartel seja feita.
No site de divulgação da “lava jato”, os procuradores definem a participação das construtoras desta forma: “As empreiteiras se cartelizaram em um “clube” para substituir uma concorrência real por uma concorrência aparente. Os preços oferecidos à Petrobras eram calculados e ajustados em reuniões secretas nas quais se definia quem ganharia o contrato e qual seria o preço, inflado em benefício privado e em prejuízo dos cofres da estatal”.
Mas nas denúncias a descrição está assim: “[Os executivos] promoveram, constituíram e integraram, pessoalmente e por meio de terceiros, organização criminosa, associando-se entre si e com administradores das empreiteiras (...), de forma estruturalmente ordenada, de modo permanente e com divisão de tarefas, no objetivo de praticar todos os crimes descritos nesta denúncia e de obter, direta e indiretamente, vantagens ilícitas”.
O cartel e a fraude a licitação seriam os crimes por meio dos quais essa organização criminosa obteve as “vantagens ilícitas”. E a tese dos procuradores é a de que as empresas formaram esse grupo para fraudar licitações para superfaturar obras e inflacionar o mercado. Com isso, ficariam sozinhas no cadastro de empresas aptas a constar do cadastro de companhias autorizadas a participar de concorrências públicas da Petrobras.
A tese das empresas é que esse cartel nunca existiu. Segundo elas, o que acontecia é que eram estabelecidas preferências entre elas, já que as empreiteiras não tinham condições técnicas nem operacionais de tocar várias obras de refinarias ao mesmo tempo. Mas não havia combinação de preços, porque a Petrobras só abria suas estimativas depois que a licitação estava concluída, e para negociar com a vencedora.
As construtoras afirmam que não precisariam inflar o mercado para constar do cadastro da Petrobras, já que ele é composto pelas empresas que têm capacidade de tocar as obras, que seriam as integrantes do cartel.
Irrelevante
Em apelação apresentada ao TRF da 4ª Região contra sua condenação, Rogério Cunha de Oliveira, ex-diretor de petróleo e gás da Mendes Junior, reclama da sentença de Moro. Na peça, ele afirma que a sentença “empreende uma generalização desarrazoada” apenas para justificar uma premissa não comprovada de que as empresas se organizaram num cartel para prejudar a Petrobras.
Mas, diz a apelação: “Uma análise dos valores referidos na própria sentença não indica qualquer parâmetro objetivo que justifique tal interpretação”. O executivo é representado pelo advogado Ademar Rigueira Neto.
Como suporte à tese da formação de cartel, Moro afirma que havia limitações formais à participação de empresas de fora do “clube” das nove maiores empreiteiras do país. Essas limitações se resumem ao cadastro de companhias aptas a participar das concorrências, de acordo com critérios técnicos estabelecidos pela estatal.
Entretanto, na apelação, o executivo afirma que se trata de um fenômeno conhecido na doutrina como “paralelismo consciente”. É quando empresas se comportam de maneira parecida, inclusive praticando preços semelhantes, como forma de “resposta a estímulos econômicos do mercado”.
A apelação explica que esse fenômeno acontece quando o mercado, por suas peculiaridades, impõe muitas barreiras à entrada de novos concorrentes ou quando o número de participantes é naturalmente baixo.
O próprio cadastro da Petrobras seria essa barreira natural ao mercado. Outra seria o fato de a Petrobras deter o monopólio do mercado de petróleo e gás natural no Brasil e, consequentemente, controlar os preços. Para caracterizar o cartel, diz o recurso, seria necessário comprovar que, de fato, houve a combinação de preços entre companhias concorrentes.
Moro, no entanto, considerou essa argumentação, feitas a ele pelo advogado Ademar Rigueiro nas alegações finais, “irrelevante”. “Ainda que tivesse o domínio do mercado, resta claro que as principais empreiteiras e fornecedoras da Petrobras reuniram­se entre si e ajustaram fraudulentamente as licitações da Petrobras, prejudicando o mercado e a lisura dos certames”, escreveu na sentença.
*Notícia corrigida às 14h do dia 24/8.
Fonte: Congresso em Foco.

domingo, 5 de junho de 2016

ONDE ESTÁ A "MULHER HONRADA"? Denúncias esmagam a fama de DILMA!

Denúncias esmagam o frame petista de Dilma como “mulher honrada”


Em editorial do Globo, vemos que a narrativa petista de “Dilma como uma mulher honrada” fica tão deslocada quanto um padre na zona. Melhores momentos:
[Depois do colapso econômico], restou de patrimônio para Dilma a imagem de “mulher honrada”, como brada seu advogado no processo de impeachment, José Eduardo Cardozo. Mas este ativo também já havia sofrido arranhões.
Afinal, como a presidente do Conselho de Administração da Petrobras desde janeiro de 2003 não tomara conhecimento do bilionário esquema de superfaturamento de contratos com empreiteiras para financiar políticos de PT, PP e PMDB?A pergunta sempre pairou sobre Dilma, e agora, a partir da divulgação pelo Supremo da delação premiada do ex-diretor da estatal Nestor Cerveró, ela desaba de vez sobre a presidente afastada.Diretor da área internacional da empresa quando da compra mais que suspeita da refinaria de Pasadena, no Texas, pela estatal, Cerveró foi responsabilizado por Dilma, presidente da República, pelo mau negócio — prejuízo de US$ 792,3 milhões à estatal.
Na delação liberada pelo STF, ele é direto: Dilma tinha conhecimento de todos os detalhes da compra da refinaria. Negócio que gerou propinas, já comprovadas. […]
Cerveró admite que ela deveria saber que políticos recebiam dinheiro desviado da Petrobras. Ele não tem provas. Evidências, porém, não faltam, e há pelo menos um testemunho de que a presidente da República tentou obstruir a Justiça na Operação Lava-Jato.Segundo o senador Delcídio Amaral, a presidente tratou com ele da barganha na indicação de um ministro para o STJ, Marcelo Navarro, em troca da aceitação do pedido de habeas corpus do empreiteiro Marcelo Odebrecht.
Acrescente-se o telefonema grampeado pela Justiça em que Dilma e Lula tratam do termo de nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, a fim de protegê-lo da Lava-Jato com o foro privilegiado do STF. Outra obstrução.
A antiga imagem de Dilma sofre, também, com a revelação, pelo GLOBO, de que dinheiro do petrolão, portanto surrupiado da estatal, financiou gastos pessoais da presidente, como o deslocamento de São Paulo para Brasília do cabeleireiro Celso Kamura para atendê-la.
E fica ainda mais degradada depois de reportagem de “Época”, em que o lobista Benedito Oliveira Neto diz que Giles Azevedo, assessor próximo de Dilma, teria pagado dívida de campanha com dinheiro da Secretaria de Comunicação.
Quer dizer, se Dilma é “mulher honrada”, então a palavra desonra deve ser retirada do dicionário. Se isto tudo não manchou a “honra” de Dilma – como dizem os petistas -, então nada mais pode manchar a honra de ninguém.
Em tempo: o ex-presidente FHC tinha a mania de dizer que Dilma “é mulher honrada”. Depois disso tudo, o discurso de FHC é por si só desonrado.
FONTE: https://lucianoayan.com/2016/06/04/denuncias-esmagam-o-frame-petista-de-dilma-como-mulher-honrada/

sexta-feira, 20 de maio de 2016

BOMBA: A "Desmobilização" é UM GRANDE PERIGO! Dilma poderá voltar a Presidência daqui algumas semanas!

Não à desmobilização

Hoje, tudo o indica, é pouco provável uma votação abaixo de 54 votos na Câmara Alta, quando do julgamento final daqui a semanas. 
Assim, o normal, sem abalroamento, Michel Temer fica no cargo de presidente até 31 de dezembro de 2018. 
A dúvida, "pequena embora(?)", atinente ao desfecho do julgamento, impede a distensão no público.De qualquer maneira, ainda antes da presumível cassação do mandato de Dilma Rousseff, a desmobilização é grande perigo. Será maior com Temer presidente definitivo. Para mim, claro como água do pote: assim como a mobilização dos espíritos possibilitou enorme vitória, a desmobilização carrega no bojo a derrota.

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Presidente interino Michel Temer se reúne com ministros [Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil]
Em ambiente de esperança, começou o governo Michel Temer. O novo Chefe de Estado governa o Brasil até dezembro de 2018? No Senado, para o afastamento, sua equipe ganhou com 55 votos, bem acima dos, naquele momento, necessários 39. Mas só com um voto além do número indispensável para o impeachment no julgamento final. Com 53 votos favoráveis à cassação, Dilma volta ao Planalto.
Surgindo fato chocante, e a Lava Jato tem produzido eventos inesperados, renasceria a esperança petista.
Hoje, porém, tudo o indica, é pouco provável uma votação abaixo de 54 votos na Câmara Alta, quando do julgamento final daqui a semanas. Assim, o normal, sem abalroamento, Michel Temer fica no cargo de presidente até 31 de dezembro de 2018. A dúvida, pequena embora, atinente ao desfecho do julgamento, impede a distensão no público.
De qualquer maneira, ainda antes da presumível cassação do mandato de Dilma Rousseff, a desmobilização é grande perigo. Será maior com Temer presidente definitivo. Para mim, claro como água do pote: assim como a mobilização dos espíritos possibilitou enorme vitória, a desmobilização carrega no bojo a derrota.
O que entendemos por desmobilização? O termo na linguagem corrente evoca o retorno à vida civil dos soldados que voltam da guerra. Derrotados ou vencedores, recomeça para eles a vida anterior. O desmobilizado muda o foco das preocupações, os campos de batalha vão se tornando memória distante.
Como um todo, a esquerda está profundamente desmoralizada. Vai sofrer hemorragia em seus setores de simpatizantes e militantes de menor adesão. Contudo, o setor radicalizado, que de fato dirige miríades de organizações, não vai se desmobilizar. Só lhe importa o sofrimento popular, o desemprego, o desastre das políticas petistas na exata medida em que prejudica suas possibilidades de expansão. Esse segmento continua a sonhar com uma sociedade igualitária de homens necessariamente estiolados em suas potencialidades de ascensão. Sempre estará à espreita da primeira ocasião propícia para atacar e ganhar. Assim, continuará ativo o cerne ideológico enquistado no PT, universidades, Igreja, movimentos reivindicatórios, nas várias condições sociais. Terá pedras novas no caminho, entre as quais avulta o fim do financiamento público de suas publicações, via propaganda paga dos governos dirigidos por petistas, Caixa Econômica, Petrobrás, tanta coisa mais. Então, numerosas publicações orientadas por esse miolo encarniçado, lembro os blogues sujos, vão fechar. Convém lembrar, contudo, não serão poucos os que no núcleo duro da esquerda preferirão a situação nova à precedente, em que precisavam ser advogados dativos de um governo impopular e falido.
Em outubro de 2014, Dilma Rousseff venceu com margem apertada (51,64% a 48,36%). Contudo, a vitória eleitoral soou como estridente derrota moral, pois Aécio Neves ganhou com maiorias folgadas no Brasil que pensa, trabalha e produz mais ativamente. E este Brasil mais ativo, informado e inconformado, moralmente vitorioso, reagiu rijo ao longo dos últimos meses. Os atentados graves contra a lei de Responsabilidade Fiscal dormiriam em gavetas empoeiradas do Congresso e do Executivo, caso inexistisse a candente rejeição popular desta faixa do público.
Falei em reação rija e em rejeição candente. O maior perigo no horizonte é tal faixa, decisiva para o Brasil, ficar gelatinosa e morna. Por quê? Por uma real ilusão de ótica política: o sumiço do inimigo poderoso que a ameaçava.
Em meados de 2007, estimulado por empresários conhecidos e algumas celebridades, teve grande e passageira repercussão o movimento Cansei. Com claro caráter antilulista, exprimia a convicção de que o Brasil, horrorizado com o mensalão, denunciado em junho de 2005, estava cansado do governo petista e queria coisa nova. Exprimia insatisfação popular real, mas teve reflexo eleitoral discutível. Por exemplo, depois de sua atuação, Dilma Rousseff obteve dois mandatos.
Estamos em meados de maio. Daqui a três meses, em 16 de agosto começa a propaganda eleitoral. Em 2 de outubro, teremos eleições para vereadores e prefeitos. Podem ser decisivas, especialmente como símbolo, para o Brasil do futuro. Com campanhas desfocadas com facilidade teremos um mundaréu de eleitos terrivelmente decepcionantes. Dois especialistas celebrados poderiam nos ajudar a entender melhor as próximas eleições. James Carville, marqueteiro de Bill Clinton em 1992, criou (repetida com variações) a frase it’s economy, stupid (é a economia, estúpido) para indicar que o eleitor, na hora do voto, em geral tem em vista o que considera seu interesse econômico mais próximo. Tempos depois, Barrington Moore, analisando as manifestações dos últimos anos, com base naquela frase, criou uma outra: it’s morality, stupid (é a moralidade, estúpida). Ficou famosa igualmente. As manifestações têm sobretudo razões morais como motor (contra a corrupção, a maior delas). Então, apenas em parte os resultados eleitorais refletem a exasperação popular nelas observada. Se acontecer algo assim em outubro próximo, não será fenômeno novo.
Por que lembrei isso? Contribuição para uma análise objetiva da presente situação, pode ser vacina contra o abatimento de alguns, e assim estimulo à permanência do ativismo. Despertos e espertos, a presente alegria não desembocará daqui a algum tempo na amargura, fruto da despreocupação e inércia. Nada de desmobilização.
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FONTE:  http://ipco.org.br/ipco/49354-2/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedipco+%28IPCO+-+Instituto+Plinio+Corr%C3%AAa+de+Oliveira%29#.Vz8Y4ZErLDc


sábado, 26 de março de 2016

PF acha relatório com ataques à Lava Jato na casa de executivo da Odebrecht

PF acha relatório com ataques à Lava Jato na casa de executivo da Odebrecht

Segundo o texto, o governo, os políticos e os partidos foram a "origem" e o "objetivo central" do esquema de corrupção que se instalou na Petrobras.

 postado em 25/03/2016 19:55 / atualizado em 25/03/2016 19:58
Entre os documentos apreendidos na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio, a Polícia Federal encontrou um relatório no qual são feitas críticas à linha de investigação da força-tarefa da Operação Lava Jato. Segundo o texto, o Ministério Público Federal está equivocado em atribuir às construtoras a organização do cartel para fraudar contratos com a Petrobras, e aponta o governo, os políticos e os partidos como "origem" e "objetivo central" do esquema de corrupção que se instalou na estatal.
LEIA O RESTANTE AQUIhttp://linkis.com/www.em.com.br/app/no/LHktS
VEJAM OS DOCUMENTOS, CELULARES, RELATORIOS, ETC, APREENDIDOS PELA PF:

É INACREDITÁVEL A "POÇA DE LAMA" QUE ESSES +200 POLÍTICOS SE METERAM JUNTAMENTE COM VÁRIAS CONSTRUTORAS.

sábado, 1 de agosto de 2015

PETROBRAS, JORNAL O GLOBO E REVISTA VEJA: NÃO CHAMEM UM HOMEM HONESTO DE CORRUPTO“. Clique e assine.

O juiz federal, professor e escritor William Douglas, que escreveu em coautoria com Rubens Teixeira o best seller “As 25 Leis Bíblicas do Sucesso”  e a sua continuação, o livro “Sociedade Com Deus, publicou texto  em sua página do Facebook que está dando muita repercussão.
No artigo, o escritor, apresentando-se como cidadão brasileiro, cobra, de forma dura, esclarecimentos a Petrobras acerca da forma obscura em que destituiu Rubens Teixeira do cargo de Diretor Financeiro e Administrativo da Transpetro, colocando em seu lugar Fernando Kamache, um ex-diretor da Refinaria de Passadena, aquela que foi comprada quando Dilma Rousseff era presidente do Conselho de Administração da Petrobras e a deixou em situação complicada politicamente. A seguir, estranhamente, vazaram informações internas de uma auditoria que alega que alguns diretores e gerentes tinham bandeiras vermelhas em seus nomes. Diante disto, Rubens Teixeira notificou o presidente da Petrobras e o diretor de governança para que venham a público dizer qualquer coisa que tenham descoberto a seu respeito. E, a Petrobras estranhamente se cala e nada diz.
>>> Campanha no AVAAZ “PETROBRAS, JORNAL O GLOBO E REVISTA VEJA: NÃO CHAMEM UM HOMEM HONESTO DE CORRUPTO“. 
Rubens Teixeira que foi diretor financeiro e administrativo da Petrobras Transporte por sete anos não responde a qualquer processo e pretende ir ao Judiciário para que o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e o diretor de governança, João Adalberto Elek Junior, venham a público explicar o que sabem a seu respeito.
Inclusive foi criada uma Petição na AVAAZ – que já foi assinada por intelectuais, juízes e personalidades –  com o fim de que sejam identificados no Brasil os verdadeiros corruptos e que não se lance lama em cima de pessoas corretas.
Leia abaixo o texto de William Douglas, intitulado “Não chame homem honesto de corrupto (uma lição para quem faz assassinato de reputações)”, em que critica duramente a forma obscura e o silêncio da direção da Petrobras.
NÃO CHAME HOMEM HONESTO DE CORRUPTO
(uma lição para quem faz assassinato de reputações)
“Queridos,
Vou falar sobre a corrupção no Sistema Petrobras e sobre honradez.
Fui advogado aos 21 anos, Delegado de Polícia aos 23, e, em seguida, Defensor Público, Juiz e Professor. Acreditem: eu conheço bastante os meandros da maldade. Não bastasse tudo isso, frequento desde favelas até as altas rodas. Da favela, mudaram o nome, mas não a realidade; nas altas rodas, tirando a possibilidade de ser preso, nada mudou.
Veiculo aqui uma lição aos corruptos e aos irresponsáveis, aos que falam mal dos outros sem ter o curial e básico cuidado de não falar besteiras.
Eis a lição: se tem algo que não se deve fazer é chamar um homem honesto de corrupto.
Se você chamar um corrupto de corrupto ele vai negar, reclamar, dizer um monte de coisas por si ou por seu advogado, mas garanto: não vai insistir nas reclamações. No fundo, ele não quer ser investigado e por isso se cala. Sabe-se que aquele que tem culpa no cartório não vai além da protocolar arguição de inocência, de dar alguma desculpa e ficar quieto torcendo para que o escândalo seguinte tire o foco de cima dele. E, como não faltam escândalos no Brasil, tudo fica por isso mesmo. Por ser assim, num país cheio de corruptos, as pessoas estão acostumadas a ofender a esmo e sem qualquer responsabilidade. Mas, repito, não faça isso com um homem honesto.
Quem não se vende não vai ficar quieto se for ofendido, não vai querer que a coisa esfrie até passar tudo a limpo. Não, quem não vende contratos ou a coisa pública é diferente do corrupto. Este tem tudo, menos a honra; já o honesto tem uma casa menor, um carro menos luxuoso, viaja menos e não bebe o melhor do vinho que a França produz. O vinho caro do homem honesto é seu travesseiro, é sua consciência em paz, é poder olhar seus filhos sem ter vergonha do que fez no mandato passado. Isto é tudo que resta ao homem de bem. E, por incrível que pareça, e para alívio de um país cansado e desanimado, eis a notícia: servir e ter honra, sem se vender, é o que basta para alguns homens públicos.
Então, não tire do honesto seu bem mais precioso: sua honra. E honra é algo difícil de ser compreendido por aqueles que abriram mão dela em prol de algo vil, seja o metal, seja o poder. Ou o melhor vinho da França.
Sou amigo de Rubens Teixeira. Confiava em sua honestidade por mil motivos diferentes, mas nunca auditei sua vida. Só fiz as checagens possíveis antes de elegê-lo como meu coautor, e ele se saiu bem em todas. Sempre o vi dedicado à Transpetro, e quando vi seu relatório de atividades, percebi o quanto é competente e o quanto melhorou todos os índices de produtividade e qualidade da companhia.
Um dos meus orgulhos como seu amigo era ver que enquanto a Petrobras afundava em denúncias concretas de superfaturamento, a Transpetro seguia incólume. Muito mal, na época das eleições, vazamentos de uma auditoria errada deram o que parte da imprensa gosta: acusações, mesmo que sem provas e sem ouvir o outro lado. Ou seja, qualquer pessoa que compare as duas empresas verá que alguma coisa boa acontecia na Transpetro. Enfim, sempre tive muito orgulho de ver sua dedicação, seus resultados e, em especial, a inexistência de acusações sobre sua pessoa. E ele faz por merecer esse nome limpo. Não é um acidente.
Então, foi com grande surpresa que vimos, ao ser substituído do cargo de Diretor Financeiro da Transpetro, dizerem que era porque havia “suspeitas”, que era porque havia “bandeiras vermelhas”. Eles poderiam substituir o Rubens sem dizer nada, o cargo é demissível ad nutum, algo simples de ser feito. Mas não, era preciso passar a imagem de que alguma limpeza estava sendo feita, ou de que todos são corruptos, ou sei lá o quê, mas o fato é que tinham que denegrir a imagem de quem sai. O problema é que estamos diante de um homem probo: lançaram lama sobre quem usa trajes decentes. Isso não, isso não se pode aceitar. Não.
Desde a primeira hora, a população, acostumada a tanta corrupção, achou que era só mais um dentre tantos casos. A imprensa, fazendo mal seu papel, não ouviu o Rubens. Os que o acusaram não se preocuparam, eu suponho, já que, como se diz, “a manchete do jornal de hoje embala o peixe amanhã” e porque é bem difícil alguém insistir em apuração de denúncias. O problema é que quando se cospe em gente de bem, em gente que optou por não se vender, por não enriquecer às custas do povo, por não financiar campanha política (claro, sempre cobrando sua parte), a vítima das acusações vai querer que a verdade apareça.
Anoto que a imprensa costuma chamar o Rubens de “pastor da Assembleia de Deus”. Isto é modalidade de perseguição e intolerância, é apedrejamento por outra via. Qual a razão de a imprensa rotular o homem pela sua fé (como se isso o desabonasse) em vez de reconhecer seu invejável currículo? Por que não dizem que é Engenheiro Civil, que tem mestrado em energia /engenharia nuclear pelo IME, que é Bacharel em Direito, que tem Doutorado em Economia pela UFF, que tem obras publicadas, e, inclusive, prêmios por seu doutorado? Por que não mencionam que foi aprovado nos concursos para a AMAN, IME, EEAR, Oficial do Corpo de Bombeiros do RJ, TCU e Analista do Banco Central do Brasil?
Que vergonha, imprensa, que vergonha! Sempre defendi e defenderei a liberdade de imprensa, mas me entristece quando vejo que esquecem que se a liberdade da imprensa é importante, a responsabilidade com a verdade também o é.
Voltemos, porém, às dicas para quem quer assassinar reputações ou quer sustentar que “todo mundo faz”: informo com alegria que nem todo mundo faz, e não chame homem honesto de corrupto. Ele não vai se calar.
Pois bem, o fato é que já estamos há 90 dias da substituição do Rubens Teixeira. As notícias, algumas no Ministério Público do Trabalho, é que até a cárcere privado submeteram funcionários da Transpetro. Tudo para tentar achar alguma falcatrua, alguma sujeira, algum “por fora”, alguma coisa desse naipe. Mas, curiosamente, nada foi achado. Imagino que frustração deve ser para um quem acusa saber que, ao contrário do que se disse, não houve nada fraudulento. “Como é que pode ser isso?”, deve pensar. Mas e se for dito, de de forma leviana, que alguém é “suspeito”? Quem disse, vendo que errou, deve pedir desculpas, não? É o mais ético a fazer.
Pois bem, o Rubens Teixeira está há três meses, em sucessão de e-mails e notificações diretas e, agora, por cartório, insistentemente pedindo uma mesma e única coisa: “Digam por que vocês disseram que têm suspeitas contra mim, digam por que falaram em meu nome com ‘bandeiras vermelhas!’”
A insistência do Rubens é a dos homens honestos, é a dos homens que nada têm a temer, que nada devem. Para muitos, em um país onde pululam sem-vergonhas, essa pergunta é de um “louco” ou de um “chato”. Para um país envergonhado por tanta corrupção, essa pergunta é um alento. Se existiam “bandeiras vermelhas” e “suspeitas” sobre o bom nome do Rubens, por que não vieram a público?
Se depois de três meses de pesquisa, e, tenham certeza, de esmeradas pesquisas, algo se achou, porque não contam? Seria ótimo para a sociedade saber qual foi a suspeita, qual foi a falcatrua. E, claro, isso mostraria que a demissão motivada “por suspeitas” não foi feita com irresponsabilidade ou má-fé. Sim, não há outra possibilidade: ou você sabe que a pessoa é corrupta e a demite, ou não sabe, ou não tem provas, e nunca deveria ter acusado levianamente uma pessoa de bem. Aliás, nem aos corruptos se pode acusar levianamente. A única diferença é que os honestos reclamam bastante.
Pois bem, eu respondo usando minha experiência de 30 anos lidando com o Direito e com o serviço público: se estão quietos é porque nada foi achado. O problema é que o silêncio de quem acusou levianamente não limpa a mácula. O certo, o digno, o probo, o ético, o decente seria emitir uma nota pública, indicando as suspeitas ou declarando que nada se achou.
Se as suspeitas são mostradas, o acusado pode se defender; se o acusador admite que errou, o dano ainda existe mas se reduz drasticamente. Mas não, parece que o Sistema Petrobras não está interessado em ser ético aqui, e isso só pode ser feito agora de dois modos: ou mostra a suspeita ou oficialmente retira a pecha de suspeito.
Como eu gostaria de que algumas pessoas agissem como o Rubens. Eu gostaria muito de que todos os que participaram da compra de Pasadena, de Premium I e II, de Abreu Lima e do Comperj fizessem como o Rubens, que pede investigações, que quer saber qual é a acusação, que se coloca à disposição da imprensa para responder a toda e qualquer pergunta. Lamento também a imprensa cala, que parece que só quer ouvir quem tem medo de falar.
O Brasil merece e precisa saber que há homens públicos que não levam dinheiro e que, quando acusados de suspeitos, ficam meses insistindo para saber qual é, afinal de contas, a acusação. Nunca chamem um homem honesto de corrupto.
Aos que falam que Rubens é pastor, e é, mas não falam do seu currículo invejável, vale ler a Bíblia, a quem ele imputa seu sucesso profissional. A leitura de Provérbios 28:1 será bem útil: “Os maus fogem, mesmo quando ninguém os persegue, mas o homem honesto é valente como um leão”.
Há, no país, pessoas entrando com habeas corpus preventivo e dizendo temer serem presos. Não sei se é o caso, mas me lembra o verso. E há pessoas valentes, que não aceitam que tirem sua honra, porque a preservam e valorizam. Tire tudo do homem honesto; tire o cargo, tire a oportunidade de servir, mas jamais tire do homem honesto sua honra e dignidade. Se fizer isso, tenha uma certeza: ele não vai ficar quieto até que mostrem o que têm contra ele, ou peçam desculpas. Se em algum momento você achar que o Rubens está sendo “chato” ou “insistindo demais nesse assunto”, é porque a epidemia de pusilânimes e ladrões está prejudicando sua avaliação. Um homem honesto leva essas coisas à exaustão.
O Rubens (e eu, como seu amigo e cidadão) não vai parar enquanto o Conselho de Administração da Transpetro não revelar as tais “suspeitas” ou declarar publicamente que, mesmo após a demissão e três meses de esforços, nada tem contra ele. Espero que o presidente da Petrobras, que preside o Conselho de Administração da Transpetro, venha a público dizer quais são as suspeitas que mencionou ao demitir Rubens, ou se achou alguma após três meses de auditoria. Se não tiver, que diga que não acharam nada.
Rubens não tem a força política dos que levianamente o acusaram, nem conta com uma imprensa leal ao contraditório, que só se agrada de falar de corruptos e que parece não gostar de publicar sobre os homens de bem. Mas Rubens tem três coisas: um, insiste em que a verdade venha à tona; dois, é um homem bem perseverante; três, como pastor e cristão (qualidades tão regularmente citadas pela imprensa), também conta com a justiça divina, da qual habeas corpus algum haverá de livrar os que agirem mal.
Se Rubens Teixeira precisar ir para a Justiça dos homens para repor a verdade, sem problema, homens honestos não têm medo da Justiça. Ao contrário, é justamente a lei quem prevê a reposição da honra, as indenizações civis e as merecidíssimas reprimendas penais para os que levianamente desrespeitam a honra e a dignidade alheias.
William Douglas, na qualidade de cidadão.
 Fonte: Gospel Mais

terça-feira, 14 de julho de 2015

SAIBA PORQUÊ É TÃO IMPORTANTE QUE O POVO VÁ ÀS RUAS DIA 16 DE AGOSTO DE 2015 !

       Porque é tão importante que o povo vá às ruas



Com o desenrolar da Operação Lava-Jato, as sextas-feiras já se tornaram dias de apreensões para a quadrilha no Poder e esperanças renovadas para a população, que não vê o momento de Dilma, e o PT, caírem do trono.

No entanto, apesar das denúncias colhidas em 18 delações premiadas, acusações gravíssimas ouvidas na CPI da Petrobras, e outros tantos descalabros com que somos diariamente brindados, Dilma permanece no governo, fingindo que alguém acredita em alguma palavra que ela diz, enquanto a população é chamada a pagar pelo ajuste fiscal, espremida pela inflação galopante e os juros escorchantes.

Se a política brasileira tivesse um mínimo de coerência, Dilma e o PT já seriam passado há uns bons meses, porém, face ao aparelhamento de muitas instituições de controle, leniência de uma oposição cambaleante e o fisiologismo e falta de comprometimento com o bem comum de todo o Congresso Nacional, eles permanecem dando as cartas, enquanto a Nação sangra num buraco aparentemente sem fundo.

Com os acontecimentos recentes, já existem no mínimo três caminhos abertos, fáceis e possivelmente rápidos para apear Dilma: 1) Julgamento das pedaladas no TCU; 2) Processo de impeachment por crime de responsabilidade na Câmara; e 3) Processo de cassação da chapa Dilma/Temer no TSE, movido pelo PSDB logo após o segundo turno. Como veremos, no entanto, cada um deles esbarra em entraves criados pelos políticos.

O julgamento das pedaladas, na verdade, será realizado pelo Senado, e não pelo TCU, pois este é um órgão de assessoria do Senado. Não tem competência para julgar e condenar ninguém. Assim, esse caminho esbarra nos interesses escusos do presidente do Senado, Renan Calheiros, e nos de todos os senadores.

A cassação da chapa Dilma/Temer nas eleições de 2014 poderá ser decretada em julgamento do TSE. Caso ocorresse, o TSE teria autonomia para empossar o segundo colocado, Aécio Neves, ou convocar novas eleições, nas quais até mesmo Lula poderia disputar.

Com a popularidade do PT e de Lula em patamares ofídicos, indicando que ele perderia até para o Tiririca, e com a presidência do TSE nas mãos do advogado do PT Antônio Dias Tofolli, o que o TSE pode fazer é alegar um congestionamento de processos a julgar, decorrentes das últimas eleições, e colocar o de Dilma no final da fila, o que o remeteria para, talvez, 2019.

Já a aceitação de um processo de impeachment pela Câmara esbarra em um personagem normalmente muito discreto: Michel Temer!

Após a eventual aceitação do processo pela Câmara, o Senado passa a ter até 180 dias para julgá-lo, mas Dilma é afastada imediatamente e Temer assume.

Esse é o problema: TEMER ASSUME!

Toda a enorme crise pela qual o país passa é decorrente, principalmente, da falta de credibilidade do governo. Assim, ao assumir, Temer poderá buscar um pacto de conciliação com os demais partidos, à exceção do PT, para recuperar a governabilidade. Imediatamente todos os indicadores passariam a apontar para cima. É lógico que a inflação não zeraria na hora, mas seria bem mais fácil controlá-la. O desemprego também não voltaria aos patamares de antes da noite para o dia, mas certamente o novo afluxo de investimentos que o país receberia se incumbiria de amenizar paulatinamente seus índices. Com a inflação domada, os juros poderiam começar a refluir, ou seja, o país voltaria a andar fazendo uso do enorme potencial que possui.

Para a população seria o ideal, mas não para os nossos políticos! Eduardo Cunha tem pretensões de, um dia, sentar-se na cadeira hoje de Dilma. Aécio Neves julga que, se houver uma nova eleição agora, ele é imbatível, e Renan Calheiros não se afina bem com Temer. Este, no entanto, no cenário que acabamos de descrever, chegaria em 2018 como o Salvador da Pátria, e quem teria cacife político para impedir a sua reeleição? Exatamente o que Aécio, Cunha e Renan menos desejam!

Dá pra se notar que, na verdade, a saída de Dilma é um desejo exclusivamente da população, e de nenhum político? Além dos já citados, existem dezenas de outros deputados e senadores cientes de que, com a caída de Dilma e do PT, as investigações da Lava-Jato ganharão celeridade e profundidade, o que certamente os atingiria rapidamente.

Analise com calma e seriedade essas premissas, e julgue por si próprio se é ou não importante que o povo faça gigantescas manifestações de rua exigindo a saída de Dilma e a moralização política do país.
Você acredita que, sem a pressão popular em massa, o Congresso, o TCU, o TSE, ou qualquer um com poder, fará algo que contrarie seus próprios interesses imediatos em prol dos da Nação? Se acredita, pode ficar em casa sossegado e sem se preocupar. Daqui a pouco a inflação lhe trará preocupações suficientes.

Por essas razões é que temos insistido na absoluta necessidade da união do povo em torno das manifestações organizadas para o próximo dia 16 de agosto. Se não houver a adesão de milhões de pessoas, nosso país estará nas mãos imundas de nossa política podre.

Mesmo que, no dia 16 de agosto, Dilma já tenha saído do Planalto, a manifestação será necessária da mesma forma, para que os políticos sintam que o povo os está observando e os julgando, pois só assim começarão a dar atenção às necessidades do país, e não a seus próprios interesses escusos.

E, para que se juntem milhões de pessoas, é necessário que cada uma, individualmente, faça a sua parte, portanto não transfira para outros as suas responsabilidades. Assuma sua posição de cidadão brasileiro, e empenhe a força de sua presença para protestar contra esse quadro lastimável a que fomos conduzidos.

OK! Você não pode, ou não deseja mesmo, ir às ruas defender seus direitos. Pelo menos se no programa das manifestações tivesse, além dos discursos chatos de um monte de pessoas indignadas com as aberrações políticas do país, também um show de Roberto Carlos, ou até mesmo uma apresentação do palhaço Tiririca, talvez você se dispusesse a ir, né?
Não haverá nenhum show, que não o da cidadania sendo exercida, mas mesmo que você não se disponha a gastar seu tempo nas ruas, que tal, pelo menos, estender uma bandeira do Brasil na janela de sua casa, de seu escritório ou até mesmo de seu carro no dia 16 de agosto? Dê uma força àqueles que estarão lá nas ruas lutando pelos seus (seus mesmo, de você mesmo) direitos!


LEIA MAIS:

Os próximos Passos

Melhorando o Congresso

A unificação dos protestos

Só o Congresso Fará Mudanças

Carta Aberta ao PSDB

O Clamor é Contra Corrupção?

Renúncia é Gesto de Grandeza

Desperdício de Biografia

As Raízes do PT Apodrecem

Dilma, a Salvação do Brasil

FONTE: http://brasildecente.com.br/povo.php


Adaptação feita pela ADHT.

sábado, 11 de julho de 2015

A NOTÍCIA TÃO ESPERADA: LULA - O 'XEQUE' JÁ FOI DADO MAS AINDA NÃO É O 'MATE'!


O “XEQUE” JÁ FOI DADO, MAS AINDA NÃO É O “MATE”: AINDA É POSSÍVEL ROCAR E FICAR PROVISORIAMENTE “BLINDADO”.

O grande ‘enxadrista’ Sérgio Moro é considerado o maior jogador de xadrez do mundo de todos os tempos! Portanto...
 Sera que agora vai?


Agua sanitaria dos descaminhos do Lula, Ze Dirceu, Dilma, Okamoto, etc..

Fonte : Email de Amauri Sant'Ana

terça-feira, 9 de junho de 2015

Magno Malta diz que Parada do Orgulho Gay ‘passou dos limites’


Magno Malta diz que Parada do Orgulho Gay ‘passou dos limites’

Senador criticou protesto da atriz Viviany Beleboni, de 26 anos, transexual e espírita, que desfilou presa a uma cruz encenando o sofrimento de Jesus Cristo. Mas, em cima da cruz, havia uma frase de protesto: ‘basta de homofobia LGBT’

O senador Magno Malta (PR-ES) disse, em discurso nesta segunda-feira (8), que a Marcha do Orgulho Gay, realizada no domingo, em várias cidades do país, “passou dos limites e semeou a intolerância e o desrespeito à liberdade religiosa”, ferindo princípios constitucionais e o Código Penal.

Durante a manifestação de domingo, a atriz Viviany Beleboni, de 26 anos, transexual e espírita, desfilou presa a uma cruz encenando o sofrimento de Jesus Cristo. Mas, em cima da cruz, havia uma frase de protesto. “Basta de homofobia LGBT”. Magno Malta ficou revoltado com a cena e relatou que houve também escárnio a imagens de Nossa Senhora.

Diante disso, Magno Malta decidiu pedir ao Ministério Público Federal que entre na Justiça, com uma queixa-crime ou peça a abertura de inquérito contra os organizadores do evento que contou, inclusive, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e da Petrobras.

“Esse país é cristão. E agora, aqui, eu falo em nome de milhões de cristãos brasileiros, cristãos católicos, espíritas, evangélicos do país inteiro, cobrando uma posição em nome deles . Há uma revolta generalizada com essa atitude nefasta, inescrupulosa e reprovável.Vocês passaram do limite. Não é assim que se faz”, disse o senador.

“Eles passaram do limite, porque tem um Governo que os respalda. Essa barbaridade, financiada com dinheiro da tão combalida Petrobras, da nossa Petrobras que se encontra na forca, combalida, sem forças para se levantar, mas que ainda tem dinheiro para patrocinar uma barbaridade como essa”, ressaltou o Senador.

Magno Malta disse que, nos últimos dias, participou da “Marcha para Jesus” em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, movimento pacífico e ordeiro em defesa da família tradicional, do Brasil e do fim da corrupção.

“Se, nesses eventos, a bandeira do movimento gay tivesse sido queimada ou se tivesse havido patrocínio da Caixa ou da Petrobras, certamente seria um escândalo”, disse o senador.

Com informações da Agência Senado
Saiba mais sobre a homofobia


domingo, 24 de maio de 2015

JANENE MORREU, MAS PASSA BEM, SEGUNDO O “DECLARANTE” YOUSSEF

Não é difícil lembrar de algum escândalo do qual José Janene, deputado do PP morto em 2010, tenha figurado entre os envolvidos. Difícil é lembrar algum projeto do então deputado que tenha servido ao leitor.

Em vida, Janene era uma espécie de Forrest Gump de Brasília. Esteve em todas as confusões de seu tempo – por uma questão de timing os acordos sobre capitanias hereditárias não passaram por seu gabinete.

O deputado é peça-chave das investigações em curso sobre os desvios na Petrobras, onde seu partido, o mesmo de Paulo Maluf, tinha sua própria capitania. Só não apareceu algemado porque, por sorte, morreu antes. Ou não.

Em sessão aberta da CPI da Petrobras, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), presidente da comissão, levantou a hipótese de que o ex-colega esteja vivo. Janene morreu (ao menos oficialmente) de ataque cardíaco e seu caixão, segundo Motta, foi lacrado para o velório. Como ninguém viu o corpo, ganhou força, na CPI, a hipótese de que Janene havia simulado a própria morte para viver em paz na América Central.

REALISMO FANTÁSTICO

A história da exumação do corpo, definiu meu amigo Felipe Corazza, é o Brasil dando troco na Argentina de Jorge Luís Borges e seu realismo fantástico. Nosso Quincas Berro D’Água, personagem de Jorge Amado que morreu duas vezes antes de ser enterrado, não faria frente à imaginação do autor de Ficções. Nem a investigadores ou investigados da CPI.

Esteja onde estiver, o morto (ou vivo) não pode defender. Se ressurgir, será a maior homenagem a outro gênio do surrealismo latino: Roberto Bolaños – o pai do Chaves, não o chileno. Entrará para a história como o deputado que preferiu morrer do que perder a (boa) vida.

Vivo ou morto, o jornalismo local tem a chance de fazer frente à dura concorrência do Sensacionalista, o site de noticias absurdas inspirados no absurdo da vida real. Difícil seria escolher um título. “O morto segue morto”. Ou “Morreu, mas passa bem”.

Nota do blog Tribuna da Internet - Com a divulgação do atestado de óbito de Janene pelo blog O Antagonista, a coisa se complica. No atestado, quem aparece declarando a morte do ex-deputado é justamente o doleiro Alberto Youssef, e não é preciso dizer mais nada. Exumação, já! (C.N.)

Yahoo / Tribuna da Internet

Fonte: http://linkis.com/blogspot.com/6cd7Q

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