COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
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domingo, 14 de janeiro de 2018

Direitos gays: Ed René Kivitz versus Silas Malafaia - Quem você acha mais coerente com a Bíblia?

Direitos gays: Ed René Kivitz versus Silas Malafaia


Direitos gays: Ed René Kivitz versus Silas Malafaia

Teologia da Missão Integral versus conservadorismo evangélico

Julio Severo
Em audiência na Câmara dos Deputados na quinta-feira (25 de junho de 2015) para tratar do Estatuto da Família, o Pr. Silas Malafaiadestacou que família e casamento é apenas homem e mulher.
Silas Malafaia detonando os direitos gays
Ele também frisou que enquanto a Constituição só reconhecer essa noção de família, os ativistas homossexuais não terão base, nas minhas palavras, para exigir a desfiguração da família tradicional a fim de inventar uma família encabeçada por uma dupla de marmanjos depravados. Tal desfiguração é um componente essencial dos chamados “direitos gays.”
Referindo-se aos que se apoiam em Karl Marx para exigir tais direitos, Malafaia disse: “Por acaso Marx vale mais do que Jesus? A ideologia de Marx está no buraco e a de Jesus está em vento em popa.”
Para contra-atacar a presença e fala pró-família de Malafaia na Câmara dos Deputados, Carta Capital, uma das maiores mídias esquerdistas do Brasil, entrevistou vários pastores evangélicos da Teologia da Missão Integral (TMI).
Na entrevista, o Pr. Carlos Bezerra, que é líder do PSDB em São Paulo, disse que a ótica da bancada evangélica não é a ótica de Jesus. Ora, Bezerra já declarou publicamente que Leonardo Boff, um dos maiores promotores da Teologia da Libertação, é “um cara que me inspira há anos com o que escreve e prega.” Boff vê Jesus Cristo apenas como um office-boy da agenda marxista. Como Bezerra ousa dizer o que é a ótica de Jesus quando a ótica dele é a ótica de Boff e da TMI?
Bezerra deixou claro que ele não aceita que a bancada evangélica chame de ação cristã, presumivelmente, a ação de barrar os “direitos gays.” Concordo que às vezes a bancada evangélica erra. No ano passado, a Lei da Palmada, que pune pais que seguem a orientação da Bíblia sobre disciplina física dos filhos, foi aprovada com a ajuda dessa bancada, embora Marco Feliciano tenha se posicionado contra esse erro. Mas a bancada evangélica não erra quando tenta impedir o totalitarismo homossexual.
Outro entrevistado por Carta Capital, Levi Correa, faz parte da Igreja Batista da Água Branca do Kivitz. Levi disse sobre a Frente Parlamentar Evangélica: “A frente mais horrorosa que este país já teve.” Mas ele não estava se referindo ao papel horroroso da frente aprovando a Lei da Palmada. Ele se referia às ações da frente para impedir o avanço do totalitarismo homossexual.
Outra evangélica progressista entrevistada por Carta Capital atacou diretamente, dizendo que “o movimento conservador dita regras de forma impositiva.” Sobre o movimento homossexual, que dita regras e impõe uma agenda destrutiva para o Brasil, suas famílias e crianças, a evangélica progressista nada disse.
Defensor dos direitos gays
Outro entrevistado de destaque de Carta Capital foi o Pr. Ed René Kivitz, que disse: “Aquele que é detentor de um mandato eletivo não está lá para impor sobre a sociedade e sobre os cidadãos as suas crenças particulares, os seus interesses de grupo ou defender o seu segmento de sociedade que o colocou lá.”
Tudo o que Kivitz disse cai como uma luva em Jean Wyllys e outros políticos determinados a impor a agenda homossexual na sociedade. Entretanto, Carta Capital não o entrevistou para atacar a agenda gay, mas para atacar os líderes evangélicos que estão denunciando essa agenda.
Afinal, de que lado Kivitz está?
A resposta vem da BBC de Londres, que recentemente também entrevistou Kivitz, numa reportagem já com título de provocação aos evangélicos conservadores: “Tom ‘bélico’ de alguns líderes evangélicos cria clima propício à intolerância, diz pastor.”
A matéria da BBC reconheceu que Kivitz é um líder da Teologia da Missão Integral e também “a favor dos direitos LGBTs, por entender ‘que são cidadãos, independentemente da minha concordância com a orientação sexual ou a identidade de gênero que eles têm.’”
O que são direitos gays? Não é direito de viver, trabalhar, se sustentar e ter lazer. Como todo brasileiros, quem pratica o homossexualismo já tem esses direitos básicos garantidos.
Direitos gays é “casamento” gay, adoção de crianças por duplas gays, a proibição médica e bíblica de condenação ao estilo de vida homossexual, etc.
Para Kivitz, que declarou publicamente para a BBC que é a favor desses direitos, todos os cidadãos que escolheram as práticas homossexuais têm direito ao “casamento” gay, adoção de crianças por duplas gays, a proibição médica e bíblica de condenação ao estilo de vida homossexual, etc.
Basicamente, a opinião de Kivitz, que nunca criticou Jean Wyllys, é: O ativista homossexual que é detentor de um mandato eletivo está lá para impor sobre a sociedade e sobre os cidadãos as suas crenças particulares, os seus interesses de grupo ou defender o seu segmento de sociedade que o colocou lá.
Para os evangélicos, a história é outra: O evangélico que é detentor de um mandato eletivo não está lá para impor sobre a sociedade e sobre os cidadãos a agenda pró-família, as suas crenças particulares, os seus interesses de grupo ou defender o seu segmento de sociedade que o colocou lá.
Tenho certeza de que a Carta Capital e todo o seu público esquerdista aplaudiram de pé Kivitz e outros líderes da TMI que disseram exatamente o que Marx e seus seguidores diriam contra os evangélicos conservadores.
Na guerra cultural atual, cada vez que um evangélico tiver oportunidade de expressar uma opinião conservadora num grande espaço público, a mídia esquerdista escolheu como estratégia de contra-ataque dar vez e voz para líderes evangélicos da TMI.
Os sinais são muito fortes de que essa estratégia já está sendo implementada.
Em sua reportagem sobre a recente parada gay de São Paulo, o jornal Folha de S. Paulo destacou um pastor da TMI que foi ao evento homossexual para prestar solidariedade com uma campanha intitulada “Jesus Cura a Homofobia.” Danilo Fernandes, do tabloide Genizah e igualmente um defensor da TMI, foi um dos citados na matéria.
Prepare-se: Carta Capital, Folha de S. Paulo e outras grandes mídias esquerdistas estão agora usando evangélicos da TMI para tentar neutralizar a voz conservadora pró-família dos evangélicos.
Os seguidores de Jesus Cristo não têm a ótica de Karl Marx nem da TMI. Eles não pregam “direitos gays.” Eles pregam o Evangelho verdadeiro, que revela que Jesus salva, cura e liberta, inclusive do pecado homossexual.
Leitura recomendada:

domingo, 22 de maio de 2016

ASSISTA: "Lula, O RABO DA JARARACA, está totalmente frustrado, medo de ser preso, "Eu vi tudo ruir".

PRESTE ATENÇÃO...O TEMPO TODO NESTE VÍDEO, É MOSTRADA UMA FRASE DE LAVAGEM CEREBRAL :
"BRASIL, AGENDA PARA UM GOLPE"


O ex-presidente Luiz Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira(19), em entrevista a jornalistas estrangeiros que o dia do afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República foi o "dia da indignação" para ele, marcado também por um sentimento de derrota e frustração. "Eu vi aquilo ruir, desmoronar". 


OUÇA ATENTAMENTE O QUE LULA FALA DOS 10min EM DIANTE:"O perigo de Lula convencer senadores que votaram pelo IMPEACHMENT". 

LULA MENTE AO CONFIRMAR QUE TEMER CANCELOU O PROGRAMA "MINHA CASA, MINHA VIDA". ELE NÃO CANCELOU NENHUM DOS PROGRAMAS SOCIAIS. ISTO É MUITO GRAVE!


LULA INSTIGA O POVO QUE OUVIR ESTA PALESTRA A SE COLOCAR CONTRA O GOVERNO DO PRESIDENTE TEMER...DE APENAS UMA SEMANA. É POSSÍVEL ISSO?


AOS 25MIN LULA DIZ QUE TODO PETISTA QUE COMETEU ERRO DEVE PAGAR PELO QUE FEZ: "TODOS OS QUE ESTÃO PRESOS....SÃO AMIGOS DELE, E AÍ?

https://youtu.be/XOaUWZB5kAc


LULA, CARA DE PAU, AFIRMA NO FINAL DA ENTREVISTA QUE O POVO BRASILEIRO ESTÁ CONTRA TEMER....MENTIRA PURA.....A GRANDE MAIORIA ESTÁ CONTRA DILMA E QUER O BRASIL LIVRE DELA, DE LULA, DO PT E DE TODOS OS COMUNISTAS.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Sérgio Reis sobre a Câmara: “É assustador”; leia a íntegra da entrevista

Sérgio Reis sobre a Câmara: “É assustador”; leia a íntegra da entrevista

Em sua estreia como deputado, cantor reclama de falta de educação e respeito entre os colegas. Sem papas na língua, diz que não abre mão do impeachment de Dilma e que não cederá a pressões de seu partido, o governista PRB. “Se tiver medo de falar, largo e vou cantar”
POR EDSON SARDINHA E FÁBIO GÓIS | 12/02/2015 10:40 
Douglas Gomes/PRB
O cantor em seu juramento de posse como deputado. "Nem todos são assim, mas o povo não quer saber. É deputado federal, é Câmara? Não presta. Só tem ladrão."
Na entrevista a seguir, o cantor e deputado estreante Sérgio Reis (PRB-SP) defende o impeachment da presidenta Dilma por causa das denúncias de corrupção na Petrobras e critica o Bolsa Família, que, segundo ele, estimula a “vagabundagem”. Eleitor declarado de Aécio Neves (PSDB) na disputa presidencial, embora seu partido tenha apoiado a reeleição da petista e ocupe o Ministério do Esporte, ele poupa o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) de responsabilidade na crise hídrica em São Paulo.
“Assustado” com o que viu em suas duas primeiras semanas na Câmara, diz que vai falar aos colegas em seu primeiro discurso que eles são vistos como “ratos” pela população. Sem papas na língua, o músico também dispara contra o “sertanejo universitário”. “Mas um dia eles se formam e vão embora”, brinca. “De 5 mil duplas, 4.900 não valem nada. É a cultura do povo”, resigna-se. Veja a íntegra da entrevista de Sérgio Reis ao Congresso em Foco:
Congresso em Foco – Quais são suas primeiras impressões na chegada à Câmara?
Sérgio Reis – É um pouco assustador. É muita gente falando junto. Acho isso uma baita falta de respeito, cada um tem o direito de falar. Quer conversar? Vem aqui no boteco. É preciso ficar prestando uma maldita atenção nesse microfone, porque não se consegue ouvir ninguém falar. Às vezes, o deputado está falando uma coisa importante, e os caras estão ali na frente conversando, rindo, dando tapa nas costas. Isso pra mim não vale, não gosto disso. Não acho justo. Acho isso errado. Eu venho aqui para trabalhar, para fazer projetos, para ver o que o outro está fazendo, se é bom aprovar ou não aprovar. Enfim, é muita distância da verdade, porque se eu venho à Mesa falar de projetos, os caras não estão nem aí. Não sabem se o projeto é bom ou se é ruim, nem ouvem. Acho isso uma baita falta de educação.
O dia da posse foi a primeira vez que o senhor veio à Câmara?
Primeira vez. E digo a você que é bom, não é ruim… Os projetos e as discussões são interessantes. Mas é muito misturado. É partido daqui, partido de lá, um que briga de lá, outro briga de cá. Aí o partido pequeno acha ruim, porque não pôde votar… Democracia nenhuma. Como eu digo, não tem democracia neste país. Por exemplo, na campanha política, não pude falar na televisão, porque eu era candidato do PRB, e nós tínhamos um tempo mínimo para falar – acho que eram dez ou 20 segundos. Nós deixamos tudo para o Celso Russomano falar. Eu mesmo tenho parentes que nem sabiam que eu era candidato. Mesmo assim, tive 45 mil votos, e o Celso Russomano foi para mais de 1,5 milhão de votos, e trouxe mais oito [deputados] com ele. Isso não precisa acontecer – tem democracia? O PT fala dez minutos, PMDB fala dez, PRB, dez. Enfim, todos, inclusive os partidos pequenos, têm de falar o mesmo tempo. Aí eu falo que é uma democracia. Fora isso, não acredito.
Como o senhor pretende alterar essa ordem de coisas, aprovar seus projetos e se impor como parlamentar?
Bom… Pelo que estou vendo aqui, vai ser difícil. Está difícil a coisa…
Mas o senhor, como parlamentar legitimamente eleito, tem os mesmos direitos que o presidente da Câmara, por exemplo…
Eu sei, tudo bem… Mas eu entro com um projeto, e ele tem que ir pra lá, tem que voltar… Estamos agora votando o negócio da grana a que a gente tem direito, de R$ 14 ou R$ 15 milhões [emendas individuais do orçamento impositivo]. Pode ser que o governo dê, pode ser que não dê. Acho que isso tem de ser obrigatório, porque eu vim aqui para cuidar de saúde e, se o governo não me dá [a verba], eu vim fazer o quê aqui? Aí vou ficar ouvindo: “Você foi lá e não fez nada”. Não! Eu fiz, o governo é que não deixa fazer; a oposição é que não deixa fazer. Isso está errado.
Como o senhor vê essa guerra entre governo e oposição? Como o senhor se posiciona nesse tiroteio?
Política é isso. Cria certos dilemas, como vocês viram aí, com o problema da Petrobras. Quanto dinheiro – isso está sendo apresentado aí – foi para campanhas do PT? É uma coisa desnivelada. Tem candidato que não tem dinheiro nem para pegar uma condução. Cortaram o show dos artistas nos comícios, porque dava muito gasto. E aí eles entram na Petrobras, pegam o querem lá e fazem a campanha. Isso não está certo.
Embora seja de um partido aliado, o senhor assinou a nova CPI da Petrobras…
Assinei o pedido da CPI.
Por ter assinado, o senhor recebeu algum tipo de reclamação por parte de seu partido?
Não, não teve. Até porque, se reclamar, eu pego as minhas trouxas e vou embora. Eu não vim aqui para mexer com partido, vim para defender meu povo. Tenho 55 anos de carreira e de caráter. Eu não vou me misturar nesses acordos, que não me interessam. Não vou e acabou. Não é possível que peguem esses bilhões da gente, dinheiro meu, teu… Não adianta por a Graça Foster e outros para fora [da Petrobras], trocar o presidente, e daí? Eu quero saber cadê o dinheiro! Quero saber se eles vão para a cadeia, porque alguém roubou. Não fui eu. Isso não pode ficar assim. Tem de ter CPI e pegar pesado. Isso é o que vamos fazer.
Além da saúde, o senhor também disse que defenderá a causa dos aposentados…
Outro problema. Vixe! Os aposentados…
O senhor vai combater questões como fator previdenciário, que reduz benefícios? O que o senhor fará nesse sentido?
Não conseguem derrubar. O governo não deixa. Não sei… Temos de fazer um mutirão. Pegar e aposentar esse povo. Porque justamente quando a pessoa fica velha, sem forças para trabalhar, ela fica doente, e não tem dinheiro para comprar nem um remédio. Isso é um crime que o governo está fazendo com os aposentados. Se eu fosse depender da minha aposentadoria, porque eu tenho dois salários, eu não compraria os remédios que tomo. Graças a Deus eu sou o Sérgio Reis, canto, ganho o meu dinheiro. Mas… pôxa, pelo amor de Deus! Tem gente que não tem dinheiro. O Fernando Haddad [prefeito de São Paulo] pôs lá bolsa para homossexuais. Legal, muitos deles necessitam. É a vida deles, não tenho preconceito. Mas e o que vai ser dos outros? Dos que moram debaixo da ponte? Têm de dar bolsa para eles. Tem gente que não tem dinheiro para pegar ônibus e procurar emprego. Não sai da periferia porque não tem dinheiro para ir e voltar. O país precisa modificar isso.
De que maneira o senhor pretende conciliar com o mandato com a carreira artística?
Quinta-feira a gente encerra os trabalhos aqui. Brasília tem avião para todo lado. Sexta, sábado e domingo está muito bom. Faço uma média de dez a 12 shows por mês, e pretendo continuar com essa média. Nesta época, não tem muito show. Mas depois a coisa pega. A gente chega morto, mas chega. O sacrifício tem de haver. Se quisesse moleza, eu ficava em casa cantando para os passarinhos. Mas tem de separar bem as coisas, não pode misturar.
Seu público vai ver com bons olhos sua participação na política?
Ninguém queria que eu entrasse nessa. Meus filhos não votaram em mim. Preciso falar mais alguma coisa? Diziam: não tem de ir pra lá, tem de cuidar da sua carreira. Mas quero dar um troco para esse povo que me aguenta há 55 anos e meu deu tudo o que tenho. Por que não posso sacrificar quatro anos da minha vida? Como cidadão brasileiro, vendo todas essas falcatruas que esse povo faz, vim para saber como é que é. Estou aprendendo, sou novinho aqui ainda. Estou há duas semanas. Tenho quatro anos pela frente. Aí vou tomar noção real de como é isso aqui. Quando entrar com projeto, e não tenho pressa pra isso, vou saber como a coisa vai funcionar.
Como será seu primeiro discurso?
Vou falar que precisa moralizar esta Casa, que é uma vergonha o que ouvi. Diziam: “Sérgio Reis, continua puritano, não vai no meio daqueles ratos”. Vocês são chamados de ratos e bandidos, tudo quanto é nome. Não pode generalizar, nem todos são assim, mas o povo não quer saber. É deputado federal, é Câmara? Não presta. Só tem ladrão. Por que dizem isso?Veem que está todo mundo roubando e ninguém toma providência, ninguém vai para a cadeia. Vai para a cadeia o cara que é laranja, o que fez a desgraça está aí solto ou em prisão domiciliar. Não somos tontos. Ou vamos botar todo mundo nariz vermelho de palhaço. Em 15 de março a coisa vai ficar feia com a manifestação pelo impeachment. Mas tem de ter.
Tem de ter a manifestação ou o impeachment?
Tem de ter o impeachment, não podemos mais ficar assim. Tem de ter impeachment e dar satisfação sobre o que fizeram com o dinheiro. Esse pessoal está quebrando o Brasil. Esse povo não é dono do país. Este país é do povo que trabalha.
Mas o senhor acha que há elementos para o impeachment? Até lideranças da oposição dizem que ainda não há…
O que você acha? Um dia uma repórter me perguntou se eu era a favor do aborto. Perguntei a ela se ficasse grávida de um estupro teria o filho do bandido ou abortaria. Ela ficou muda. Você vai tirar. Tem de tirar.  Aquele caso de criança com problema de anencefalia, aí é questão de pai ou mãe resolver.  A mulher estuprada fica um drama, tem o medo de ter Aids, é uma loucura, um trauma para o resto da vida. Tem de pegar esses caras e capar para começar. Não tem de ter moleza. A lei aqui é muito branda. Nos Estados Unidos, um moleque de 14 anos vai para a prisão perpétua. Aqui ele vai matando todo mundo, ninguém fala nada.
O senhor é a favor da redução da maioridade penal?
É a primeira coisa que tem de ser feita.O senhor pretende propor alguma coisa nesse sentido?
Estou esperando pra ver pra onde vai o barco.
No caso do impeachment há indícios de que Dilma tinha conhecimento ou participação nas irregularidades? O governo diz que não tem…
Ela foi presidente do conselho da Petrobras. Se ela não sabe de nada, se o Lula não sabe de nada, que mudem de emprego. São incompetentes. Se você não controla sua casa, muda, vai pra outra.
O governo alega que isso seria um golpe. O senhor concorda?
Não sei. Se tiver impeachment, não é culpa do povo. Eles que criaram a situação. O PT que criou essa situação delicada para o Brasil. Não queremos bagunça no país, não queremos tirar a presidente, mas queremos paz. Do jeito que está, não conseguimos. O país está assustado. Os nossos deputados estão assustados. Todos dizem que este ano vai ser duro por causa desses acontecimentos financeiros. É uma coisa pesada. O impeachment é pesado. Estão querendo fazer no dia 15 de março um levante nacional. Tenho medo de virar violência. Isso vira guerra, não é bom.
O senhor não teme ser repreendido pelo PRB por causa dessa sua posição? O partido participa do governo.
Não sei. Não tenho problema algum. Se vierem, resolvo. Se eu tiver medo de falar as coisas, largo e vou cantar. Cada um tem sua posição. A gente deve obediência ao partido, ao líder e aos companheiros, mas alguns têm suas opiniões. Não tem problema.
As denúncias de irregularidade da Petrobras vêm ainda de governos anteriores, inclusive Fernando Henrique Cardoso (PSDB)…
Se formos prender todo corrupto que roubou este país, vão ter de esvaziar o plenário e os palácios. Vai tudo pra cadeia. O povo sabe disso, por isso não aguenta mais e quer o impeachment.
O senhor votou na Dilma?
Não, mas sou amigo dela, conheço o irmão dela, o Igor, que mora em Minas. Lula foi sempre meu fã. Tem todos os meus discos, me recebe muito bem. É um amigo, mas misturar amizade com trabalho não dá certo. Você não pode se juntar a uma pessoa só por ser amigo dela. Se ele está errado, tem de aguentar o peso.
O Brasil de hoje não é melhor do que o do início de sua carreira?
Pior. Antigamente não tinha essa roubalheira.
Mas não era porque não havia tanta investigação, mecanismos de controle e fiscalização?
Ninguém no mundo roubou tanto quanto esses caras da Petrobras. É o maior rombo do planeta. Preciso falar mais alguma coisa?
Em quem o senhor votou para presidente?
Votei no Aécio Neves nos dois turnos. Conheço o Aécio. Fiz duas campanhas para ele no governo de Minas Gerais. É um político por natureza, pelo tio, pelo pai e pelo avô. É jovem. Naturalmente, viria com boas intenções. Mas não conseguiu ganhar. Todos têm direito de competir. Nesse travamento, Dilma ganhou. Ela vai exercer o seu mandato. Mas, se vier o impeachment, este país vai virar do avesso. Não é só tirar a Dilma de lá, tem de esclarecer tudo o que foi feito.
O eventual impeachment abriria caminho para o PMDB…
Não importa se é o PMDB, o PV, que vai chegar ao poder. Tem de chegar gente decente. Tem de parar com esse negócio de partido. Partido é chato, é ruim. Todo mundo quer mandar, quer pegar pra si. Vamos votar pra presidente em quem não tem partido nenhum. Isso é democracia. Nos Estados Unidos tem de sair atrás do povo para votar porque ninguém é obrigado a votar. Faz isso aqui, não vai ninguém. Ninguém aguenta mais essa política.
Como surgiu a ideia de ir para o PRB?
Sou amigo do Celso Russomanno, porque somos da televisão. Ele me convidou para sair a deputado federal: “Vamos juntos. Vamos criar uma força boa, fazer o partido crescer”.
O senhor já era filiado?
Aí me filiei ao PRB. Nunca fui filiado a nada, só à minha mulher, que é bonita.
O PRB é ligado a Igreja Universal do Reino de Deus. O senhor tem alguma ligação com a igreja?
Edir Macedo, que é o líder da Universal, proibiu qualquer pastor, em qualquer templo deles, de falar de política, de pedir voto para candidato. É proibido pastor falar de política em culto. Achei isso de muita decência e coerência. Se nós ganhamos os votos, foi à custa do nosso trabalho e da nossa imagem.  Não tivemos ajuda de igreja alguma. Se tivéssemos, seria covardia.
Como o senhor está vendo a crise hídrica em São Paulo? Qual a responsabilidade do governador Geraldo Alckmin na falta d’água?
O problema da água é um caos. O governo falhou, é lógico. Não é culpa do governador, mas de quem ele botou neste setor para trabalhar. “Botei você na Sabesp e você não vê isso? Sou o Alckmin, tenho que estar no Palácio [dos Bandeirantes] cuidando de muitas coisas.” Agora sobra tudo para o governador? Como ele vai controlar isso tudo? Pode ter um pouco de culpa, porque não fiscalizou. Tem de fiscalizar a pessoa que botou lá. Agora aguenta. Vai fazer poço artesiano, mas vai demorar. Para ficar bem das pernas, se chover muito, São Paulo vai precisar de quatro ou cinco anos.
O senhor aprova a gestão dele mesmo assim?
Sou amigo do Alckmin, em alguns setores ele é excelente. Faço parte do Hospital do Câncer de Barretos (SP). O SUS manda dinheiro, só que a gente atende 4 mil pessoas todo dia, gente do Brasil todo. A saúde é um caos no Brasil, uma tristeza absoluta. Tem pessoas doentes que vêm de Rondônia até Barretos, após três dias de viagem. Reformamos uma ala do hospital, temos carreta, trio-elétrico, que atende mulheres com Papanicolau, mamógrafo, exames preventivos.
Aposentados e saúde são suas prioridades no Congresso. E na parte cultural, o que tem de mudar?
Tem de começar desde criancinha. Tem de ter professores que ensinem não só o básico. O Lula fez uma lei que obriga a passarem o aluno, que não pode repetir. Um filho do meu caseiro não sabe escrever o nome e está na quarta série. No meu tempo, se o aluno repetia, tinha de repetir mesmo.
O que o senhor acha da Lei Rouanet?
A Lei Rouanet só poderia ser aprovada para grandes espetáculos, teatro, balé, escolas.  Show, que o artista faz um na vida e outro na morte, é difícil. Mas primeiro temos de começar lá atrás. Noventa por cento das empresas não têm a documentação perfeita. São tantos impostos que, se não der um tapa nesses impostos, a empresa quebra. A culpa é do governo. São raras as empresas que pagam direitinho o imposto e podem aderir à Lei Rouanet. É uma minoria. O pessoal de teatro reclama muito que não tem verba e trabalha demais. Depende de dez patrocinadores, um dá hotel, outro restaurante. É muito difícil fazer cultura no país. Temos de aprender muito.
A música que o senhor representa está desvirtuada hoje em dia, com o chamado sertanejo universitário?
Mas um dia eles se formam e vão embora (risos).
Mas eles podem fazer pós-graduação…
Fazem, mas só uns dois ou três sabem cantar. De 5 mil duplas, 4.900 não valem nada. É a cultura do povo. A cultura do Rio gosta do funk. A Anita é bonitinha cantando. Está ganhando dinheiro. Que bom, é gente pobre do Rio que aprende a cantar e se destaca. Se chegassem para o Sérgio Reis e dissessem que tinham uma musica pra eu gravar – “Ai se eu te pego” –, eu ia dizer: vai pra lá! Agora o menino está na Europa cantando e ganhando em euro.
Esse som incomoda o senhor?
Nada! Ouço, porque preciso saber o que está acontecendo. De algumas eu gosto, de outras não. O artista mais famoso e conhecido deste país chama-se Amado Batista, ninguém é tão conhecido quanto ele, nem Roberto Carlos. As pessoas compram. Tanto que ele tem 26 mil vacas hoje no pasto. Está pobre? Trabalha muito. Esses dias levou uma pedrada na casa. Foi fazer três, quatro shows num dia, não deu certo. Liguei pra ele pra saber como estava. Uma pessoa maravilhosa, com aquela voz limitadinha dele. Mas ele tem o cheiro e o gosto do povo. Lembra do Reginaldo Rossi? Era terrível, uma vez ele foi ao Jô Soares, e quebrou ele. Não deixou o Jô falar. Era professor universitário de física. São artistas que a gente não pode discutir o valor. Pode não ter tanto valor para nós, mas para quem tem menos cultura, está acostumado com aquele som, é um prato cheio.
O senhor chegou a dizer, antes de tomar posse, que abriria mão de benefícios na Câmara, como o aluguel de carro e contratação de motorista. O senhor recusou o benefício?
Por mim, traria meus carros blindados pra cá. Mas é mais fácil ter o carro daqui com o motorista daqui, que conhece a cidade. Brasília é pequena, mas pra quem não conhece é grande. Vou morar em apart-hotel, se fosse morar em apartamento funcional, teria de contratar empregada, cozinheira. Minha esposa está aqui, mas vai continuar em São Paulo.
O senhor ficou decepcionado com o que encontrou no Congresso?
Esperava mais calma, mas aqui não dá pra ter clama. Um está falando, o outro grita. Vieram aqui para guerrear, brigar, não sabem esperar a vez.
O senhor vai ser sempre fiel nas votações à orientação do seu partido?
Sempre que for uma coisa coerente, que o partido não queira, vou junto com o partido. No caso do impeachment não abro mão. Morreu aí.
O senhor participará de alguma manifestação?
Não. É coisa pra jovem, pra quem não tem que fazer na vida. Vai ter manifestação dia 15 de março em todas as cidades, nas capitais. Se isso acontecer, se prepare.
Na legislatura passada, alguns parlamentares “celebridades” se sobressaíram, como Romário, Jean Wyllys e Tiririca. Nessa condição, o senhor se sente obrigado a se destacar?
Tem de corresponder. Fazer uma coisa boa para o povo. Estou cantando de cantar para as Apaes e Santas Casas, que estão quebrando. O dinheiro das emendas vou destinar R$ 2 milhões ou R$ 3 milhões para o Hospital do Câncer em Barretos. Em Mariporã, onde moro, o prefeito é médico. La não tem hospital. Dei uma carona para uma senhora que estava levando a neta com 40 graus de febre porque não tinha médico no posto de saúde. Perguntei por que não levou a sua neta para a prefeitura e pôs em cima da mesa dele e disse: se ela morrer, eu te mato. Ele vai acordar para a vida. Eu falei pra ele que estava agindo errado, falei pra ele largar a prefeitura de manhã, vem às 7h da manhã para o posto de saúde. Depois do almoço vai para a prefeitura. Vai esquecer do povo? Primeiro, a medicina, a saúde do seu povo, depois você vai cuidar da prefeitura. Ele disse que iria. A gente tem de ter braço forte. Isso é no Brasil inteiro. Ninguém conhece o Brasil como eu. Só nunca fui a Fernando de Noronha. Conheço 800 municípios só de Minas Gerais. Alguns já fui dez vezes. Conheço mais que o Aécio Neves. Sempre vem gente pedir coisa.
O senhor enfrentou problemas de saúde, recentemente…
Operei o cérebro correu tudo bem. Tive um AVC indo para Belo Horizonte. Ano retrasado caí do palco em Três Marias, Minas, trinquei nove vértebras, quebrei oito costelas, perfurei o pulmão direito, trinquei o ombro direito e luxei o joelho esquerdo. Noventa dias em casa sentado, não dava para sentar. Dormia no sofá. Foi muito triste. Mas graças a Deus já estou trabalhando. É muito triste ir a uma cidade e ver as pessoas empobrecendo e morrendo porque não tem hospital. Tem hospitais que não têm tomografia. Tem de levar o cara para fazer exame em outra cidade, e ele morre no caminho. Estão sendo tratados como cachorros. Não adianta Lula e Dilma falarem que fizeram isso ou aquilo na saúde. Fizeram muito pouco.
Mas o Bolsa Família, por exemplo, não é um benefício que ajuda milhões de famílias a terem algum dinheiro em casa?
Um amigo meu fechou uma fabrica de sandálias tipo Havaianas porque ninguém mais queria trabalhar. Se eu trabalhar, perco a bolsa. Um outro amigo, no Ceará, disse que teve dificuldade louca pra registrar uma senhora que trabalhava no mercado dele. Ela não queria ser registrada pra não perder o Bolsa Família. Isso virou vagabundagem terrível.
Mas não ajuda os mais pobres?
Ajuda o quê? Meu amigo tinha mais de 60 funcionários. Teve de fechar a empresa. Muitos dos funcionários que perderam o emprego não tinham o Bolsa Família.
Fonte: Congresso em Foco

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ESSA EU QUERO VER: "Rachel Scheherazade entrevistará presidente Dilma Rousseff no SBT"

Crítica ferrenha do PT,  Rachel Scheherazade entrevistará presidente Dilma Rousseff no SBT

Publicado por Tiago Chagas em 20 de agosto de 2014 

Crítica ferrenha do PT, Rachel Scheherazade entrevistará presidente Dilma Rousseff no SBT A jornalista Rachel Scheherazade, conhecida como uma das maiores críticas da estratégia de governo do PT, entrevistará a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff.

Evangélica, a apresentadora do SBT Brasil foi alvo de intensas críticas de partidos e movimentos de esquerda meses atrás, quando expressou opiniões consideradas “de direita” no editorial que ela mantinha no telejornal.

No episódio, o SBT teria sido ameaçado por integrantes do PT de perder as verbas publicitárias que o governo destina às emissoras de TV. Na ocasião, Scheherazade recebeu férias e saiu dos holofotes, para depois voltar à bancada do telejornal.

Agora, às vésperas da eleição presidencial, a jornalista estará à frente das entrevistas que o SBT promoverá entre os dias 15 e 19 de setembro no SBT Brasil, aos moldes do que a Globo fez no Jornal Nacional.

Segundo o portal iG, essa será a primeira vez que a jornalista Rachel Scheherazade se encontrará 
pessoalmente com a presidente Dilma Rousseff. “Nas redes sociais, Rachel não poupa críticas à presidente e costuma divulgar links de notícias que mostram o atual cenário econômico do Brasil, além de denúncias de corrupção. 

Dilma, por sua vez, é a representante maior do governo, que teria ameaçado cortar as verbas de publicidade do SBT caso Sheherazade não deixasse de emitir suas opiniões na bancada do telejornal”, escreveu o jornalista Arthur Vivaqua.

Além da rodada de entrevistas, o SBT promoverá também dois debates com os presidenciáveis. O primeiro acontecerá no próximo dia 1º de setembro e será mediado pelo jornalista Carlos 

O segundo debate com os presidenciáveis acontecerá no dia 22 de outubro, quando Nascimento voltará a mediar o encontro entre os presidenciáveis que estiverem na disputa do segundo turno das eleições.

Além do SBT, outras emissoras também promoverão debates, como a Band – que tradicionalmente apresenta o primeiro encontro entre os presidenciáveis – a Globo, a Record e a RedeTV!

Fonte: GospelMais

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pr. Dr. Rubens Teixeira é entrevistado pela BBC de Londres:" Com a modernização do Brasil, o espiritualismo africano luta para sobreviver"


https://audioboo.fm/boos/1772622-as-brazil-modernizes-african-spiritualism-struggles-to-survive

O Brasil permanece um país Católico opressivo, mas a igreja tem perdido terreno nos anos recentes para o movimento evangélico. O levante dos evangelistas apresenta um desafio para outro grupos de fé tambem, particularmente para os praticantes de religiões Afro-Brasileiras, tais como o Candomblé e Umbanda. Primeira transmissão da Rádio 4 no domingo, em 3 de dezembro de 2013.

TRADUÇÃO DA FALA DA RÁDIO BBC DE LONDRES, ONDE O PR. RUBENS TEIXEIRA PARTICIPA:

Com a modernização do Brasil, o espiritualismo africano luta para sobreviver.

O Brasil continua a ser um país de maioria católica, mas a igreja perdeu terreno nos últimos anos para o movimento evangélico. A ascensão dos evangelistas apresenta um desafio para outros grupos religiosos também, especialmente os praticantes de religiões afro-brasileiras, como o Candomblé e a Umbanda.

A Primeira transmissão da rádio BBC foi no dia 3 de Dezembro de 2013.

Jornalista: O Brasil possui o maior número de católicos do mundo, mas recentemente, a Igreja tem perdido fiéis para o movimento evangélico, particularmente entre os pobres. Religiões de descendência africana, como Candomblé e Umbanda, que praticam a espiritualidade de ancestrais africanos, estão também em declínio. Isso é o resultado natural da modernização do país ou da discriminação das igrejas evangélicas? Essa luta pela sobrevivência foi registrada em entrevistas no Rio de Janeiro.
Em uma tarde de sábado, observei crianças jogando futebol na rua. Ao redor, notei pessoas em mesas de bar bebendo cerveja. Eu estava uma comunidade pobre, comandada por traficantes de drogas que se intitulam evangélicos, e que repudiam alguns adeptos do Candomblé, também moradores do local.
Depoimento de uma moradora do local: “Comprei um terreno para uma finalidade, mas não pude concluir a construção de um templo, pois o presidente da Associação me disse que eu não poderia fazê-lo, pois os traficantes que comandam a comunidade não permitiriam. Eles se intitulam ‘Soldados de Jesus’.”

Jornalista: O que fez você decidir vender o terreno?
Moradora: “Quando cheguei lá dentro [da comunidade] e fui conversar [negociar], um dos traficantes, que estava armado, começou a suar. Eu senti medo e decidi vender o terreno. Eu não tenho estrutura para aguentar isso.”

Jornalista: Eu fui a um templo de Umbanda. Umbanda é uma religião brasileira espírita de origem africana, que tem elementos de catolicismo, baseada em ancestrais africanos. Os adeptos utilizam roupas características, “figurinos”, que representam Santos Católicos e outras que representam espíritos ancestrais. Eles usam branco, vermelho e preto para caracterizar os espíritos dos ancestrais.

Flávia: “Meu nome é Flávia Costa”.
Jornalista: Quando você decidiu seguir a Umbanda?

Flávia: “Eu decidi há 6 anos. Eu tive alguns problemas espirituais e eu encontrei ajuda e conforto aqui.”
Jornalista: Flávia é uma professora de Inglês. Ela me disse que se sentia incapaz de compartilhar suas crenças.

Flávia: “As pessoas aqui, principalmente as que seguem religiões protestantes, não aceitam a minha religião. Eles dizem que é coisa do diabo e que nós temos um pacto com o diabo, que somos pessoas demoníacas, que temos corações negros e é por isso que eles nos ‘caçam’.”
Jornalista: As cerimônias têm música e bater de tambores. Nesta noite, foi invocado o espírito “Exu”. Eles fumam e dançam com o ritmo das músicas, como os escravos africanos.

Jornalista: As religiões brasileiras de origem africana têm um longo histórico de discriminação.
Jornalista: Eu conversei com um líder religioso ou “pai de santo”. Ele é um dos presidentes da Associação dos Amigos das Religiões Afro-brasileiras.

Pai de Santo: “De 2008 para cá, a coisa piorou. O Candomblé é popular em muitas favelas daqui. Com a chegada dos ‘falsos pregadores’, como eu os chamo, os traficantes tem se convertido a evangélicos. Eu penso que nenhum que siga a Deus pode permanecer no mundo do crime. Quando um desses traficantes se torna evangélico, eles começam a nos aterrorizar, nos expulsando das favelas. Eu fui à Polícia, mas eu não pude dar nomes. Eu colocaria em risco vidas de pessoas.”

Rubens Teixeira: “Meu nome é Rubens Teixeira, eu sou pastor da Igreja Assembleia de Deus.”
Jornalista: Eu falei com Sr. Teixeira, um engenheiro que é pastor de uma das mais populares igrejas evangélicas do Brasil. Ele trabalha em uma empresa de petróleo no Centro do Rio de Janeiro.
Rubens Teixeira:Os jornais falam de pessoas que trabalham no tráfico de drogas  e atacam templos de umbanda e candomblé, mas ninguém sabe quem dá ordens a eles. Qual é a responsabilidade de todos os evangélicos sobre isso? Esse homem pode ter algum problema com o sacerdote da religião e o ataca usando o nome de Jesus Cristo, por exemplo, para o atacar. Qual a responsabilidade de Jesus Cristo, ou minha ou de qualquer pessoa evangélica?

Antropóloga: “20% da população declara no senso ser protestante. Nós costumávamos dizer que o Brasil é um país católico, mas não podemos mais afirmar isso.”

Antropóloga: “Especialmente os pobres brasileiros desejam uma vida melhor e toda a cosmologia da Umbanda e do Catolicismo é baseadas na ideia de que Deus quer que você seja pobre e se você for uma pessoa boa, você vai para o céu. O que os protestantes prometem é ter aqui na terra riqueza e poder.”

Jornalista: Com o declínio do Candomblé e da Umbanda, o que os brasileiros perdem?


Antropóloga: “Penso que perdemos maravilhas, mas também você ganha modernidade, você ganha fé em si mesmo.”

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