Associaçao para Defesa da Heterossexualidade, do Casamento e Família Tradicionais, Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens contra o Assédio, Aliciamento, Proselitismo e abusos Sexual e Homossexual; contra o Aborto e ajuda a pessoas que desejam deixar a homossexualidade.
COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?
Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
Mostrando postagens com marcador Aécio Neves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aécio Neves. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 20 de setembro de 2016
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Mãe de jovem venezuelana morta em confronto responde senadora do PCdoB
Rosa Orozco participou nesta quinta-feira (7) de audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado a convite dos senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes.
https://youtu.be/B-N8GK2TyxU
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Sérgio Reis sobre a Câmara: “É assustador”; leia a íntegra da entrevista
Sérgio Reis sobre a Câmara: “É assustador”; leia a íntegra da entrevista
Em sua estreia como deputado, cantor reclama de falta de educação e respeito entre os colegas. Sem papas na língua, diz que não abre mão do impeachment de Dilma e que não cederá a pressões de seu partido, o governista PRB. “Se tiver medo de falar, largo e vou cantar”

Douglas Gomes/PRB
O cantor em seu juramento de posse como deputado. "Nem todos são assim, mas o povo não quer saber. É deputado federal, é Câmara? Não presta. Só tem ladrão."
“Assustado” com o que viu em suas duas primeiras semanas na Câmara, diz que vai falar aos colegas em seu primeiro discurso que eles são vistos como “ratos” pela população. Sem papas na língua, o músico também dispara contra o “sertanejo universitário”. “Mas um dia eles se formam e vão embora”, brinca. “De 5 mil duplas, 4.900 não valem nada. É a cultura do povo”, resigna-se. Veja a íntegra da entrevista de Sérgio Reis ao Congresso em Foco:
Congresso em Foco – Quais são suas primeiras impressões na chegada à Câmara?
Sérgio Reis – É um pouco assustador. É muita gente falando junto. Acho isso uma baita falta de respeito, cada um tem o direito de falar. Quer conversar? Vem aqui no boteco. É preciso ficar prestando uma maldita atenção nesse microfone, porque não se consegue ouvir ninguém falar. Às vezes, o deputado está falando uma coisa importante, e os caras estão ali na frente conversando, rindo, dando tapa nas costas. Isso pra mim não vale, não gosto disso. Não acho justo. Acho isso errado. Eu venho aqui para trabalhar, para fazer projetos, para ver o que o outro está fazendo, se é bom aprovar ou não aprovar. Enfim, é muita distância da verdade, porque se eu venho à Mesa falar de projetos, os caras não estão nem aí. Não sabem se o projeto é bom ou se é ruim, nem ouvem. Acho isso uma baita falta de educação.
O dia da posse foi a primeira vez que o senhor veio à Câmara?
Primeira vez. E digo a você que é bom, não é ruim… Os projetos e as discussões são interessantes. Mas é muito misturado. É partido daqui, partido de lá, um que briga de lá, outro briga de cá. Aí o partido pequeno acha ruim, porque não pôde votar… Democracia nenhuma. Como eu digo, não tem democracia neste país. Por exemplo, na campanha política, não pude falar na televisão, porque eu era candidato do PRB, e nós tínhamos um tempo mínimo para falar – acho que eram dez ou 20 segundos. Nós deixamos tudo para o Celso Russomano falar. Eu mesmo tenho parentes que nem sabiam que eu era candidato. Mesmo assim, tive 45 mil votos, e o Celso Russomano foi para mais de 1,5 milhão de votos, e trouxe mais oito [deputados] com ele. Isso não precisa acontecer – tem democracia? O PT fala dez minutos, PMDB fala dez, PRB, dez. Enfim, todos, inclusive os partidos pequenos, têm de falar o mesmo tempo. Aí eu falo que é uma democracia. Fora isso, não acredito.
Como o senhor pretende alterar essa ordem de coisas, aprovar seus projetos e se impor como parlamentar?
Bom… Pelo que estou vendo aqui, vai ser difícil. Está difícil a coisa…
Mas o senhor, como parlamentar legitimamente eleito, tem os mesmos direitos que o presidente da Câmara, por exemplo…
Eu sei, tudo bem… Mas eu entro com um projeto, e ele tem que ir pra lá, tem que voltar… Estamos agora votando o negócio da grana a que a gente tem direito, de R$ 14 ou R$ 15 milhões [emendas individuais do orçamento impositivo]. Pode ser que o governo dê, pode ser que não dê. Acho que isso tem de ser obrigatório, porque eu vim aqui para cuidar de saúde e, se o governo não me dá [a verba], eu vim fazer o quê aqui? Aí vou ficar ouvindo: “Você foi lá e não fez nada”. Não! Eu fiz, o governo é que não deixa fazer; a oposição é que não deixa fazer. Isso está errado.
Como o senhor vê essa guerra entre governo e oposição? Como o senhor se posiciona nesse tiroteio?
Política é isso. Cria certos dilemas, como vocês viram aí, com o problema da Petrobras. Quanto dinheiro – isso está sendo apresentado aí – foi para campanhas do PT? É uma coisa desnivelada. Tem candidato que não tem dinheiro nem para pegar uma condução. Cortaram o show dos artistas nos comícios, porque dava muito gasto. E aí eles entram na Petrobras, pegam o querem lá e fazem a campanha. Isso não está certo.
Embora seja de um partido aliado, o senhor assinou a nova CPI da Petrobras…
Assinei o pedido da CPI.
Por ter assinado, o senhor recebeu algum tipo de reclamação por parte de seu partido?
Não, não teve. Até porque, se reclamar, eu pego as minhas trouxas e vou embora. Eu não vim aqui para mexer com partido, vim para defender meu povo. Tenho 55 anos de carreira e de caráter. Eu não vou me misturar nesses acordos, que não me interessam. Não vou e acabou. Não é possível que peguem esses bilhões da gente, dinheiro meu, teu… Não adianta por a Graça Foster e outros para fora [da Petrobras], trocar o presidente, e daí? Eu quero saber cadê o dinheiro! Quero saber se eles vão para a cadeia, porque alguém roubou. Não fui eu. Isso não pode ficar assim. Tem de ter CPI e pegar pesado. Isso é o que vamos fazer.
Além da saúde, o senhor também disse que defenderá a causa dos aposentados…
Outro problema. Vixe! Os aposentados…
O senhor vai combater questões como fator previdenciário, que reduz benefícios? O que o senhor fará nesse sentido?
Não conseguem derrubar. O governo não deixa. Não sei… Temos de fazer um mutirão. Pegar e aposentar esse povo. Porque justamente quando a pessoa fica velha, sem forças para trabalhar, ela fica doente, e não tem dinheiro para comprar nem um remédio. Isso é um crime que o governo está fazendo com os aposentados. Se eu fosse depender da minha aposentadoria, porque eu tenho dois salários, eu não compraria os remédios que tomo. Graças a Deus eu sou o Sérgio Reis, canto, ganho o meu dinheiro. Mas… pôxa, pelo amor de Deus! Tem gente que não tem dinheiro. O Fernando Haddad [prefeito de São Paulo] pôs lá bolsa para homossexuais. Legal, muitos deles necessitam. É a vida deles, não tenho preconceito. Mas e o que vai ser dos outros? Dos que moram debaixo da ponte? Têm de dar bolsa para eles. Tem gente que não tem dinheiro para pegar ônibus e procurar emprego. Não sai da periferia porque não tem dinheiro para ir e voltar. O país precisa modificar isso.
De que maneira o senhor pretende conciliar com o mandato com a carreira artística?
Quinta-feira a gente encerra os trabalhos aqui. Brasília tem avião para todo lado. Sexta, sábado e domingo está muito bom. Faço uma média de dez a 12 shows por mês, e pretendo continuar com essa média. Nesta época, não tem muito show. Mas depois a coisa pega. A gente chega morto, mas chega. O sacrifício tem de haver. Se quisesse moleza, eu ficava em casa cantando para os passarinhos. Mas tem de separar bem as coisas, não pode misturar.
Seu público vai ver com bons olhos sua participação na política?
Ninguém queria que eu entrasse nessa. Meus filhos não votaram em mim. Preciso falar mais alguma coisa? Diziam: não tem de ir pra lá, tem de cuidar da sua carreira. Mas quero dar um troco para esse povo que me aguenta há 55 anos e meu deu tudo o que tenho. Por que não posso sacrificar quatro anos da minha vida? Como cidadão brasileiro, vendo todas essas falcatruas que esse povo faz, vim para saber como é que é. Estou aprendendo, sou novinho aqui ainda. Estou há duas semanas. Tenho quatro anos pela frente. Aí vou tomar noção real de como é isso aqui. Quando entrar com projeto, e não tenho pressa pra isso, vou saber como a coisa vai funcionar.
Como será seu primeiro discurso?
Vou falar que precisa moralizar esta Casa, que é uma vergonha o que ouvi. Diziam: “Sérgio Reis, continua puritano, não vai no meio daqueles ratos”. Vocês são chamados de ratos e bandidos, tudo quanto é nome. Não pode generalizar, nem todos são assim, mas o povo não quer saber. É deputado federal, é Câmara? Não presta. Só tem ladrão. Por que dizem isso?Veem que está todo mundo roubando e ninguém toma providência, ninguém vai para a cadeia. Vai para a cadeia o cara que é laranja, o que fez a desgraça está aí solto ou em prisão domiciliar. Não somos tontos. Ou vamos botar todo mundo nariz vermelho de palhaço. Em 15 de março a coisa vai ficar feia com a manifestação pelo impeachment. Mas tem de ter.
Tem de ter a manifestação ou o impeachment?
Tem de ter o impeachment, não podemos mais ficar assim. Tem de ter impeachment e dar satisfação sobre o que fizeram com o dinheiro. Esse pessoal está quebrando o Brasil. Esse povo não é dono do país. Este país é do povo que trabalha.
Mas o senhor acha que há elementos para o impeachment? Até lideranças da oposição dizem que ainda não há…
O que você acha? Um dia uma repórter me perguntou se eu era a favor do aborto. Perguntei a ela se ficasse grávida de um estupro teria o filho do bandido ou abortaria. Ela ficou muda. Você vai tirar. Tem de tirar. Aquele caso de criança com problema de anencefalia, aí é questão de pai ou mãe resolver. A mulher estuprada fica um drama, tem o medo de ter Aids, é uma loucura, um trauma para o resto da vida. Tem de pegar esses caras e capar para começar. Não tem de ter moleza. A lei aqui é muito branda. Nos Estados Unidos, um moleque de 14 anos vai para a prisão perpétua. Aqui ele vai matando todo mundo, ninguém fala nada.
O senhor é a favor da redução da maioridade penal?
É a primeira coisa que tem de ser feita.O senhor pretende propor alguma coisa nesse sentido?
Estou esperando pra ver pra onde vai o barco.
No caso do impeachment há indícios de que Dilma tinha conhecimento ou participação nas irregularidades? O governo diz que não tem…
Ela foi presidente do conselho da Petrobras. Se ela não sabe de nada, se o Lula não sabe de nada, que mudem de emprego. São incompetentes. Se você não controla sua casa, muda, vai pra outra.
O governo alega que isso seria um golpe. O senhor concorda?
Não sei. Se tiver impeachment, não é culpa do povo. Eles que criaram a situação. O PT que criou essa situação delicada para o Brasil. Não queremos bagunça no país, não queremos tirar a presidente, mas queremos paz. Do jeito que está, não conseguimos. O país está assustado. Os nossos deputados estão assustados. Todos dizem que este ano vai ser duro por causa desses acontecimentos financeiros. É uma coisa pesada. O impeachment é pesado. Estão querendo fazer no dia 15 de março um levante nacional. Tenho medo de virar violência. Isso vira guerra, não é bom.
O senhor não teme ser repreendido pelo PRB por causa dessa sua posição? O partido participa do governo.
Não sei. Não tenho problema algum. Se vierem, resolvo. Se eu tiver medo de falar as coisas, largo e vou cantar. Cada um tem sua posição. A gente deve obediência ao partido, ao líder e aos companheiros, mas alguns têm suas opiniões. Não tem problema.
As denúncias de irregularidade da Petrobras vêm ainda de governos anteriores, inclusive Fernando Henrique Cardoso (PSDB)…
Se formos prender todo corrupto que roubou este país, vão ter de esvaziar o plenário e os palácios. Vai tudo pra cadeia. O povo sabe disso, por isso não aguenta mais e quer o impeachment.
O senhor votou na Dilma?
Não, mas sou amigo dela, conheço o irmão dela, o Igor, que mora em Minas. Lula foi sempre meu fã. Tem todos os meus discos, me recebe muito bem. É um amigo, mas misturar amizade com trabalho não dá certo. Você não pode se juntar a uma pessoa só por ser amigo dela. Se ele está errado, tem de aguentar o peso.
O Brasil de hoje não é melhor do que o do início de sua carreira?
Pior. Antigamente não tinha essa roubalheira.
Mas não era porque não havia tanta investigação, mecanismos de controle e fiscalização?
Ninguém no mundo roubou tanto quanto esses caras da Petrobras. É o maior rombo do planeta. Preciso falar mais alguma coisa?
Em quem o senhor votou para presidente?
Votei no Aécio Neves nos dois turnos. Conheço o Aécio. Fiz duas campanhas para ele no governo de Minas Gerais. É um político por natureza, pelo tio, pelo pai e pelo avô. É jovem. Naturalmente, viria com boas intenções. Mas não conseguiu ganhar. Todos têm direito de competir. Nesse travamento, Dilma ganhou. Ela vai exercer o seu mandato. Mas, se vier o impeachment, este país vai virar do avesso. Não é só tirar a Dilma de lá, tem de esclarecer tudo o que foi feito.
O eventual impeachment abriria caminho para o PMDB…
Não importa se é o PMDB, o PV, que vai chegar ao poder. Tem de chegar gente decente. Tem de parar com esse negócio de partido. Partido é chato, é ruim. Todo mundo quer mandar, quer pegar pra si. Vamos votar pra presidente em quem não tem partido nenhum. Isso é democracia. Nos Estados Unidos tem de sair atrás do povo para votar porque ninguém é obrigado a votar. Faz isso aqui, não vai ninguém. Ninguém aguenta mais essa política.
Como surgiu a ideia de ir para o PRB?
Sou amigo do Celso Russomanno, porque somos da televisão. Ele me convidou para sair a deputado federal: “Vamos juntos. Vamos criar uma força boa, fazer o partido crescer”.
O senhor já era filiado?
Aí me filiei ao PRB. Nunca fui filiado a nada, só à minha mulher, que é bonita.
O PRB é ligado a Igreja Universal do Reino de Deus. O senhor tem alguma ligação com a igreja?
Edir Macedo, que é o líder da Universal, proibiu qualquer pastor, em qualquer templo deles, de falar de política, de pedir voto para candidato. É proibido pastor falar de política em culto. Achei isso de muita decência e coerência. Se nós ganhamos os votos, foi à custa do nosso trabalho e da nossa imagem. Não tivemos ajuda de igreja alguma. Se tivéssemos, seria covardia.
Como o senhor está vendo a crise hídrica em São Paulo? Qual a responsabilidade do governador Geraldo Alckmin na falta d’água?
O problema da água é um caos. O governo falhou, é lógico. Não é culpa do governador, mas de quem ele botou neste setor para trabalhar. “Botei você na Sabesp e você não vê isso? Sou o Alckmin, tenho que estar no Palácio [dos Bandeirantes] cuidando de muitas coisas.” Agora sobra tudo para o governador? Como ele vai controlar isso tudo? Pode ter um pouco de culpa, porque não fiscalizou. Tem de fiscalizar a pessoa que botou lá. Agora aguenta. Vai fazer poço artesiano, mas vai demorar. Para ficar bem das pernas, se chover muito, São Paulo vai precisar de quatro ou cinco anos.
O senhor aprova a gestão dele mesmo assim?
Sou amigo do Alckmin, em alguns setores ele é excelente. Faço parte do Hospital do Câncer de Barretos (SP). O SUS manda dinheiro, só que a gente atende 4 mil pessoas todo dia, gente do Brasil todo. A saúde é um caos no Brasil, uma tristeza absoluta. Tem pessoas doentes que vêm de Rondônia até Barretos, após três dias de viagem. Reformamos uma ala do hospital, temos carreta, trio-elétrico, que atende mulheres com Papanicolau, mamógrafo, exames preventivos.
Aposentados e saúde são suas prioridades no Congresso. E na parte cultural, o que tem de mudar?
Tem de começar desde criancinha. Tem de ter professores que ensinem não só o básico. O Lula fez uma lei que obriga a passarem o aluno, que não pode repetir. Um filho do meu caseiro não sabe escrever o nome e está na quarta série. No meu tempo, se o aluno repetia, tinha de repetir mesmo.
O que o senhor acha da Lei Rouanet?
A Lei Rouanet só poderia ser aprovada para grandes espetáculos, teatro, balé, escolas. Show, que o artista faz um na vida e outro na morte, é difícil. Mas primeiro temos de começar lá atrás. Noventa por cento das empresas não têm a documentação perfeita. São tantos impostos que, se não der um tapa nesses impostos, a empresa quebra. A culpa é do governo. São raras as empresas que pagam direitinho o imposto e podem aderir à Lei Rouanet. É uma minoria. O pessoal de teatro reclama muito que não tem verba e trabalha demais. Depende de dez patrocinadores, um dá hotel, outro restaurante. É muito difícil fazer cultura no país. Temos de aprender muito.
A música que o senhor representa está desvirtuada hoje em dia, com o chamado sertanejo universitário?
Mas um dia eles se formam e vão embora (risos).
Mas eles podem fazer pós-graduação…
Fazem, mas só uns dois ou três sabem cantar. De 5 mil duplas, 4.900 não valem nada. É a cultura do povo. A cultura do Rio gosta do funk. A Anita é bonitinha cantando. Está ganhando dinheiro. Que bom, é gente pobre do Rio que aprende a cantar e se destaca. Se chegassem para o Sérgio Reis e dissessem que tinham uma musica pra eu gravar – “Ai se eu te pego” –, eu ia dizer: vai pra lá! Agora o menino está na Europa cantando e ganhando em euro.
Esse som incomoda o senhor?
Nada! Ouço, porque preciso saber o que está acontecendo. De algumas eu gosto, de outras não. O artista mais famoso e conhecido deste país chama-se Amado Batista, ninguém é tão conhecido quanto ele, nem Roberto Carlos. As pessoas compram. Tanto que ele tem 26 mil vacas hoje no pasto. Está pobre? Trabalha muito. Esses dias levou uma pedrada na casa. Foi fazer três, quatro shows num dia, não deu certo. Liguei pra ele pra saber como estava. Uma pessoa maravilhosa, com aquela voz limitadinha dele. Mas ele tem o cheiro e o gosto do povo. Lembra do Reginaldo Rossi? Era terrível, uma vez ele foi ao Jô Soares, e quebrou ele. Não deixou o Jô falar. Era professor universitário de física. São artistas que a gente não pode discutir o valor. Pode não ter tanto valor para nós, mas para quem tem menos cultura, está acostumado com aquele som, é um prato cheio.
O senhor chegou a dizer, antes de tomar posse, que abriria mão de benefícios na Câmara, como o aluguel de carro e contratação de motorista. O senhor recusou o benefício?
Por mim, traria meus carros blindados pra cá. Mas é mais fácil ter o carro daqui com o motorista daqui, que conhece a cidade. Brasília é pequena, mas pra quem não conhece é grande. Vou morar em apart-hotel, se fosse morar em apartamento funcional, teria de contratar empregada, cozinheira. Minha esposa está aqui, mas vai continuar em São Paulo.
O senhor ficou decepcionado com o que encontrou no Congresso?
Esperava mais calma, mas aqui não dá pra ter clama. Um está falando, o outro grita. Vieram aqui para guerrear, brigar, não sabem esperar a vez.
O senhor vai ser sempre fiel nas votações à orientação do seu partido?
Sempre que for uma coisa coerente, que o partido não queira, vou junto com o partido. No caso do impeachment não abro mão. Morreu aí.
O senhor participará de alguma manifestação?
Não. É coisa pra jovem, pra quem não tem que fazer na vida. Vai ter manifestação dia 15 de março em todas as cidades, nas capitais. Se isso acontecer, se prepare.
Na legislatura passada, alguns parlamentares “celebridades” se sobressaíram, como Romário, Jean Wyllys e Tiririca. Nessa condição, o senhor se sente obrigado a se destacar?
Tem de corresponder. Fazer uma coisa boa para o povo. Estou cantando de cantar para as Apaes e Santas Casas, que estão quebrando. O dinheiro das emendas vou destinar R$ 2 milhões ou R$ 3 milhões para o Hospital do Câncer em Barretos. Em Mariporã, onde moro, o prefeito é médico. La não tem hospital. Dei uma carona para uma senhora que estava levando a neta com 40 graus de febre porque não tinha médico no posto de saúde. Perguntei por que não levou a sua neta para a prefeitura e pôs em cima da mesa dele e disse: se ela morrer, eu te mato. Ele vai acordar para a vida. Eu falei pra ele que estava agindo errado, falei pra ele largar a prefeitura de manhã, vem às 7h da manhã para o posto de saúde. Depois do almoço vai para a prefeitura. Vai esquecer do povo? Primeiro, a medicina, a saúde do seu povo, depois você vai cuidar da prefeitura. Ele disse que iria. A gente tem de ter braço forte. Isso é no Brasil inteiro. Ninguém conhece o Brasil como eu. Só nunca fui a Fernando de Noronha. Conheço 800 municípios só de Minas Gerais. Alguns já fui dez vezes. Conheço mais que o Aécio Neves. Sempre vem gente pedir coisa.
O senhor enfrentou problemas de saúde, recentemente…
Operei o cérebro correu tudo bem. Tive um AVC indo para Belo Horizonte. Ano retrasado caí do palco em Três Marias, Minas, trinquei nove vértebras, quebrei oito costelas, perfurei o pulmão direito, trinquei o ombro direito e luxei o joelho esquerdo. Noventa dias em casa sentado, não dava para sentar. Dormia no sofá. Foi muito triste. Mas graças a Deus já estou trabalhando. É muito triste ir a uma cidade e ver as pessoas empobrecendo e morrendo porque não tem hospital. Tem hospitais que não têm tomografia. Tem de levar o cara para fazer exame em outra cidade, e ele morre no caminho. Estão sendo tratados como cachorros. Não adianta Lula e Dilma falarem que fizeram isso ou aquilo na saúde. Fizeram muito pouco.
Mas o Bolsa Família, por exemplo, não é um benefício que ajuda milhões de famílias a terem algum dinheiro em casa?
Um amigo meu fechou uma fabrica de sandálias tipo Havaianas porque ninguém mais queria trabalhar. Se eu trabalhar, perco a bolsa. Um outro amigo, no Ceará, disse que teve dificuldade louca pra registrar uma senhora que trabalhava no mercado dele. Ela não queria ser registrada pra não perder o Bolsa Família. Isso virou vagabundagem terrível.
Mas não ajuda os mais pobres?
Ajuda o quê? Meu amigo tinha mais de 60 funcionários. Teve de fechar a empresa. Muitos dos funcionários que perderam o emprego não tinham o Bolsa Família.
Fonte: Congresso em Foco
domingo, 9 de novembro de 2014
No escurinho, PSDB e PT se entendem
8 de novembro de 2014
No escurinho, PSDB e PT se entendem
No escurinho, PSDB e PT se entendem
Comentário
de Julio Severo: No escurinho,
conforme aponta Josias de Souza, o PSDB negociou com o PT. Se o PSDB tivesse
ganho, nada mudaria: as negociações nos bastidores continuariam. O eleitor
entrou na lama para ajudar um dos dois negociadores, pensando que ao votar,
traria alguma limpeza. Mas os porcões continuaram dominando, levando milhões ou
bilhões. E o eleitor? Como sempre, não leva nada, a não ser patadas dos porcões
e lama na cara. Apesar da novela política ser sempre a mesma, o eleitor não
cansa de bancar o papel de jumento numa história em que, no escurinho, os
porcões sempre se entendem.
No escurinho da CPI, PSDB e PT se entendem
Josias
de Souza
Sob refletores, Aécio Neves fez um pronunciamento de mostruário no plenário do
Senado. Peito estufado, soou enfático: “Chamo a atenção desta Casa e dos
brasileiros para o que vou dizer.” As frases saltavam-lhe dos lábios embebidas
de sangue. “Qualquer diálogo tem que estar condicionado especialmente ao
aprofundamento das investigações e exemplares punições daqueles que
protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história desse país, já
conhecido como petrolão.”
Com loquacidade ensaiada, Aécio aproveitou os mais de
51 milhões de votos que recebeu dos brasileiros para elevar a estatura da
oposição. Longe dos holofotes, no
entanto, o PSDB dialogou com o PT para rebaixar o teto na CPI da Petrobras. A
portas fechadas, tucanos, petistas e Cia. definiram o que não desejam
investigar. No melhor estilo uma mão suja a outra, tiraram de cena políticos e
operadores que estão pendurados de ponta-cabeça no noticiário sobre o escândalo
da Petrobras.
Pelo lado do PT, foi à gaveta o requerimento de
convocação do tesoureiro João Vaccari Neto, acusado de fazer o traslado da
propina da Petrobras até as arcas do petismo. Enfurnaram-se também as
convocatórias da senadora Gleisi Hoffmann e do seu marido, o ministro Paulo
Bernardo (Planejamento). Ela foi apontada como beneficiária de uma youssefiana
de R$ 1 milhão para a campanha de 2010. Ele foi mencionado como uma espécie de
agenciador.
No
jogo de proteção mútua, o tucanato tirou de cena um potencial depoente chamado
Leonardo Meirelles. Trata-se do empresário que, investido da autoridade
de laranja do doleiro Alberto Youssef,
declarou à Justiça Federal ter repassado propinas extraídas de negócios da
Petrobras para o deputado pernambucano Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB
federal, já morto.
Os acertos que transformaram o discurso de Aécio em
palavras cenográficas foram feitos numa reunião a portas fechadas, antes do
início da sessão da CPI. O repórter Gabriel Mascarenhas conta que o deputado petista
Marco Maia, relator da comissão, achou tudo normalíssimo: “Gente, foi um acordo
político, feito por todos os presentes, que se resolveu, em função da falta de
densidade das denúncias, não produzir nenhum tipo de oitiva neste momento.''
O deputado tucano Carlos Sampaio dançou conforme a
música, um chorinho bem brasileiro: “Decidimos excluir os agentes políticos e
os citados nas delações premiadas. Abrimos mão de ouvir Gleisi e Vaccari. Todo
mundo concordou.'' Repita-se, por eloquente, a última frase: “Todo mundo
concordou”. Espanto! De novo: “Todo mundo concordou”. Pasmo! Mais uma vez:
“Todo mundo concordou”. Estupefação.”
No
escurinho da CPI, tucanos, petistas e toda a banda muda do Congresso desistiram
também de quebrar os sigilos bancários, fiscais e telefônicos das empreiteiras
acusadas de fraudar contratos na Petrobras. Optou-se,
veja você, por requerer explicações por escrito. Estipulou-se um prazo: dez
dias. A CPI ameaça torcer o nariz de quem desobedecer.
Sempre se soube que empreiteiras enxergam na testa dos
políticos apenas o código de barras. E, de tempos em tempos, surge uma CPI para
revelar os atalhos que levam os congressistas para proveitosos diálogos com
potenciais financiadores.
Horas antes de Aécio discursar sobre suas condições
para o diálogo, Dilma Rousseff dissera no Planalto que, passada a eleição, é
hora de “desmontar os palanques”. Na CPI, as “condições''
e os “palanques'' já sumiram. Ali, tucanos e petistas estreitam a inimizade e
exercem seu último privilégio, que é o de poder escolher seus próprios caminhos
para a desmoralização. Por sorte, sempre que a Polícia Federal e o Ministério
Público entram numa jogada, como na Operação Lava Jato, a promiscuidade pode
acabar na cadeia.
Fonte:
Blog
do Josias
Divulgação:
www.juliosevero.com
Leitura
recomendada:
terça-feira, 28 de outubro de 2014
SISTEMA ELEITORAL PRECISA SER MUDADO: "Aécio liderou até quase 90% das urnas apuradas"
Aécio liderou até quase 90% das urnas apuradas
Reportagem do jornal O Globo informa que reviravolta tem razões regionais: a contabilização dos votos teve início no Sul e no Sudeste, onde o senado mineiro tem vantagem| por Congresso em Foco | 27/10/2014 18:19 |
Reportagem veiculada no site do jornal O Globo na tarde desta segunda-feira (27) informa que o tucano Aécio Neves liderou a contagem dos votos até as 19h32 de ontem (domingo, 26), quando a presidenta reeleita Dilma Rousseff o ultrapassou. Nesse ponto da apuração, 88,9% das urnas já haviam sido contabilizadas. Segundo a matéria, a reviravolta tem razões regionais: a contabilização dos votos teve início no Sul e no Sudeste, onde o senador mineiro tem vantagem.
“O candidato do PSDB, Aécio Neves, largou na frente. A virada foi registrada às 19:32:03, quando estavam somados 88,9% dos votos. Nesse horário, a presidente Dilma Rousseff (PT) atingiu 47.312.422 votos, ou 50,05% do total apurado até então. Aécio ficou para trás de forma irreversível. Tinha 47.224.291 votos, ou 49,95% do total”, diz o texto, que colheu as informações com o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino.
“Embora o momento tenha sido emocionante, nenhum dos presentes comemorou ou demonstrou tristeza. Afinal, estavam todos a trabalho. A vitória inicial e fugaz do tucano ocorreu porque a apuração começou com as urnas do Sul e do Sudeste, onde ele tem maioria de votos”, acrescenta a reportagem.
O texto descreve o esquema especial – inédito, segundo Giuseppe – determinado pelo presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, para que 30 técnicos da corte trabalhassem isoladamente durante o trabalho, sem acesso até ao próprio Toffoli e seus outros seis colegas de plenário. Nenhum dos servidores pôde fazer uso de celular durante a tarefa. Além disso, caso algum deles precisasse deixar a sala para ir ao banheiro, por exemplo, um segurança o acompanhava para evitar vazamento de informações.
“Depois de divulgado o resultado das eleições, Toffoli foi pessoalmente cumprimentar a equipe de Janino e parabenizar o grupo pelo trabalho bem sucedido”, acrescenta a reportagem.
ADENDO ADHT:
Assine a PETIÇÃO pró Impeachment de DILMA ROUSSEFF. Temos motivos de sobra: Escândalo da Petrobrás, Mensalão, Empréstimos para Cuba, Venezuela, Bolívia, perdão das dívidas dos países COMUNISTAS Africanos...Precisa mais?
Assine a Petição aqui: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR75813
Confira a íntegra no ambiente de O Globo
Mais sobre eleições 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
É HORA DE DAR UM BASTA À CORRUPÇÃO. É HORA DE SALVAR O BRASIL DO PT.
25/10/2014 às 0:13
Debate da Globo em resumo: “Vamos às urnas sem saber o que Dilma acha do mensalão”
Com o Facebook travado por algum motivo, comentei só no
Twitter o debate da Globo. Seguem algumas tuitadas. Ainda voltarei ao
assunto com mais calma.
1) FHC reduziu inflação de 916% a 7,5%. Dilma mentiu descaradamente, dizendo que ele entregou inflação maior que recebeu.
2) Veja a verdade sobre a inflação (agora em média anual). Dilma mente descaradamente.

Veja a verdade sobre o crescimento:
3) Aécio: “Seu governo é o das estatísticas desde que elas lhes sejam favoráveis.” Senão, Dilma esconde. Veja AQUI.
4) Mas afinal: Dilma fez escola técnica em Cuba também? Ou só porto com o nosso dinheiro?
5) Dilma, agora, tem propostas para combater a corrupção? Mas por que houve tanta corrupção no seu governo?
6) Aécio detonou: para acabar com a corrupção, “vamos tirar o PT do governo”. É mesmo a melhor solução.
7) Dilma: “Nunca compactuei com corrupto.” Mensaleiros presos; tesoureiro no cargo após Petrolão; delator: ela sabia de tudo.
8) Dilma não consegue completar uma frase. Não vai alegar queda de pressão?
9) Aécio: “Aparelhamento da máquina pública é a face mais perversa do seu governo e do governo anterior.”
10) Aécio: “A ausência de planejamento é a marca do seu governo.” Obras do S. Francisco eram para 2010.
11) Dilma não respondeu sobre José Dirceu. E antes quis posar de “não compactuo com corrupto”. COMPACTUOU!
12) Medidas de Dilma para combater corrupção: impediu Vaccari (Petrolão) de depor e tentou censurar a VEJA.
13) Aécio: “Vamos às urnas sem saber o que Dilma acha do mensalão.” E quem cala consente… com a corrupção.
14) Aécio detonou Dilma: “O principal acusado do mensalão mineiro é o coordenador da sua campanha em MG, Walfrido dos Mares Guia.”
15) Dilma deixa fronteiras do Brasil abertas para armas e drogas, e o resultado são 60 mil homicídios por ano.
16) Grande momento em que a eleitora indecisa corrigiu o português da presidente.
Fonte:
Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil
Siga no Facebook e no Twitter. Curta e acompanhe também a nova Fan Page.
1) FHC reduziu inflação de 916% a 7,5%. Dilma mentiu descaradamente, dizendo que ele entregou inflação maior que recebeu.
2) Veja a verdade sobre a inflação (agora em média anual). Dilma mente descaradamente.

Veja a verdade sobre o crescimento:
3) Aécio: “Seu governo é o das estatísticas desde que elas lhes sejam favoráveis.” Senão, Dilma esconde. Veja AQUI.
4) Mas afinal: Dilma fez escola técnica em Cuba também? Ou só porto com o nosso dinheiro?
5) Dilma, agora, tem propostas para combater a corrupção? Mas por que houve tanta corrupção no seu governo?
6) Aécio detonou: para acabar com a corrupção, “vamos tirar o PT do governo”. É mesmo a melhor solução.
7) Dilma: “Nunca compactuei com corrupto.” Mensaleiros presos; tesoureiro no cargo após Petrolão; delator: ela sabia de tudo.
8) Dilma não consegue completar uma frase. Não vai alegar queda de pressão?
9) Aécio: “Aparelhamento da máquina pública é a face mais perversa do seu governo e do governo anterior.”
10) Aécio: “A ausência de planejamento é a marca do seu governo.” Obras do S. Francisco eram para 2010.
11) Dilma não respondeu sobre José Dirceu. E antes quis posar de “não compactuo com corrupto”. COMPACTUOU!
12) Medidas de Dilma para combater corrupção: impediu Vaccari (Petrolão) de depor e tentou censurar a VEJA.
13) Aécio: “Vamos às urnas sem saber o que Dilma acha do mensalão.” E quem cala consente… com a corrupção.
14) Aécio detonou Dilma: “O principal acusado do mensalão mineiro é o coordenador da sua campanha em MG, Walfrido dos Mares Guia.”
15) Dilma deixa fronteiras do Brasil abertas para armas e drogas, e o resultado são 60 mil homicídios por ano.
16) Grande momento em que a eleitora indecisa corrigiu o português da presidente.
Fonte:
Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil
Siga no Facebook e no Twitter. Curta e acompanhe também a nova Fan Page.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
VEJA A BAIXARIA DO PT E ALIADOS USADA PARA CONVENCER OS BRASILEIROS A VOTAREM EM DILMA
Beneficiária do Bolsa Família recebe mensagem com ameaça velada de que Aécio acabará com programa
Suspeita é de uso de telemarketing. Número do celular tem prefixo de Minas Gerais
por Maria Lima
23/10/
2014 12:29
/
Atualizado
Leia mais:

BRASÍLIA - A empregada doméstica M.L.S recebeu na noite de quarta-feira uma mensagem sugerindo que, se eleito, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, pode acabar com o programa Bolsa Família. Mãe de três filhos pré-adolescentes, ela recebe cerca de R$ 500 e foi sorteada, em agosto último, para receber uma casa do programa Minha Casa Minha Vida. A secretaria de Habitação do governo do Distrito Federal despachou 50 mil cartas a inscritos no programa dizendo que teriam sido sorteados. M.L.S foi uma delas e aguarda ser chamada para receber o imóvel. E está assustada com a possibilidade de perder tudo.
— Minha vizinha também recebeu essa mensagem ontem à noite. E ela me disse que lá em Minas
Gerais, onde o Aécio foi governador, estão dizendo que ele não é boa pessoa não — contou M.L.S.
O PSDB já entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que se investigue denúncias do uso do cadatro único do Bolsa família em mensagens sugerindo que Aécio acabaria com o Bolsa Família. As mensagens estariam sendo veiculadas aos bolsistas, majoritariamente mulheres, onde Aécio vem perdendo terreno.
— Estamos pedindo que se investigue se a campanha da presidente Dilma Rousseff ou seus apoiadores estão usando o cadastro único dos programas sociais para sugerir que Aécio acabaria com o Bolsa Família, se eleito, com o uso de robôs e empresas de telemarketing — explicou Antônio Marra, do escritório de José Eduardo Alckmin, contratado pelo PSDB.
Veja Também
ONG que reforçou ato de Dilma tem convênios com o governo federal
PT e PSDB ocupam as ruas na reta final da eleição
O número que aparece na tela como tendo enviado a mensagem, tem prefixo de Minas Gerais
Há denúncias de que centrais montadas em comitês petistas estariam fazendo ligações com ameaças aos beneficiários dos programas sociais.
— É mais uma prova do abuso do poder econômico da campanha petista, e do desprezo pelas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral , que proíbe o uso de telemarketing — diz o advogado Antônio Cesar Marra, da equipe jurídica da campanha de Aécio Neves.
Publicidade
Estão sendo enviadas mensagens de WhatsApp e também repetindo os ataques que Dilma vem fazendo contra Aécio na TV. "A receita de Aécio e Armínio é arrocho, recessão e desemprego. Eles são contra os brasileiros melhorarem de vida. Vote Dilma13". Neste caso, a campanha viola diretamente o contrato de usuário, que expressamente proíbe o uso de aplicativo para envio massificado de mensagens, o que descumpre o termo de serviço, a que todos os usuários devem se submeter.
REPRESENTAÇÃO
Com o surgimento de novas denúncias, a assessoria jurídica da coligação de Aécio Neves entrou no TSE com um pedido de reconsideração da decisão que indeferiu o pedido de medida liminar para investigar “ indício claro de que há, no escritório político “ da ex-ministra Maria do Rosário , uma equipe encarregada de telefonar às pessoas beneficiárias para alertá-las sobre o risco de perderem o Bolsa Família “se a gente perder o Governo”, ou seja, se o PT perder a eleição.
A representação argumenta que, “para sustentar que, embora eventual juízo condenatório dependa de um maior aprofundamento, talvez por meio de eventual ação de investigação judicial eleitoral, a prova indiciária revela-se mais do que suficiente à concessão da liminar, que visa exclusivamente à suspensão da prática ilícita”.
O texto do pedido de reconsideração diz ainda que uma investigação não causaria danos a representada, mas ao contrário, “se confirmar a denúncia, o efeito deletério da conduta denunciada sobre a normalidade e legitimidade do pleito se terá consumado de modo irreparável, dada a iminência da realização da votação em segundo turno.
Os advogados de Aécio juntaram ainda a representação, notícia de que a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, desembargadora Elisabeth Carvalho do Nascimento, proibiu a convocação, por gestores públicos, de beneficiários do Bolsa Família , no estado, até o dia 26, quando acontece o segundo turno das eleições .
“Segundo a assessoria de comunicação do tribunal, a presidente recebeu denúncias de que prefeitos se reuniram neste final de semana com beneficiários no interior alagoano e disseram que, se eles não votassem no PT, perderiam o benefício. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal”, diz o texto da representação da equipe jurídica do tucano encaminhada ao TSE.
Publicidade
O documento enviado ao TSE diz que há, além desse, inúmeros outros registros na imprensa, que estão sendo adequadamente documentados, de que essa prática tem se espalhado, “estendendo-se, inclusive, aos beneficiários de outros programas sociais federais, como o Prouni e o Minha Casa Minha Vida, que estão sendo ameaçados de perder suas bolsas de estudo e ser desalojados de seus lares, respectivamente.”
Os advogados destacam a dificuldade de documentar as ameaças. “É evidente que esse tipo de ação ilícita não se desenvolve à luz do dia. Além disso, são raríssimos os casos em que os assediados têm condição de documentar, pois a maioria sequer possui recursos tecnológicos suficientes, e mesmo a coragem de denunciar, tamanha a dependência que têm desses benefícios para a sua sobrevivência”
E dizem que a Justiça Eleitoral não pode “se manter inerte nesse momento, em que há sério risco de que a eleição seja conspurcada por esse absolutamente inadmissível terrorismo eleitoral, a configurar verdadeira fraude, que tem potencial para tisnar não apenas a confiança do eleitorado como a própria subsistência da democracia.Uma eleição não pode ser determinada pela chantagem estatal. É necessário que o Tribunal Superior Eleitoral assuma o seu papel nesse momento histórico, deixando explícito à população que essas ameaças, se existentes, são absolutamente ilegais e falsas.”
Leia mais: http://oglobo.globo.com/brasil/beneficiaria-do-bolsa-familia-recebe-mensagem-com-ameaca-velada-de-que-aecio-acabara-com-programa-14334577#ixzz3H0GyKmY2
Assinar:
Postagens (Atom)






