COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
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segunda-feira, 20 de junho de 2016

ARMAS: POR QUE UNS DEFENDEM E OUTROS QUEREM PROIBIR (E POR QUE MUDAR DE IDÉIA)

ARMAS: POR QUE UNS DEFENDEM E OUTROS QUEREM PROIBIR (E POR QUE MUDAR DE IDÉIA)

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Em seus dois discursos após o atentado terrorista islâmico em Orlando, Barack Obama primeiramente não usou as palavras “islâmico” ou “muçulmano”, nem mesmo iniciadas por “terrorismo”. Depois, apenas comentou en passant que seu foco não era o extremismo islâmico. Que a única forma de passar do discurso à ação contra o terrorismo era o controle de armas.
A crença no controle de armas pelo Estado é a menina dos olhos da ONU, da esquerda e de quase toda a intelligentsia ocidental. É tratada quase como uma verdade indiscutível, um fato da vida, como água congelar a 0° C.
É uma crença difundida sobretudo em países com pouca cultura guerreira, como o Brasil. Em países que já tiveram um histórico milenar de lutar contra inimigos externos, como os europeus, teve de ser imposta a mando através dos totalitarismos do século XX, o nazi-fascismo e o comunismo.
Uma análise menos apaixonada pode partir do grande, talvez único ponto de concordância entre esquerda e direita: ambas concordam que uma arma é um instrumento de poder. É o que diz a sociologia capitalista de Max Weber, definindo o Estado como o monopólio da violência, é o que está subscrito no materialismo histórico-dialético de Marx, com os meios de produção marcando a história. Foi o que fez os totalitarismos concentrarem as armas nas mãos do Estado, como notamos em Hannah Arendt ou no poder para crescer o próprio o poder do lorde Bertrand de Jouvenel, é o famoso apotegma do comunista Mao Zedong, “o poder vem do cano de uma espingarda”. O próprio símbolo do comunismo, a foice e o martelo, é o entrecruzamento de dois instrumentos que podem ser usados como arma: a ferramenta do camponês e a do operário. Moçambique, um país socialista, trocou o martelo em sua bandeira por um AK-47.
Com efeito, não existe linguagem mais universalmente aceita e entendida do que a boca de revólver apontada para a cabeça do interlocutor. Não há ideologia que resista a tal verdade. Quem tem armas tem poder.
Geralmente, não compreendemos de onde as nossas próprias visões de mundo surgiram, e só quando descobrimos sua gênese é que podemos nos horrorizar e trocar de posicionamento, fugindo do “debate” de acusação de rótulos típico da modernidade.
Mas antes de analisar visões de mundo dissonantes, ideologias e seus -ismos, crenças e suas pressuposições ocultas dos crentes, também é preciso analisar justamente seus instrumentos, a forma como pretendem passar de uma idéia para sua materialização. É onde as idéias se entortam: intenções, muitas vezes, mostram carregar conseqüências indesejáveis e inescapáveis, e o solo onde se planta as idéias nem sempre rende as mesmas árvores almejadas.
Os instrumentos de realização, portanto, podem contar tanto, ou até mais, do que a afoiteza das vontades. A melhor das ideologias no abstrato pode encontrar obstáculos de materialização e dos instrumentos necessários para sua consecução no concreto, fazendo com que aqueles que tinham uma idéia a respeito da política ou sociedade possam acabar, após uma boa antevisão ou muita tentativa e erro, mudando de idéia para o lado oposto. É por isto que as pessoas quase sempre mudam de idéias políticas numa única direção: do ardor revolucionário da juventude para uma dureza de princípios maior com a experiência.
Armas, afinal, são instrumentos. E instrumentos que dão poder. Em caso de discordância extrema, ou de alguma indecisão sobre o que fazer a respeito de algo, não é preciso muita demonstração para se mostrar que o sujeito armado da sala está em primeiro na fila de prioridade de obediência. Quem chegou armado não precisa pegar fila.
É uma das mais interessantes contribuições à ciência política que pode ser vista, por exemplo, no curso Política e Cultura no Brasil, de Olavo de Carvalho: ao invés de apenas observar o nome fantasia e a propaganda declarada das idéias políticas, é preciso analisar quais são seus meios de concretização.
Um dos clichês mais irrefletidamente repetidos a respeito das armas é que outros instrumentos servem para outras coisas, e também para matar, mas as armas só servem para matar. É um erro de desconhecimento do instrumento: a maior parte dos instrumentos serve para matar apenas em caso de uso, enquanto a arma, bem ao contrário, justamente pelo desenho de sua finalidade, costuma ser um excelente instrumento para ameaçar. É difícil ameaçar e exigir um comportamento de outra pessoa com uma caneta ou um martelo, que igualmente podem gerar ferimentos fatais. É com a ameaça de uso, e não com o uso, que a arma é instrumento de poder: não se obtém muito poder dos mortos. Dead men tell no tales.

ARMAS DE ESQUERDA, ARMAS DE DIREITA

E é aqui que surge uma diferença de pensamento entre, genericamente falando, direita e esquerda. Se concordam com o que vai acima, discordam do que fazer com tal poder, político ou não, devido a outras premissas.
A esquerda, defensora da igualdade, crê que seres humanos deveriam agir conforme um planejamento coletivo. Sem este plano único, cada um tomaria caminhos diferentes na vida, gerando desigualdade e dissenção. Um pensamento que tem como origem mitológica Procrustes, como origem moderna Thomas Hobbes, como grande ideólogo “científico” Karl Marx e como grande consubstanciação política a Revolução Francesa e a Revolução Russa, a visão de esquerda implica um poder concentrado para concretizar seus intentos. Por isso, “social” é seu adjetivo preferido.
Sem que o poder esteja completamente concentrado, novamente teremos desigualdade. Afinal, Homo homini lupu, “o homem é lobo do homem”. Uma liberdade de pensamento, expressão e ação média já pode gerar conflitos, portanto, tudo precisa ser regulado por uma força maior.
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Se os cidadãos, porém, possuírem armas, tal força maior nunca será uma força maior de fato. Não há possibilidade de uniformização, homogeneização e mesmificação promovidas por um poder total, nem mesmo a própria construção do poder total, privando-se a liberdade individual em prol de um “bem maior” (e incrivelmente mais forte, ao qual não se pode obedecer), se qualquer um que resolva desobedecer o grande projeto possa ter os meios de desobediência. A idéia de um “contrato social” só poderia gerar mesmo a polícia política soviética caçando “contra-revolucionários” que não aceitem o pensamento único.
É esta visão de um planejamento social onipotente, onipresente e que tenta ser onisciente que está encoberto em muito do discurso político do Brasil, um país com uma tendência mais conservadora na população média, mas de educação hegemonicamente esquerdista. Tal educação nega a liberdade individual, como no caso marxista, ou presume que, se tal liberdade existe, deve ser coibida, como no hobbesianismo.
Todos os problemas são coletivos, todas as responsabilidades podem ser terceirizáveis, tudo será resolvido não com atitudes e valores que falem a uma consciência individual, mas com mais planejamento. É a crença de que a criminalidade se resolve com educação, que a violência é culpa do preconceito, que uma crise financeira só pode ser resolvida com mais intervenção estatal, que a inanição cultural só pode ser resolvida com aumento de“incentivos” supostamente “dados” pelo Estado.
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Neste último exemplo, por sinal, lê-se nas entrelinhas os dois eixos de sustentação da esquerda contemporânea: professores pespegando o dogma de que eles próprios é que são a solução para tudo, e cada novo problema tem sempre como solução mais de sua doutrina, sempre denominada apenas “educação”, genericamente, sem explicar seu conteúdo. E também a idéia de “incentivos”: seres humanos, para eles, não agem por um diálogo interno entre suas consciências próprias e suas vontades, e sim apenas reagem a estímulos anteriores, como autômatos, como robôs, como marionetes. E cabe a eles puxarem os fios.
Alguém imbuído de tal visão de mundo pode pensar que as pessoas possam usar armas? Citando-se até mesmo o próprio marxista Walter Benjamin, não se trata apenas do medo de as pessoas se matarem como bobas por aí (o argumento padrão é afirmar que brigas de trânsito e entre vizinhos sempre terminam em morte caso alguém esteja armado, jurando que existem estatísticas para isso). O medo maior é que haverá um poder concorrente ao poder de planificação do grande Estado.
Se as pessoas apenas reagem, a única saída (e ainda considerada “justa”, “ética” e mesmo “libertadora”) é que apenas o Estado controle todas as armas. Sempre que um criminoso usar uma arma contra um cidadão desarmado, a falha não foi de duas consciências em conflito – foi de ainda maior falta de planejamento, exigindo-se ainda mais planejamento para lidar com ela: é preciso controlar ainda mais as armas, e não a vontade de matar.
Cada mostra de que as pessoas não agem de acordo com o grande Estado apenas provaria de que é preciso ainda mais Estado para controlar as pessoas, e seus instrumentos de ação. Qualquer poder individual não apenas causa falhas de planejamento: põe os próprios planos e os próprios planejadores em risco. A falha é sempre do plano geral de obediência, não de indivíduos.
Situação inversa ocorre na direita. Defensora da liberdade, é caudatária da idéia de que os homens agem desordenadamente, sem obedecer a um rito unificador. Por isso seu foco não é criar um padrão único de obediência coletiva, seja uma revolução ou uma ideologia comum imposta via Ministério da Educação – sua âncora é a consciência individual, o diálogo interior antes do exterior, a observância de princípios e de uma moral até superior a uma lei escrita.
Bem ao contrário da esquerda, tal pensamento não é traçado por um punhado de pensadores modernos, podendo ter sua origem rastreada até filósofos tão antigos e de quilate tão universal e sobre os tempos quanto Aristóteles ou Cícero. Sistematizada em reação às intenções “sociais” e ao furor por uma “correção” dos defeitos do poder com ainda mais poder na Revolução Francesa, seu desejo é por um poder diluído entre os cidadãos, sem que ninguém possa exercer um poder extremo sobre outros.
Seus principais documentos são a Carta Magna, limitando o poder do rei inglês, e a Constituição Americana, que muito mais proíbe o Estado de fazer diversas coisas do que tenta limitar o poder dos cidadãos. Essa Constituição, já em sua Segunda Emenda, proíbe o Estado de restringir o acesso dos cidadãos às armas.
Com o poder diluído entre cidadãos, não é possível criar, mesmo em situações de emergência, as condições e meios para se instaurar uma ditadura, ou mesmo um completo Estado de sítio em que toda a população fique refém de um poder maior.
Isto vale tanto para uma ação estatal quanto para uma privada. Ou seja: também uma gangue ou milícia fica impossibilitada de seqüestrar toda uma população com armas, se pessoas aleatórias dessa população puderem estar armadas.
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Antes de pensar na política e no abstrato (o que vai de “o povo” até “indústria bélica” ou “a criminalidade”), basta pensar: você, se fosse uma pessoa má, entraria num vagão de metrô, sacaria sua submetralhadora Uzi carbine e gritaria: “Isso é um assalto, passem todo o dinheiro e celulares para cá!” se soubesse que 
uma pessoa no vagão pudesse, apenas pudesse estar tão bem armada quanto você?Novamente, não é apenas o uso da arma que conta, mas a possibilidade de uso. A mera idéia de que alguém possa estar armado faz qualquer assalto ou atentado terrorista ser adiado (e esta é uma “estatística” impossível de ser mensurada, mas instintivamente óbvia).
A tese de que as pessoas só agem conforme um planejamento central, é o próprio Walter Benjamin quem nos conta, tem o terrorismo, os assaltos, os assassinatos como falhas do poder que exigem mais poder. O medo de políticos que temem que os cidadãos tenham armas não é a respeito do que as pessoas se matem: é o de que as pessoas tenham poder sobre políticos.

CONTROLE DE ARMAS NÃO TEM A VER COM ARMAS. TEM A VER COM CONTROLE.

Ou, trazendo a discussão para ainda mais perto da realidade da discussão hodierna: será mais fácil fazer isso na Suíça, onde quase 10% da população anda armada livremente, até mesmo carregando rifles e armamento pesado, ou no Brasil, onde vigora o Estatuto do Desarmamento e a população não usa armas?
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Aqui é que uma resposta ao impasse sobre as armas pode ter uma resposta também profundamente óbvia, se retirarmos as ideologias. A Suíça é um país que não tem um governo grande, é um paraíso fiscal, as pessoas pagam poucos impostos, a liberdade de expressão é sagrada, não há intervenção estatal na economia, não há um dirigismo unívoco para a população obedecer e, claro, a cultura de armas é gigantesca, da caça ao esporte. Adolf Hitler, que poderia ter atacado a Françaatravés dos Alpes suíços (lição que Sun Tzu já conhecia há 5 mil anos: atacar de maior altitude é sempre uma vantagem), desistiu ao lembrar que a Suíça nem precisa ter um exército de fato: sua própria população funciona como um. Encarou a França de frente e começou a perder a guerra.
É conhecida a anedota suíça que reza que o príncipe alemão Wilhelm Hohenzollern certa vez, quando em visita a Suíça, foi convidado a assistir um dos inúmeros treinamentos militares a que os cidadãos desse país são submetidos. A um dado momento perguntou ao comandante do exercício: “Quantos homens em armas você possui?” Foi-lhe respondido: “Um milhão”. O príncipe, posteriormente Kaiser da Alemanha, então indagou: “O que você faria se cinco milhões de meus soldados cruzassem sua fronteira amanhã?” Ao que o comandante suíço replicou: “Cada um de meus homens daria cinco tiros e iria para casa.”
É comum que as pessoas tirem a conclusão apressada de que as armas funcionam na Suíça porque é um país civilizado que segue regras, enquanto no Brasil gerariam o caos porque não seguimos regras. Fora a análise antropológica flertando perigosamente com o racismo, como se regras ou falta delas fossem algo congênito, genético, atávico ou ambiental, basta inverter o clichê para perceber a verdade: o povo suíço conseguiu alcançar a tradição de seguir leis justamente por ter um poder diluído e aquilo que o brasileiro menos acredita: no poder das armas, já que não é preciso ser muito genial para perceber que tentar sabotar a segurança das pessoas na Suíça não é algo propriamente fácil, enquanto no Brasil… oh, o Brasil.
Uma filosofia sobre os meios instrumentos, e não só sobre intenções, mostraria ao brasileiro a verdade sobre armas. Basta, novamente, lembrar aquilo no qual esquerda e direita concordam: o poder vem do cano de uma arma.
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Se quisermos que apenas os bandidos e terroristas tenham poder, geraremos o Brasil e os atentados terroristas islâmicos no Primeiro Mundo, que nunca (repetimos: nunca) são realizados diante de vítimas com o mínimo potencial de estarem armadas – que dirá tentar matar os “infiéis ocidentais”, cristãos, capitalistas, ateus, comedores de bacon e mulheres de biquini, num clube de caça, na NRA, num bar de rednecks no Texas. Locos si, pero no tontos.
A lição de Edmund Burke, o compilador moderno das idéias conservadoras, ainda não é compreendida no Brasil: para que o mal triunfe, basta que as pessoas de bem não façam nada. Afinal, não é uma proibição de acesso a um instrumento de poder a toda a população que fará com que os que não respeitam a proibição de matar pessoas não acessem o instrumento de poder. Pelo contrário: todo terrorista e todo assassino ama teses desarmamentistas.
Si vis pacem, para bellum.
FONTE: http://sensoincomum.org/2016/06/16/armas-por-que-uns-defendem-outros-querem-proibir/

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Generais concluem que Obama apoiou a al-Qaeda

10 de fevereiro de 2015


Generais concluem que Obama apoiou a al-Qaeda

Investigação de especialistas militares descobre que os EUA ‘mudaram de lado’ na guerra contra o terrorismo

Jerome R. Corsi
Comentário de Julio Severo: Para resumir, o artigo que publico hoje, traduzido gentilmente por Dionei Vieira, trata do ataque à embaixada dos EUA em Benghazi, na Líbia. O artigo, com dados de fontes militares dos EUA, revela que a embaixada era um ponto de contrabando de armas para os terroristas da al-Qaeda. As armas iam também para os terroristas muçulmanos que querem derrubar Assad na Síria. Esses terroristas estão estuprando, torturando e matando cristãos ali. Qual é a razão do governo dos EUA se envolver em papel tão infame, colocando a vida de cristãos diretamente em perigo? É uma boa pergunta.
NOVA IORQUE, EUA — O governo Obama e o Departamento de Estado, sob a gestão da Secretária de Estado Hillary Clinton, "mudaram de lado na guerra contra o terrorismo" em 2011 através da implementação de uma política para facilitar a entrega de armas para os militantes rebeldes, dominados pela al-Qaeda, na Líbia, que estavam buscando derrubar Muamar Kadafi do poder, concluiu a Comissão dos Cidadãos sobre Benghazi (CCB) em seu relatório provisório.
Em entrevistas ao site WND, vários membros da comissão têm revelado a sua constatação de que a missão de Christopher Stevens, antes da queda de Kadafi e durante o tempo em que Stevens atuava como embaixador dos EUA, era de gerenciar um programa secreto de contrabando de armas operado fora do complexo de Benghazi.
O Projeto de contrabando de armas do governo Obama na Líbia, bem como o programa "velozes e furiosos" sob o comando do Departamento de Justiça de Eric Holder, operaram sem obter ou buscar a autorização do Congresso.
O site WND noticiou na segunda-feira que, em entrevistas exclusivas realizadas com 11 dos 17 membros da comissão, estava claro que enquanto o CCB ainda está entusiasmado para trabalhar com o republicano Trey Gowdy, presidente do Comitê Seleto da Casa sobre Benghazi, e esperançoso de que Boehner estivesse sério sobre o inquérito, vários membros da CCB, falando em seu próprio nome e não como porta-vozes da comissão, estão expressando preocupações, querendo garantir que a investigação Gowdy não seja comprometida por elementos de dentro do Partido Republicano.
O relatório provisório sobre Benghazi da Comissão dos Cidadãos, em um parágrafo intitulado "Mudando de Lado na Guerra contra o Terrorismo", alega que "os EUA estavam totalmente cientes e facilitaram a entrega de armas para as milícias rebeldes dominadas pela al-Qaeda, durante toda a rebelião de 2011".
O relatório afirmou que a agenda jihadista da AQIM, o Grupo de Combate Islâmico da Líbia e outros grupos terroristas islâmicos representados entre as forças rebeldes eram bem conhecidos das autoridades norte-americanas responsáveis pela política na Líbia.
"Os rebeldes não faziam segredo de sua filiação à al-Qaeda, abertamente operavam aeronaves e falavam em frente da bandeira negra da Jihad Islâmica, de acordo com o autor John Rosenthal e várias reportagens dos meios de comunicação", disse o relatório provisório. "No entanto, a Casa Branca e altos membros do Congresso, deliberada e conscientemente, seguiram uma política de apoio material às organizações terroristas, a fim de derrubarem um governante que vinha trabalhando em estreita colaboração com o Ocidente ativamente para suprimir a al-Qaeda".
O relatório concluiu: "O resultado na Líbia, em grande parte da África do Norte e outros lugares, tem sido o caos total, com a interrupção da indústria de petróleo na Líbia, a proliferação de armas perigosas (incluindo mísseis terra-ar) e dando poder para organizações jihadistas tais como a al-Qaeda e a Irmandade Muçulmana".

Christopher Stevens: ‘o primeiro enviado dos EUA para a Al-Qaeda’

Nas entrevistas ao site WND, vários membros da comissão dos cidadãos, falando por si mesmos, e não pela comissão, acrescentaram um importante segundo plano para a conclusão do relatório provisório.
"No início de 2011, antes de Kadafi ser deposto, Christopher Stevens chegou a Benghazi em um navio de carga e seu título na época era ‘enviado para os rebeldes da Líbia’, que significa, basicamente, Christopher Stevens foi o primeiro embaixador especial dos Estados Unidos para a al-Qaeda", explicou Clare Lopez, membro da comissão que trabalhou como oficial de operações de carreira na CIA e atualmente é vice-presidente de pesquisa do Centro para a Política de Segurança com sede em Washington.
"Naquele tempo, Stevens estava facilitando a entrega de armas à milícia que estava ligadas à al-Qaeda na Líbia", continuou Lopez. "As armas foram produzidas em fábricas na Europa Oriental e enviadas para um centro de logística no Qatar. As armas foram financiadas pelos Emirados Árabes Unidos e entregues via Qatar, principalmente por navios, com algumas das entregas feitas possivelmente por aviões para Benghazi. As armas eram de pequeno calibre, incluindo fuzis Kalashnikov, lança-granadas e muita munição".
Lopez explicou ainda que, durante o período de tempo em que Stevens estava facilitando a entrega de armas para a milícia filiada à al-Qaeda, na Líbia, ele estava morando nas instalações que mais tarde foram designadas como o Complexo de Missão Especial em Benghazi.
"Isso era sobre armas que estavam indo para a Líbia, e Stevens estava coordenando com Abdelhakim Belhadj, o líder do Grupo de Combate Islâmico Líbio, com outros líderes da milícia filiados à al-Qaeda e com líderes da Irmandade Muçulmana da Líbia que dirigiam a rebelião contra Kadafi como um desdobramento da Irmandade Muçulmana egípcia", disse Lopez. "Muitos dos membros individuais das milícias ligados à al-Qaeda, incluindo o LIFG e os grupos que mais tarde se tornariam o Ansar Al-Sharia, eram membros da Irmandade Muçulmana primeiramente".
De acordo com o relatório provisório, conforme detalhado por Lopez, uma delegação dos Emirados Árabes Unidos viajou para a Líbia após a queda de Kadafi para recolher o pagamento das armas que os Emirados Árabes Unidos tinham financiado e que o Qatar tinha entregue ao TNC líbio durante a guerra.
"A delegação dos Emirados Árabes Unidos estava buscando US$ 1 bilhão que alegavam que lhes era devido", observou o relatório provisório. "Durante a sua visita a Trípoli, os funcionários dos Emirados Árabes Unidos descobriram que metade do valor de US$ 1 bilhão em armas que tinham financiado para os rebeldes tinham, de fato, sido desviados por Mustafa Abdul Jalil, o chefe da Irmandade Muçulmana do TNC líbio e vendidos a Kadafi".
De acordo com informações colhidas durante a visita aos Emirados Árabes Unidos a Trípoli, quando Jalil entendeu que o Major General Abdel Fatah Younis, ex-ministro do interior de Kadafi antes de desertar para as forças rebeldes ao final de fevereiro 2011, havia descoberto sobre o desvio de armas e os US$ 500 milhões de pagamento de Kadafi, Jalil então ordenou a Abu Salim Abu Khattala, líder da brigada Abu Obeida Bin al-Jarrah, que matasse a Younis.
"Abu Khattala, mais tarde identificado como um comandante da Ansar al-Shariah que participou do 11 de setembro de 2012 na missão de ataque aos EUA em Benghazi, aceitou as ordens e comandou o assassinato do general Younis em julho de 2011", observou o relatório provisório.
Abu Khattala está preso em Nova Iorque, onde aguarda julgamento em um processo secreto do Departamento de Justiça, depois que membros das Operações Especiais da Força Delta dos EUA o capturaram no fim de semana de 14-15 de junho de 2014, em uma missão secreta na Líbia. A brigada de Abu Khattala foi incorporada pela Ansar al-Shariah, em 2012, e ele foi positivamente identificado pelo FBI em uma foto de um telefone celular na cena da missão de ataque aos EUA em Benghazi.
A linguagem do relatório provisório deixou claro porque a sequência de eventos é importante.
"A importância fundamental deste episódio é a demonstração de uma relação militar na cadeia de comando entre a liderança da Irmandade Muçulmana do TNC líbio e da milícia filiada à al-Qaeda (Ansar al-Shariah), que foi nomeada como a responsável pela missão de ataque aos EUA em Benghazi", concluiu o relatório provisório.
"O que temos aqui é a liderança da Irmandade Muçulmana da revolução dando a ordem de matar para uma milícia muçulmana afiliada a al-Qaeda, que, em seguida, a executou", resumiu Lopez. "Este vínculo da cadeia de comando é importante, mesmo que ainda não tenha recebido a devida atenção da mídia”.

Um grande momento ‘oh não’

"Depois de Kadafi ser deposto e Stevens ser nomeado embaixador dos EUA na Líbia, o fluxo das armas reverteu", observou Lopez. "Agora Stevens tem a função de supervisionar o carregamento de armas da Líbia para a Síria para armar os rebeldes que lutam contra Assad, alguns dos quais finalmente se tornaram a al-Nusra na Síria e outros se tornaram o ISIS”.
Lopez distinguiu que "a al-Nusra na Síria ainda afirma lealdade a al-Qaeda, enquanto que o ISIS rompeu com a al-Qaeda, não porque o ISIS seja muito violento, mas por insubordinação, depois que Abu Bakr Al-Baghdadi, líder do ISIS, quis operar seu próprio show dentro da Síria, bem como no Iraque e assim desobedecendo às ordens do líder da al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri".
Ela observou que, nesse período de tempo, após a queda de Kadafi e antes de 11 de setembro de 2012, no ataque ao complexo de Benghazi, Stevens estava trabalhando com a Turquia para enviar armas para fora da Líbia com destino à Síria para o uso dos rebeldes que lutam contra Assad.
De acordo com os autores do livro best-seller "13 Horas", em 11 de setembro de 2012, antes do início do ataque ao complexo de Benghazi, Stevens teve um jantar com o cônsul geral turco Ali Sait Akin. Stevens teria escoltado o diplomata turco para fora do portão principal do complexo de Benghazi para dizer adeus a Akin por volta das 19:40, hora local, antes de voltar para a ‘Villa C’ para ir dormir.
Kevin Shipp, especialista em contraespionagem que trabalhava na CIA no sétimo andar em Langley como parte do pessoal de proteção ao então diretor da CIA, William Casey, novamente falando por si mesmo em sua entrevista ao site WND, concordou com Lopez de que a operação de contrabando de armas gerenciada por Stevens é um segredo da Casa Branca de Obama e do Departamento de Estado de Hillary Clinton que tem procurado suprimi-lo do público.
"A parte chocante, talvez até mesmo uma violação do direito internacional com qual o governo Obama tem estado aterrorizado que seja revelada plenamente, é que Stevens, em suas ações, como parte de seus deveres como um funcionário do Departamento de Estado, estava ajudando no transporte de armas primeiro para a Líbia e então para a milícia filiada à al-Qaeda, com as armas sendo enviadas posteriormente para fora da Líbia com destino à Síria para o uso dos rebeldes filiados a al-Qaeda que combatem Assad", disse Shipp ao site WND.
"Muito possivelmente, essas atividades de contrabando de armas podem ser vistas até mesmo como crimes de traição", disse ele.
Shipp assinalou ainda que nas operações de contrabando de armas em que a CIA quer negar sua atuação, a CIA geralmente envolve terceiros.
"A forma como a CIA opera é através de um ‘intermediário’, em que você pega o Qatar para fazer o transporte das armas e você facilita o transporte. Portanto, agora a culpa é dos terceiros", explicou.
"O Qatar provavelmente teria sido capaz de conseguir isso sem qualquer atribuição para a CIA se o ataque ao complexo de Benghazi não tivesse acontecido. O ataque basicamente lançou luz sobre esta operação que a Casa Branca, do Departamento de Estado e da CIA estavam tentando manter em segredo", disse ele.
"O ataque em Benghazi foi um grande momento de choque de algo que deu muito errado.
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