COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
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sexta-feira, 21 de março de 2014

O elitismo da "missão integral"

Se o pessoal da TMI diz amar os pobres, deveria começar amando os pobres domésticos da fé (Gl. 6:10). Mas não! São capazes de fazer juras de amor a criminosos, a invasores de terras, a gayzistas declarados, mas não conseguem demonstrar um mínimo de misericórdia pela igreja pobre.

Muitas vezes, o discurso de um grupo pode ser caracterizado, exatamente, pelo contrário de suas próprias atitudes. Enquanto berra aos quatro cantos que faz, acredita e defende algo, na prática age de maneira a negar, peremptoriamente, aquilo mesmo que apresentou como sendo sua bandeira. Isso é o que ocorre com a chamada Teologia da Missão Integral (TMI). Ela, que surgiu de um movimento que dizia ter como seus protegidos os excluídos, que lutava pela justiça social e que tinha uma preferência pelos pobres, não passa de uma ideologia, e como toda ideologia, mais fala do que faz.
Basta ver como os líderes da TMI ficam incomodados com a forma de atuar das igrejas pentecostais, estas, em sua grande maioria, inseridas nos bairros mais pobres das grandes cidades. Eles se incomodam com a ignorância teológica, com a falta de ordem, com as manifestações esteticamente feias, com a espiritualidade desvairada e com a total ausência de qualquer ideologia das “portinhas” que se abrem aos montes e que se autodenominam igrejas, ministérios, comunidades. Na verdade, os missionários da Missão Integral não suportam a pobreza da igreja brasileira, seu chão sujo e sua gritaria sem modos.
Se o pessoal da TMI diz amar os pobres, deveria começar amando os pobres domésticos da fé (Gl. 6:10). Mas não! São capazes de fazer juras de amor a criminosos, a invasores de terras, a gayzistas declarados, mas não conseguem demonstrar um mínimo de misericórdia pela igreja pobre que, bem ou mal, vai se virando em meio à população mais carente. Só porque estas igrejas não têm ouvidos para seu discurso, pois sequer o entende e, com isso, acabam sendo mais conservadoras do que eles suportariam que fossem, não apenas as desprezam, mas criticam-nas impiedosamente. O que parece é que no mundo da ideologia evangélica esquerdista há pobres que são mais merecedores de compaixão do que outros.
Mas isso não acontece por acaso. Não se deve ignorar que todos os apóstolos da Missão Integral são burgueses. Nenhum desses pensadores veio do meio do povão. Nenhum deles é pobre, nenhum excluído. São todos homens abastados, com boa instrução e bons rendimentos, que escrevem de seus gabinetes climatizados, a partir de suas igrejas confortáveis. Por isso, o público que eles atingem é semelhante a eles: uma classe média evangélica, cansada da feiura da igreja brasileira. As pregações da TMI encontram receptividade em uma multidão de evangélicos que querem fugir do sufocamento promovido por uma igreja espiritual demais, preocupada demais com a santidade. O que eles querem é viver uma religiosidade light, sem sujar demais as mãos, principalmente com endemoninhados babões vomitando em cima deles.
Há até algumas obras assistenciais desses grupos, pois o discurso ficaria completamente no vazio se não as tivesse. Porém, observem como são quase todas obras oficiais, como de ONG’s, sustentadas, muitas vezes, com dinheiro público, com parcerias com o Estado e que existem mais para propaganda, mais para serem vistas pelos de fora. Os assistidos por eles são, invariavelmente, pobres distantes, que podem ser atendidos hoje, mas que permitem que o assistente volte para casa para limpar suas mãos em álcool gel. Quem fica com o trabalho sujo são os pastores de bairro, em sua grande maioria de igrejas pentecostais e neo-pentecostais, com sua teologia torta, com seu português errado e com suas loucuras espirituais, mas que estão libertando as pessoas das drogas, retirando jovens da vida criminosa, dando algum alento e esperança para o cotidiano selvagem da vida pobre nos rincões brasileiros.
Ninguém fez mais para a salvação de pessoas condenadas ao inferno da vida miserável do que as pequenas igrejas de bairro, onde não há espaço para ideologia, onde Karl Marx deve ser, no máximo, o nome de algum jogador gringo de futebol. Por isso, quando um representante da Teologia da Missão Integral escreve, direto de seu laptop de última geração, alguma coisa relativa a defesa dos pobres, isso me soa como absurdamente cínico.
Na verdade, a Teologia da Missão Integral é elitista. Seu cessacionismo, sua aversão às manifestações pentecostais e sua retórica empolada apenas colocam-na cada vez mais longe de onde estão aqueles que ela mesmo diz defender. Seus líderes dizem amar os pobres, mas jamais os vi dividindo seus bens com nenhum deles.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

VEJA OS ATAQUES DOS EVANGÉLICOS CESSACIONISTAS CONTRA OS PENTECOSTAIS E NEO-PENTECOSTAIS !

Link deste artigo: http://bit.ly/1gyibSJ

Os teólogos cessacionistas não são deuses

Julio Severo
Em resposta ao artigo “Incoerência cessacionista,” do Dr. Fábio Blanco, um leitor calvinista postou um comentário público no meu blog. Ele disse:
“Em primeiro lugar, entendo que acima de tudo, deve haver respeito em relação aos pastores presbiterianos citados no texto. Em segundo lugar, é necessário que os que defendem a distribuição dos dons espirituais, sejam pragmáticos e citem exemplos evidentes desses dons, assim como também, o nome do obreiro que detém tal poder. De mais a mais, se a preocupação dos críticos do cessacionismo, é cura, visão e profetada, eu sugiro que façam uma visita a um centro espírita e lá, poderão ver tudo isso in loco. Eu pergunto, quem cura no espiritismo? É o Espirito Santo?... Eu desafio a qualquer de vocês que defendem a distribuição dos dons espirituais, a apresentar o(s)obreiro(s) e a(s) igrejas que possuem hoje, esses dons. Vamos cessar com a crítica pela crítica e entrar na vida prática. ‘A fé que tens, tem na para ti mesmo’. Afinal, DEUS constituiu alguém aqui como juiz?...Quem és tu, que julgas o servo alheio?(Romanos 14:4).”

O nome do comentarista é Evandro Brant e seu perfil está neste link: http://archive.is/U2N9x
Como presbiteriano (ou calvinista, ou reformado), ele defende o cessacionismo.
Para a vasta maioria, o termo calvinista ou calvinismo é obscuro, por estar ligado exclusivamente aos presbiterianos e a alguns batistas. Mais obscura ainda é a crença teológica, adotada por alguns setores calvinistas, de que Deus não concede hoje profecia, visão e outros dons sobrenaturais. Essa crença se chama “cessacionismo,” pelo fato de que seus adeptos acreditam que esses dons sobrenaturais cessaram após a morte dos primeiros apóstolos de Jesus. Essa crença traz à conclusão inevitável de que profecia e outros dons hoje são manifestações demoníacas, conforme ensina o Bispo Edir Macedo, um cessacionista roxo.

Vou responder, ponto por ponto, aos questionamentos cessacionistas do Evandro Brant.
Evandro Brant: “Em primeiro lugar, entendo que acima de tudo, deve haver respeito em relação aos pastores presbiterianos citados no texto.”
Resposta de Julio Severo: Não houve desrespeito nenhum, nem xingamento ou coisa parecida. O autor do texto, Fábio Blanco, mostrou sua discordância com o cessacionismo citando, entre outros, o maior teólogo cessacionista do Brasil, o Dr. Augustus Nicodemus.

Se o Dr. Fábio tivesse xingado o Dr. Augustus, eu estaria neste momento defendendo a vítima. O que seria então desrespeito num texto onde há discordância respeitosa? Quando lidamos com deuses, nem discordância respeitosa é aceita. Por exemplo, não posso dizer: “Respeito muito Jesus Cristo, mas discordo quando Ele diz que é Filho de Deus.” Esse tipo de “respeito” é inválido, pois como Deus a Ele devemos total submissão e respeito, sem nada questionar de sua divindade, atributos, mandamentos e opiniões. Esse não é o caso com relação a mim, ao Fábio e ao Augustus. Somos todos de carne. Nenhum de nós é infalível. Mas me preocupa o modo como se criam personalidades incriticáveis e infalíveis nos meios calvinistas. Décadas atrás, Caio Fábio era o maior reverendo da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e o maior calvinista do Brasil. Ele era como um deus. Ninguém podia criticá-lo. 

Com esse triste exemplo, será que ainda não aprendemos (principalmente no caso dos presbiterianos) que não podemos colocar ninguém, nem Augustus Nicodemus, nem outro reverendo, na posição de incriticabilidade e infalibilidade outrora ocupada por Caio Fábio, nem lhes dar a posição de Deus? A mínima e “respeitosa” crítica a Deus já é em si desrespeito. Contudo, Nicodemus não é um deus. Portanto, não há nenhum motivo para enxergar desrespeito numa simples e respeitosa discordância do cessacionismo dele.
Estátuas de Calvino e outros teólogos
Vou lhe dar um exemplo mais prático do que é desrespeito, e se os calvinistas são vítimas ou não. Recentemente, quando publiquei no meu blog uma matéria do jornal inglês Daily Mail dizendo que Martin Luther King era viciado em adultério, o tabloide sensacionalista Genizah disse: “O racista e homofóbico Julio Severo pirou de vez e agora ataca Martin Luther King.” 

Dois anos atrás, Nicodemus disse a mesma coisa, e nesse tempo todo nunca vimos o autodenominado calvinista José Danilo Silvestre Fernandes Filho, dono do tabloide, espumando: “O racista e homofóbico o Rev. Augustus Nicodemus pirou de vez e agora ataca Martin Luther King.”

A explicação pode ser simples: Fábio e eu estamos na posição de meras criaturas. A criatura pode ser criticada e xingada, mas os deuses não.
Penso que o Dr. Fábio pegou bem leve na questão, pois outro teólogo calvinista, Vincent Cheung, afirma que o cessacionismo é uma doutrina falsa, conforme consta no seguinte artigo: “Teólogo calvinista Vincent Cheung refuta incredulidade de teólogos calvinistas que ensinam que dons sobrenaturais cessaram 2000 anos atrás.” Sendo assim, é necessário combater em termos mais fortes, pois doutrina falsa implica em prejuízo e perigo para a igreja inteira.

Evandro Brant: “Em segundo lugar, é necessário que os que defendem a distribuição dos dons espirituais, sejam pragmáticos e citem exemplos evidentes desses dons, assim como também, o nome do obreiro que detém tal poder.”

Resposta de Julio Severo: Temos exemplos muito conhecidos e antigos para o público. Na televisão brasileira na década de 1970, tínhamos o programa “Clube 700,” apresentado pelo Pr. Pat Robertson, que frequentemente demonstrava o dom de revelação em seu programa. As revelações muitas vezes tinham a ver com problemas no público. Outro programa famoso era o “Alguém Ama Você,” do Pr. Rex Humbard, que evangelizava sempre orando por cura em favor dos telespectadores. Claro que mesmo na década de 1970, esses pastores eram muito atacados. Documentei em meu blog como um programa do Fantástico, da Rede Globo, usou um pastor presbiteriano liberal pró-homossexualismo para atacar Robertson e Humbard. O documento está neste link: http://bit.ly/1axbiAu
Rex Humbard
Entre os brasileiros, há o Pr. Manoel de Melo, fundador da Igreja Brasil para Cristo, que tinha dons de revelações, demonstrados ao vivo em seu programa de rádio em São Paulo na década de 1980. Há também Robson Rodovalho, que é o presidente da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra. Ele tem o dom de revelação, que é usado em benefício da igreja. Anos atrás eu mesmo fui abençoado com uma revelação através dele, conforme registrado aqui: http://bit.ly/YAuXI5

Não posso citar aqui Edir Macedo, pois ele é cessacionista, não acreditando que hoje haja profecia e revelações de Deus. Ele ensina que as manifestações desses dons hoje são do “diabo” e que Deus só fala através da Bíblia, nunca mediante sonhos, visões e profecias. Mas assim como a posição cessacionista de Macedo não tem consenso entre neopentecostais, igualmente a posição cessacionista do Rev. Augustus Nicodemus não tem consenso entre calvinistas. Wayne Grudem, Jack Deere, Rodman Williams são apenas alguns entre vários teólogos calvinistas que rejeitam a doutrina falsa do cessacionismo.

Em muitas igrejas locais, é possível encontrar cristãos simples com uma variedade de dons, inclusive profecias e revelações, em cumprimento da promessa de Deus:
“Nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre todos os povos, os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão.” (Atos 2:17-18 KJA)

Evandro Brant: “De mais a mais, se a preocupação dos críticos do cessacionismo, é cura, visão e profetada, eu sugiro que façam uma visita a um centro espírita e lá, poderão ver tudo isso in loco. Eu pergunto, quem cura no espiritismo? É o Espirito Santo?”
Resposta de Julio Severo: A similaridade entre manifestações espirituais em religiões pagãs e os dons sobrenaturais do Espírito Santo não é nenhuma novidade. Na cidade de Corinto, havia muita adoração pagã, inclusive a Apolo, um ídolo que tinha espíritos que se manifestavam e dava curas e revelações aos adoradores. Havia também manifestações de línguas estranhas. Por isso, quando o Apóstolo Paulo evangelizou Corinto e trouxe, através de seu ministério, as manifestações do Espírito Santo à igreja que se formou em Corinto, ele precisou explicar que o que eles estavam começando a experimentar do Espírito Santo (profecias, revelações, curas, etc.) não era a mesma coisa que eles haviam experimentado dos espíritos do culto a Apolo e outros deuses. Paulo disse:
“A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que tenhais desconhecimento. Sabeis que, quando éreis pagãos, de uma maneira ou outra, fostes fortemente atraídos para os ídolos mudos. Portanto, eu vos afirmo que ninguém que fala pelo Espírito de Deus, pode dizer: ‘Maldito seja Jesus!’ Da mesma forma, ninguém pode declarar: ‘Jesus é Senhor!’, a não ser pelo Espírito Santo.” (1 Coríntios 12:1-3 KJA)
Paulo ensinando em Corinto
Imagine então o desafio para Paulo, quando um membro da recente igreja de Corinto chega e diz: “Apóstolo Paulo, estou preocupado! Estou tendo visões! Estou tendo revelações! Quando eu adorava os espíritos malignos no templo de Apolo, eu tinha essas experiências. Será que o diabo voltou a me atacar?”

Paulo diz tranquilamente: “Calma, irmão! O demônio não se manifesta em profecias, sonhos e visões na vida de um cristão que vive uma vida de glorificação e louvor a Jesus Cristo. As visões, as profecias e as revelações que chegam para quem glorifica a Deus vêm do Espírito Santo.”

Uma irmã da igreja pergunta: “Apóstolo Paulo, como posso saber a diferença entre profecia do demônio e do Espírito Santo?”

Apóstolo Paulo: “Se a pessoa é pagã ou amaldiçoa a Deus, é sinal de que suas profecias são demoníacas. Mas se a pessoa glorifica e exalta Jesus Cristo, é sinal de que suas profecias não são demoníacas.”

A irmã da igreja então indaga: “Isso significa que posso aceitar toda profecia de quem glorifica Jesus Cristo?”
Apóstolo Paulo: “Minha instrução, irmã, é examinar toda profecia e ficar com o que é bom. Tudo o que for divino nela será confirmado por Deus. Veja a instrução que já dei”:
“Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem.” (1 Tessalonicenses 5:19-21 ACF)
“Tratando-se de profetas, falem dois ou três, e os outros julguem com zelo tudo o que foi dito. No caso de ser concedida uma revelação a alguém que está sentado, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, cada um por sua vez, para que todos sejam orientados e encorajados.” (1 Coríntios 14:29-31 KJA)

Tratando da sua indagação, Evandro, jamais podemos rejeitar o verdadeiro usando como base o falso. Só por que há curas no espiritismo, não pode haver curas na igreja? Só por que há revelações, profecias e sonhos em religiões ocultistas, não pode haver na igreja? Esse foi o mesmo desafio de Paulo e sua igreja em Corinto. Havia curas, profecias e revelações nos cultos de Apolo e outros deuses pagãos, mas essa espiritualidade falsa e pagã nunca impediu Paulo de manter a igreja de Corinto aberta às manifestações dos dons do Espírito Santo.
Templo de Apolo em Corinto
Aliás, se havia uma razão — pelo menos para os teólogos cessacionistas — proibirem dons numa igreja, essa razão era a igreja de Corinto, onde as manifestações dos dons estavam uma bagunça total, com muita carnalidade e pecados sexuais.

A atitude de Paulo foi corrigir os problemas e insistir: Continuem buscando mais dons, principalmente o de profecia (confira 1 Coríntios 14:1).

Durante minha caminhada cristã, vi muitas profecias incorretas (subjetivas, carnais e às vezes até demoníacas). Mas o falso nunca foi base para eu invalidar o verdadeiro. Vi muitas pregações incorretas, mas isso nunca foi motivo para eu rejeitar todas as pregações. Vi muitas interpretações erradas da Bíblia e muitas religiões heréticas surgindo diretamente de posições na Bíblia, mas isso nunca me fez rejeitar a Bíblia. Tenho de ter maturidade para separar o certo do errado.

Acho que se você estivesse na época do Novo Testamento, você sem dúvida diria para o Apóstolo Paulo: “Se você e a Igreja de Corinto querem cura, visão e profetada, eu sugiro que façam uma visita ao templo de Apolo. Lá vocês poderão ver tudo isso in loco. Eu pergunto: quem cura no templo de Apolo? É o Espirito Santo? Então, parem de buscar esses dons!”

Se houvesse cessacionista na época de Paulo, o incrédulo questionaria o apóstolo: “Aí, Paulo! Conheço um bruxo ali na esquina que faz exatamente o que você faz: falar em línguas, profetizar, ter sonhos e visões. E então? Vai querer dizer que no caso do bruxo é o diabo e só no seu é Deus? Eu lhe digo que se fosse realmente Deus que estivesse usando você, Ele não daria para você as mesmas manifestações espirituais que são comuns entre os bruxos. Ele faria algo muito melhor e diferente. Pode apostar!”
Pior ainda: calvinistas cessacionistas como o Evandro encaram de forma derrotista a guerra espiritual em que o mundo está: se o inimigo está usando armas poderosas que são imitação de armas verdadeiras criadas pelo Senhor dos Exércitos, a postura deles é que todos os cristãos devem se desarmar das armas verdadeiras para que ninguém confunda o falso com o verdadeiro. Provavelmente nem a mula de Balaão conseguiria convencer tal mente presa a vícios teológicos de que entre todos os dons sobrenaturais que Deus deu, está incluído o dom de discernimento de espíritos — exatamente para que a igreja saiba a diferença entre dons falsos e verdadeiros.

Não é a tradição teológica humana que consegue entender e discernir os dons falsos e verdadeiros. Se a mente humana, mesmo com vasto conhecimento teológico, pudesse alcançar tal discernimento espiritual, Deus não teria dado um dom específico para discernir dons falsos e verdadeiros.

Os teólogos cessacionistas são prova suficiente de que o mero conhecimento teológico humano é incapaz de substituir o dom do discernimento.
Evandro Brant: “Eu desafio a qualquer de vocês que defendem a distribuição dos dons espirituais, a apresentar o(s)obreiro(s) e a(s) igrejas que possuem hoje, esses dons.”
Resposta de Julio Severo: Parece que você é de Brasília, Evandro. Eu lhe recomendo visitar várias igrejas em que há líderes e membros que têm esses dons bíblicos que você desconhece. Há a Igreja Batista Central de Brasília, do Pr. Vilarindo. Eles podem ajudar você ali. Há a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, onde vários líderes têm esses dons. Tenho minha discordância com Rodovalho sobre suas posturas de ter apoiado o PT. Mas minhas discordâncias são pontuais e, mesmo assim, não dá para negar que ele tem um histórico de encontros com Deus. Ele e outros. Pelo menos, ele não é incriticável, como Caio Fábio era na IPB e como agora parece ser o caso do Rev. Augustus Nicodemus.
E se você apontar que há falhas em Rodovalho, por exemplo, por ter apoiado o PT, lembre-se de que Caio Fábio foi o líder que encaminhou a Igreja Brasileira para o PT, em seus tempos de papa evangélico no Brasil. A diferença é que hoje se Rodovalho é criticado por seu apoio ao PT, ninguém é linchado. Em contraste, o papa evangélico vivia como um deus, incriticável e infalível. O meio calvinista, que abraça o cessacionismo, tem a fraqueza de rejeitar profecias hoje, mas aceita facilmente a construção de ídolos e santos calvinistas.
Evandro Brant: “Vamos cessar com a crítica pela crítica e entrar na vida prática. ‘A fé que tens, tem na para ti mesmo’. Afinal, DEUS constituiu alguém aqui como juiz? Quem és tu, que julgas o servo alheio?(Romanos 14:4).”

Resposta de Julio Severo: Isso não é crítica pela crítica. Quando calvinistas como você, influenciados pelo ensino falso de Nicodemus, dizem que as manifestações de profecias e outros dons sobrenaturais são coisa de espiritismo, você está claramente defendendo a ideia de que todos os cristãos que têm esses dons estão possessos de espíritos malignos. Você acha realmente que o Espírito que movia e abençoava milhões de brasileiros com os programas de Rex Humbard e Pat Robertson era o espiritismo? O Apóstolo Paulo teria refutado essa ideia e ensino errôneos. Ele fez isso no passado e não podemos deixar de dar atenção ao que ele já ensinou sobre isso. Temos a obrigação de seguir o que ele ensinou. A palavra dele foi inspirada por Deus. 

Mas quando Nicodemus e outros teólogos ensinam que Deus não dá hoje profecia e outros dons sobrenaturais que Paulo claramente nos ensinou a buscar, temos de igualar o ensino deles ao ensino infalível do Apóstolo Paulo? Quando Nicodemus e outros calvinistas cessacionistas criticam e julgam cristãos hoje que têm dons sobrenaturais, temos de ser submissos e ouvir quietos, porque você e outros encaram os ensinos deles como infalíveis e incriticáveis? Dizer que hoje não há dons sobrenaturais é a mesma coisa que dizer o que a sua própria conclusão mostra: dons espirituais hoje equivalem a espiritismo

Quem espalha essa doutrina falsa precisa ser refutado, pois o cessacionismo julga a Deus e impõe absurdamente sobre Ele o que Ele pode ou não fazer hoje. Se você, pois, não gosta de ver Nicodemus e outros sendo refutados em seu cessacionismo, você deveria no mínimo parar de comparar cristãos cheios do Espírito Santo com gente cheia de espiritismo.
Note que no Brasil virou tradição calvinistas criticarem sistematicamente pentecostais e neopentecostais. Isso vem de longe. Há o exemplo que citei onde o programa Fantástico, que sempre tratou com desprezo Rex Humbard e Pat Robertson, teve como aliado nas críticas um reverendo presbiteriano. Por que? Porque o cessacionismo é uma base para esses ataques.

Penso que a motivação de muitos calvinistas cessacionistas, especialmente os que se julgam apologetas, que atacam os “abusos” dos pentecostais e neopentecostais não é nenhuma preocupação com a sã doutrina. É aversão aos dons sobrenaturais e preocupação em defender seu evangelho cessacionista — um evangelho doente, aleijado e cego. Eles são, em resumo, movidos por sua fidelidade a esse falso evangelho e qualquer mínima falha humana de pentecostais é motivo mais que suficiente para atacarem, embora façam frequentes vistas grossas e silêncio para horripilantes invasões de evangelhos estranhos nos meios calvinistas, inclusive a Teologia da Missão Integral e seus “deuses” promotores.

Carnalidade e abusos há em todas as igrejas. Aliás, isso é problema antigo. A Igreja de Corinto é um excelente exemplo, sendo cheia de carnalidade e abuso. Se o Apóstolo Paulo tivesse lidado com a igreja de Corinto do jeito que os cessacionistas atacam os cristãos que possuem dons sobrenaturais hoje, é certo que a Igreja de Corinto teria no mínimo sido fechada.

Mas Paulo usou sua experiência com Deus para corrigir a Igreja de Corinto e incentivá-la a buscar mais dons. Ele era um homem com vasto conhecimento bíblico e vasta experiência com dons sobrenaturais.

Para que um líder cristão hoje possa ajudar Igrejas de Corinto, é necessário ter o que Paulo tinha em abundância de conhecimento e dons. Ele mesmo disse aos cristãos de Corinto: “Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vós.” (1 Coríntios 14:8 KJA). Sem isso, os líderes não têm nada para oferecer para igrejas com problemas, a não ser críticas e comparações carnais igualando a atividade do Espírito Santo ao espiritismo e fazendo-se juízes da própria atividade sobrenatural de Deus.

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segunda-feira, 24 de junho de 2013

A loucura do movimento constante...CUIDADO no que vai apoiar!

Link deste artigo: http://bit.ly/1aHsBPR

A loucura do movimento constante

Dr. Fábio Blanco
"As últimas gerações são formadas, portanto, de espíritos desnutridos, pobres, vazios. Homens-máquina que realizam, que resolvem, que fazem acontecer, mas que, por terem um espírito apagado, não compreendem as razões, o sentido final das coisas"
As gerações modernas sofrem de um vazio terrível. Isso parece um absurdo, já que são tão ativas, tão dispostas a fazer tantas coisas, que pensar que algo para elas é chato não tem muito sentido. Porém, seres espirituais que somos, e não apenas biológicos, as ações, os movimentos, os atos não são suficientes para satisfazer a alma humana. Esta, sendo espiritual, apenas encontra o sentido para sua existência em algo espiritual, aquilo que mostra a finalidade do seu ser.
No entanto, o que de espiritual foi cultivado na vida dos jovens dos últimos 50 anos? Estes já nasceram em mundo em pleno movimento, de mudanças constantes e quase ininterruptas. Um mundo que valoriza imensamente as ações, a práxis e que esqueceu do valor da contemplação. Uma sociedade que ama a técnica, que supervaloriza a realização, mas que não reflete, não medita, não pensa no abstrato. Uma geração concreta.
Também são gerações que aprenderam que tudo é permitido. Não há regras que as impedem, a não ser exatamente aquelas que a podem punir no presente, de fato. Portanto, que não se fale para elas de valores eternos, de moral permanente, nem de condenação além da vida. Assim, tudo, para elas, é hoje, é agora.
Tudo isso as ensinou a não planejar a longo prazo, a não enxergar além do que está diante dos olhos, em seu fenômeno mais imediato. Por isso, as coisas precisam acontecer, precisam ser realizadas. A ação é o seu instrumento. Que se façam as coisas para depois ver-se se estão de acordo com as finalidades almejadas. E ações não têm o compromisso com a tradição, com valores, com a moral. Elas, simplesmente, transformam.
São gerações que desprezaram o espírito. Sim, pois o que é do espírito não se resolve no imediato. O que é do espírito depende do cultivo constante, da alimentação da alma, do preenchimento do eu. E isto não se resume na prática, mas depende, inegavelmente, do pensar, do refletir, do abstrair-se constantemente.
Mas as últimas gerações sequer sabem o que é isso: a abstração. O realizar é sua realidade. Trabalham, sim. Realizam, também. No entanto, as transformações que buscam visam o agora, o imediato. Afinal, não foi assim que aprenderam? Não são eles filhos do materialismo dialético que dispensou o transcendente e valorizou unicamente a prática?
E de realização em realização a alma foi-se esvaziando. Conquistas foram obtidas, sem dúvida. Avanços, quem os pode negar? Mas a alma, esta renegada, foi esquecida. Nuca se alimentou tão bem o corpo e nunca deixou-se de tal maneira a alma definhar.
As últimas gerações são formadas, portanto, de espíritos desnutridos, pobres, vazios. Homens-máquina que realizam, que resolvem, que fazem acontecer, mas que, por terem um espírito apagado, não compreendem as razões, o sentido final das coisas.
E daí, de repente, são despertados para algo que eles não entendem. E como entender, se jamais refletiram sobre isso? Apenas percebem que precisam se movimentar, que precisam fazer. Pensar para quê? Vamos agir! E encontram-se nas ruas todas as gerações criadas sob o mesmo paradigma: o da ação. E continuam a mexer-se. E aqui encontra-se a loucura do movimento constante: não tem fim. São apenas corpos vazios de alma que caminham sem direção. Sabem apenas que precisam caminhar. 
O problema é que seus espíritos não estão preparados para compreender nada. Sentem, afinal não são máquinas em um sentido estrito, mas são incapazes de decifrar o que percebem. Então gritam contra tudo. Se não entendem o que exatamente está errado, então tudo deve estar errado. Assim eles sentem.
É por isso que caminham juntos interesses tão diversos, quando não contraditórios. Cada um reclama contra o que sente estar errado, contra aquilo que percebe lhes prejudica mais. Mas tudo é difuso, sem fim, sem direção. E assim é por causa da pobreza do espírito, que não vê nada além dos fatos mais imediatos que se apresentam em seu átimo.
Se "o que é espiritual discerne todas as coisas" (1Co 2.15), a ausência do espírito condena o homem a ser conduzido "segundo o curso deste mundo" (Ef. 2.2). E é essa ausência de espírito que faz com que muitos saiam às ruas, como autômatos conduzidos por alguém que eles não vêem e não têm a mínima possibilidade de compreender quem são.
Desde os anos 60 somos uma geração que se movimenta, e não muito longe estamos de, definitivamente, cairmos no abismo que nos espreita.
Divulgação: www.juliosevero.com
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Somos a favor de manifestações pacíficas, diz Silas Malafaia

O pastor mostra alguns perigos que estes movimentos podem trazer ao Brasil

Leiliane Roberta Lopes
Esta semana foi marcada pelos protestos que aconteceram de Norte a Sul do Brasil mobilizando milhares de pessoas com as mais diferentes reivindicações.
O que começou como uma manifestação pacífica pela diminuição do transporte público acabou provando, em diversas cidades, confrontos entre policiais e manifestantes que destruíram patrimônios públicos e privados, saquearam lojas e bancos.
Ao comentar a onda de manifestações, o pastor Silas Malafaia, que no dia 5 de junho reuniu 70 mil pessoas em Brasília, se mostrou favorável aos protestos, mas condenou os interesses políticos e os atos de vandalismo.
O maior perigo encontrado pelo pastor nessas manifestações é a influência de partidos de esquerda. “No Brasil o perigo são os esquerdopatas ultrarradicais que pregam baderna, vandalismo, derramamento de sangue, para que possa haver uma verdadeira revolução. Métodos comunistas e de reacionários estão falidos, mas que eles querem ressuscitar”, escreveu.
Malafaia lembra que nos países democráticos atos de vandalismo e baderna não são permitidos. “Estado Democrático de Direito não é sinônimo de bagunça ou da liberdade para o cidadão fazer o que bem quiser”, lembra.
Outro perigo que o líder religioso cita é o surgimento de manifestações para atingir o que ele chama de “objetivos inescrupulosos”. “Manifestação pacífica por um tempo determinado, sim! Baderna e vandalismo, mil vezes não!”, disse ele pedindo para que os cristãos estejam orando pelo país.
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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