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terça-feira, 24 de junho de 2014

Você ainda vai votar nela? Agora Dilma é reprovada em TODAS as áreas pesquisadas pelo CNI-Ibope!

23 de junho de 2014

Agora Dilma é reprovada em TODAS as áreas pesquisadas pelo CNI-Ibope

A última das nove áreas pesquisadas a ter mais reprovação que aprovação diz respeito ao combate à fome e à pobreza. Isso pode ser um sinal de que as políticas sociais do governo, graças à inflação, não mais surtem o efeito esperado.

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Em setembro do ano passado, o CNI/Ibope divulgou uma pesquisa que revelava que o governo de Dilma Rousseff era reprovado em oito das nove áreas avaliadas. Apenas os programas sociais mantinham a aprovação popular, e mesmo assim já demonstrando uma tendência de queda com relação a pesquisas anteriores.
Agora, com a divulgação da atualização desses números, as notícias não são nada animadoras para a presidente. A sua aprovação caiu de 51% em março para 44% em junho, e a confiança nela foi de 48% para 41%. Os outros percentuais não apresentaram mudanças significativas, mas Dilma viu sua aprovação cair na única área em que ainda era bem avaliada, provando que nem mesmo o Bolsa Família e suas outras políticas populares estão surtindo efeito na opinião pública.
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Área mais bem avaliada, a política de combate à fome e à pobreza teve queda na aprovação de 48% para 41%. O percentual de reprovação subiu de 49% para 53%.
Isso quer dizer que agora a presidente é reprovada em todas as áreas avaliadas. De março a junho, o índice de aprovação também caiu em todos os quesitos – com exceção da taxa de juros, que se manteve em 21%. Na educação, a avaliação positiva passou de 32% para 30%, enquanto a desaprovação subiu de 65% para 67%. Com relação à saúde, a taxa de desaprovação manteve-se em 78%, mas a de aprovação oscilou de 21% para 19%.
Na segurança pública, a apreciação caiu de 22% para 21%, enquanto no combate ao desemprego passou de 40% para 37%. O meio ambiente também apresentou queda significativa, oscilando de 41% para 37%. No que diz respeito aos impostos, apenas 15% da população aprovam o governo, ante 18% em março, e o combate à inflação seguiu a tendência e passou de 24% para 21%.
  1. Saúde – 78% reprovam
    É a área em que a população mais desaprova o governo.
  2. Segurança pública – 75% reprovam
    Além disso, o percentual dos que aprovam caiu de 22% para 21%
  3. Impostos – 77% reprovam
    O percentual dos que aprovam caiu de 18% para 15% no período
  4. Taxa de Juros – 70% reprovam
    Foi a única área que demonstrou uma leve melhora para o governo. Antes, a reprovação chegava a 73%
  5. Combate à inflação – 71% reprovam
    Se o percentual de reprovação se manteve, caiu de 24% para 21% a fatia dos que aprovam o governo
  6. Educação – 67% reprovam
    Contra apenas 30% que aprovam. Essa distância de 37% é a maior enfrentada pelo governo Dilma.
  7. Combate ao desemprego – 57% reprovam
     E caiu de 40% para 37% a aprovação do governo
  8. Meio ambiente – 52% reprovam
    Por mais que tenha oscilado para baixo a reprovação, cresceu a distância para os que aprovam as políticas ambientais do governo, hoje aprovadas por apenas 37% da população
  9. Combate à fome e à pobreza – 53% reprovam
    Mas mais significativa é a queda de 48% para 41% no número de pessoas que olhavam positivamente para as políticas sociais de Dilma.

A inflação, tantas vezes minimizada pelo governo, pode estar por trás dessa mudança de sentimento do brasileiro. Lula já reconheceu que ela estaria “um pouquinho alta” e Mantega finalmente reconheceu sua importância quando a culpou pelo PIB quase inexpressivo do país no primeiro trimestre de 2014. Se antes o brasileiro podia comprar uma determinada quantia de produtos e serviços com um determinado valor, hoje, com estes valores corrigidos, o cidadão se sente com cada vez menos poder. E o governo faz vista grossa para o fenômeno quando, por exemplo, comemora um reajuste no Bolsa Família que mal passa da metade da inflação do período. É nitidamente uma situação que pede uma mudança de postura na política econômica. Mudança esta que Dilma já prometeu não fazer para o segundo mandato, o que desagradou empresários, o mercado como um todo e até o seu maior fiador.

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