COMO RECONHECER UM CRENTE/EVANGÉLICO?

Este é o nome de um artigo postado em blog brasileiro. Veja o que dizem de suas filhas e de vocês, irmãos e irmãs evangélicos. Conteúdo EXTREMAMENTE OFENSIVO, impróprio para menores de idade. Fica a pergunta: ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE PAÍS? Maiores de idade cliquem aqui.
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segunda-feira, 20 de abril de 2015

A farsa integral de Ariovaldo Ramos...reflita bem!

A farsa integral de Ariovaldo Ramos


Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito.Abraham Lincoln


O que dizer de alguém que, dizendo-se cristão, apoiou, defendeu e integrou um governo aliado em escala continental com terroristas e narcotraficantes, fazendo da corrupção, da chantagem e da arapongagem, método de gestão, trabalhando em prol do lobby gay, do aborto, e da ruptura do pouco que restou do legado judaico-cristão no estamento jurídico brasileiro?

E mais: foi até Caracas prostrar-se ante Hugo Chávez, calou-se a respeito das dezenas (tenho a lista) de escândalos lulo-petistas, e não disse um “a” contra estripulias totalitárias como o montruoso PNDH-3, a Confecom, a Conferência de Segurança Pública, forjadas puramente para que os novos sovietes – as ONG´s cooptadas e os tais “movimentos sociais” -, driblem as instituições e acelerem o processo de cubanização do Brasil.

Sim, excetuando a idolátrica visita ao psicopata venezuelano, este é o caso de muitos cristãos do Brasil. Mas agora refiro a um em particular, que usa a teologia para injetar velhos sofismas socialistas na mente de centenas de incautos: meus prezados, cuidado, pois agora estamos lidando com Ariovaldo Ramos.

E aí, já deu uma olhada no Google Images? Não, ele não é irmão do Jorge Aragão, ao menos até onde se sabe. O samba dele, como vocês já vão constatar, é o do comunista doido. Ou não é doido quem, quando encurralado por cristãos anticomunistas diz: “não sou pró aborto, não sou pró gayzismo, seja lá o que isso signifique”, mesmo manifestando-se satisfeito porque “cumprindo a lei, o aborto foi realizado”, no polêmico episódio do estupro da menina de nove anos em Pernambuco, em artigo publicado no site das “comunidades de base” de Minas Gerais?

Vamos a alguns trechos do artigo de Ariovaldo Ramos:

Aqui a questão: quem deve ser protegida, nesse caso, é a menina. Estamos diante do principio estabelecido por Jesus Cristo. Desta feita, o sujeito de direitos é a menina. O sagrado direito à vida por que luta a Igreja Romana e todos nós, agora, tem de ser invocado para proteger a menina aviltada em seu direito à infância e à dignidade. É à menina que está, primariamente, sendo negado o direito à vida.

Lamentavelmente, este é um caso em que não é possível proteger a todos. Choramos pelos inocentes que não puderam vir, mas Deus entende que estamos a resgatar a inocente que já está entre nós.

Perceberam o nível da “argumentação”? Para preservar a vida da menina, mata-se o filho vindouro. Não se cogita a hipótese de dar assistência psicológica à nova gestante, nem preservar o nascituro. Levar em consideração a biologia (pois só engravida que está apta fisicamente para gerar), nem pensar... Importante é que “cumpriu-se a lei”. Se matar um nascituro inocente para que a lei seja cumprida está correto, distorcer as Sagradas Escrituras para endossar o aborto não é nada demais, não é mesmo? E mentir no site dos conservadores, então, o que seria? Ora, os conservadores...

A trajetória burlesca de Ariovaldo Ramos ainda tem outros marcos lamentáveis. Ele foi presidente da Visão Mundial, uma ONG que recebe dinheiro da fina flor da máfia globalista: as bilionárias Rockefeller, Bill & Melinda Gates e Ahmanson Foundation. “Diga-me quem te patrocina, e te direi quem és”. Bem, essas fundações patrocinam grupos abortistas, gayzistas, feministas, ambientalistas, indigenistas, etc. Fortalecer uma organização como a Visão Mundial, tida como cristã, para essa elite que sonha com um governo mundial, é um prato cheio: “oba, nada melhor do que cooptar cristãos, os que mais podem nos atrapalhar no futuro”. E lá estava Ariovaldo Ramos, peça chave no esquema todo.

A facção terrorista MST também mora no coração de Ariovaldo. Todo orgulhoso, ele conta num artigo que “foi convidado” para os 25 anos do braço armado do PT. Claro, é da turma. Também foi “conselheiro” da fanfarronada chamada “Fome Zero”.

Sem o menor pudor, cita o livro do profeta Amós como se estivesse citando Marighella. Como se uma ideologia com seus três séculos de matanças e mentiras fosse a mais pura expressão dos princípios milenares da fé judaica e da fé cristã. Como se não fosse o próprio Cristo quem tivesse comparado tantas vezes o Reino de Deus como uma vinha e seus lavradores, uma pedra preciosa pela qual um homem vende tudo o que tem para obtê-la, ou às dez virgens, das quais cinco prudentes, que não compartilharam seu óleo com as cinco incautas.

Se depois dessas analogias do próprio Senhor Jesus restar ainda alguma dúvida quanto à legitimidade do livre mercado, da propriedade privada, e das mútuas responsabilidades na relação entre patrões e empregados, na “parábola dos dez talentos” Jesus Cristo esclarece tudo, usando fatos do cotidiano, da vida econômica, para ensinar verdades espirituais mais profundas.

Então você devia ter confiado seu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros. Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez.(Mt. 25:27).

Como na época não havia ariovaldos para implicar com o intenso e livre comércio do império romano, logo o cristianismo foi se espalhando. Um pepino a menos.
Já a fé que Ariovaldo Ramos propaga incita a “luta de classes”. Duvida? Dá uma lida:

Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!

Agora me diga qual é o adolescente que, após quatro horas diárias de exposição aos “paulofreirismos” e “vygotskysmos” da doutrinação imposta pelo MEC, não imagina, imediatamente, após ler uma asneira dessas, os tiros, os gritos, as foices, enxadas e picaretas levantadas pela massa que vai adentrando mais uma fazenda e destruindo tudo pelo caminho, em nome da “justiça social” ariováldica?

Este é só um exemplo do que podemos encontrar em seus artigos e pregações. Já tentei dialogar com um discipulinho de Ariovaldo Ramos, membro do EPJ e da tal Rede Fale, patotas para as quais Ariovaldo é ídolo e mentor. A figura chegou a dizer que comércio é pecado, cheio de si. A quem mostrei trechos do “debate”, ouvi conclusões similares: “Ele é doente. E burro demais”. São os frutos cognitivos do socialismo. Nem por isso, Ariovaldo deixa de passar em seu blog o número de sua conta no Bradesco, para receber contribuições.

Amigo de sofistas rasteiros, símbolos do latrinário liberalismo teológico tapuia, como Ed René Kivitz e Caio Fábio, que ele garante que é uma pessoa extraordinária, Ariovaldo Ramos chama toda essa mistura abominável entre comunismo e falácias pseudobíblicas de “Missão Integral”.

Noutro texto, todo bicudo, dando indiretas receoso em citar o MSM, Ariovaldo resmunga:

Estou farto dessa gente que não sabe o que é debate intelectual, que toma tudo como pessoal, porque se vê como a medida para a verdade.

Ah, ele parece saber o que é debate intelectual. A dialética erística Ariovaldo usa sem parar. Já silogismos com um mínimo de rigor... aí é mais difícil. Mas ele quer falar em justiça, e beija Hugo Chávez. Quer falar no valor da vida humana, e defende o aborto. Quer falar em fé cristã, mas defende Lula, anda com Caio Fábio, Ed René Kivitz e toma as dores de Marina Silva, a melancia (verde por fora, vermelha por dentro) da “Bléia”, que chorou ao assistir Avatar, aquela celebração do panteísmo eco-chato.

Antes de falar em “debate intelectual”, Ariovaldo Ramos ainda precisa entender o que é o princípio epistemológico da não-contradição. Principalmente se quiser realmente ser considerado um cristão, que entende e obedece às Sagradas Escrituras.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fé cristã e política: entre o falatório e a realidade !

31 de janeiro de 2014

Fé cristã e política: entre o falatório e a realidade


Fé cristã e política: entre o falatório e a realidade

Edson Camargo
Não é muito difícil para um falastrão qualquer apresentar uma tese verdadeira em si mesma justamente para abrir o caminho para a aceitação de uma série de bobagens. Até crianças do ensino fundamental deveriam saber disso num ambiente cultural como o nosso, no qual tornou-se um vício usar a linguagem da forma mais irresponsável e malandra possível para fins políticos ou por pura egolatria.
Um exemplo sempre presente em conversas entre cristãos, quando o assunto é política é a frase: “o Evangelho não é de direita, nem de esquerda.” Eis uma obviedade, pelo simples fato do que o Evangelho, a Revelação, a Palavra de Deus, “permanece para sempre”. Já a clivagem esquerda/direita é só um meio de mapear linhas de pensamento e ação repleto de limitações, fruto de um período histórico determinado, além de ser facilmente manipulável.
Muito bem. Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita nem de esquerda. Outra é a safadeza em tentar fugir da questão central: todo assunto sério a respeito da condição humana sempre é, em última análise, filosófico e teológico. E aqui articulam-se temas seríssimos: nada menos que a própria Revelação e a possibilidade de entendê-la, a possibilidade de se obter, ou não, conhecimento objetivo da realidade social, e as implicações da doutrina cristã sobre a ação dos cristãos na esfera pública. Só para início de conversa.
Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita, nem de esquerda. Outra é compactuar com quem mente dizendo não haver como analisar questões políticas à luz dos princípios da fé cristã.
Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita, nem de esquerda. Outra é se omitir na crítica a cristãos defensores de agendas políticas anticristãs como as da esquerda, e até a algumas da direita, evocando um bom-mocismo eclesial que disfarça muito mal a covardia, a hesitação em confessar despreparo para tratar do tema ou outros interesses.
É verdade que "o Evangelho não é de direita nem de esquerda". Mas não há como ouvir com séria desconfiança esta sentença. É fácil demais usá-la para negar o mandamento "seja o seu sim, sim, e seu não, não, o que passar disso vem do maligno” (Mt. 5:36) em assuntos públicos. Também é muito fácil afirmar que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda” com o intuito de fugir de um posicionamento realmente fundamentado no Evangelho em certas questões. Como quase não se ensina por aí a buscar tais posicionamentos, muita gente pensa que é impossível realizar tal tarefa, que na verdade é um dever de todo cristão. Outros sequer se preocupam com o assunto. A crise de discipulado que assola nossas igrejas é algo muito grave.
Também é possível afirmar que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda” justamente para negar a relevância da fé cristã no debate político, ainda mais numa época em que a política quer invadir todas as áreas da vida, e, por conta desse processo, uma perseguição cultural aos cristãos nos países ocidentais torna-se cada vez mais notória. Mas diga a certos cristãos brasileiros que o evangelho diz respeito a todas as áreas da vida humana que logo a preguiça e a raiva em ter de admitir que ainda tem muito a aprender começa a apresentar seus sintomas, que vão do farisaísmo irracionalista às filisteidades reducionistas vaidosas.
Em certos ambientes brada-se que “o Evangelho não é nem de direita, nem de esquerda”, justamente para negar as origens, teses, meios e fins descaradamente anticristãos do que se define atualmente por esquerda. Que do lado da atual direita também haja gente anticristã defendendo teses anticristãs é dado elementar. Mas negar a total incompatibilidade entre a cosmovisão revolucionária das elites políticas esquerdistas (e aqui se inclui toda a horda politicamente correta da ONU, ONG´s do mega-esquema globalista, potentados da mídia de massa, obamistas e o alto comissariado da União Européia) é atestado de insanidade, ainda mais na atual conjuntura.
É fácil dizer que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda”. Difícil é fazê-lo com um mínimo de maturidade intelectual, ou seja: levando em conta tudo o que a boa lógica, o bom senso, as Sagradas Escrituras e uma teologia livre de coliformes ideológicos deixam claro.
O fato é que falar sobre o Evangelho não é a mesma coisa que falar com base numa visão profundamente comprometida com o Evangelho. E isso pode ficar claro quando se observa cuidadosamente quem fala, quando fala, para quem fala, por que fala, e os frutos destas declarações.
Enfim, pode-se dizer uma verdade sobre o Evangelho sem ter jamais tentado compreender a fundo o que ele realmente é, sua veracidade intrínseca, sua abrangência, a real natureza do poder e da disputa política, quem são de fato a direita e a esquerda, e com uma visão muito tosca do que realmente está em jogo no atual debate cultural e político.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Os filhos das trevas - O Ideal Totalitário !


O ideal totalitário que ainda hoje assombra a América é o comunista. Ele está ativo e exerce poder pelo voto em mais de uma dezena de países que, aos poucos, são afastados da democracia e seus valores. No poder ou fora dele, os principais adversários que essa esquerda desvairada pretende eliminar são sempre os mesmos: a instituição familiar conforme a ordem natural, as Igrejas cristãs tradicionais e a católica em particular, e as Forças Armadas. O caso do Brasil, exemplo diretamente sob nossos olhos, é clara evidência do que afirmo.

São antagonismos facilmente explicáveis. Quem pretenda subverter determinada ordem para impor outra (como exige o ideal totalitário) precisa, essencialmente, destruir as estruturas através das quais se reproduzem, nos indivíduos, os valores que lhe deem consistência. As três estruturas mencionadas acima - Família, Igreja e Forças Armadas - são como pilares, vigas e lajes de uma sociedade. Daí a persistência dos ataques que lhes são dirigidos. O ideal totalitário investe contra a instituição familiar por dois flancos. Num deles, tenta fazer da família uma coisa qualquer. No outro, busca transformar uma coisa qualquer em família. Os inimigos da Igreja não querem apenas eliminar qualquer expressão externa de sua existência. Querem, principalmente, como se a ordem jus-política prescindisse de um fundamento moral, eliminar a influência dos valores cristãos na moral social e, por via de consequência, no ordenamento jurídico dos povos. A nova ordem que os fascina precisa de uma moral sem fundamentos.
As Forças Armadas, armadas e fortes, por vocação e formação de seus quadros, são exemplos sociais de ordem e disciplina a serviço da segurança e da paz. É visível o empenho do governo e seu partido em vilipendiá-las, em lhes suprimir recursos humanos, financeiros e materiais. Trata-se de conduta não oficial, mas efetiva, dos que desfilam sua bazófia e arrogância pelo país, como se proprietários dele fossem todos os seus ocasionais dirigentes e militantes. O grupo hoje instalado no poder, que perdeu o confronto com as Forças Armadas nos anos 60 e 70, vai à forra usando o aparelho do Estado. No entanto, em que pese todo o mal que lhes podem fazer e fazem, todas as mentiras que a respeito delas podem repetir e repetem, o povo brasileiro preserva as Forças Armadas como a segunda entre as 18 instituições mais confiáveis do país (a primeira, por motivos óbvios, é o Corpo de Bombeiros). As FFAA contam com a confiança de 66% da sociedade segundo o Índice de Confiança Social medido em 2013 pelo Ibope. Imagino o quanto deve ser difícil para quem há mais de meio século vem tentando desmoralizar as Forças Armadas, ver seus próprios líderes sendo presos e a sociedade dedicando aos silenciosos militares brasileiros o merecido respeito e confiança.

Retorno ao ponto inicial. Vociferam incessantemente contra as convicções cristãs. Contra elas põem nas ruas as trupes de pelados, as vadias que se requebram com símbolos sacros, seus projetos de aborto, suas cartilhas e paradas gays, e outras tantas frentes de combate. Embora façam tudo isso e muito mais, as Igrejas persistem em terceiro lugar entre as instituições mais confiáveis segundo o sentimento nacional.

“E quanto à instituição familiar, o terceiro alvo preferencial do ideal totalitário?", indagará o leitor. Pois é. No universo da pesquisa (que também envolve as relações individuais/sociais dos entrevistados), a boa e velha família dispara em primeiríssimo plano, contando com a confiança de 90% das pessoas.

Alegrou-me conhecer esses dados. Eles me permitiram confrontar o empenho dos adeptos do ideal totalitário com os resultados até agora colhidos na sua tarefa de demolição. Mesmo sem revides, mesmo contando com a indiferença de tantos, mesmo que "... os filhos das trevas sejam mais astutos que os filhos da luz" (Lc 16,8), ainda há muito espaço para resistência.

Fonte: www.midiasemmascara.com.br

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Resposta de Julio Severo ao ex-Dep.Federal Robson Rodovalho


Link deste artigo: http://bit.ly/ZFY115

Resposta de Julio Severo a Robson Rodovalho

Nota do Editor do Mídia Sem Máscara: Boa parte dos cristãos, sem discernimento e desatentos aos métodos de ação de movimentos como o gayzista, feminista e abortista, caíram no jogo psicológico e retórico de acusação e constrangimento destes grupos de pressão. Preocupados em parecer bonzinhos diante dos secularistas e da barulhenta militância esquerdista, ouviram tanto o outro lado que aceitaram os sofismas e agora, buscando atenuações reconfortantes, aparecem com essa conversa: “buscar o caminho do meio”, “buscar o consenso democrático”, “não ser intolerante” (ainda que a esquerda mostre-se cada vez mais deslavadamente anticristã), etc. 

Fala-se em “amor”, mas o amor a Deus e aos princípios das Escrituras, que, além de ser os dos cristãos firmes, são universais, são jogados para debaixo do tapete em nome da democracia. E fazem tal coisa, para piorar, batendo em cristãos que mantém posições alinhadas às Escrituras na esfera pública. Se isso não é o caminho da apostasia na esfera prática, eu não mais o que isso é.

Outro erro de Rodovalho é pensar que, num governo que os próprios socialistas do PT dizem ser “de transição” para que o tal “Socialismo do Século XXI” se instaure numa América Latina, já dominada totalmente pelo Foro de São Paulo, ele veja o stalinismo como coisa do passado, sem enxergar que um Estado cada vez mais socialista é um Estado ditatorial. Afinal, o que dizer de um governo que obriga os pais a entregar crianças de 4 anos para a escola com um currículo estatal de lavagem cerebral? 

Um agravante a esse erro é ver Marco Feliciano sendo perseguido e praticamente impossibilitado de atuar como presidente de uma comissão da Câmara, simplesmente pelo fato de se opor a duas bandeiras preciosas à esquerda: o gayzismo e o aborto. Antes de alertar para os riscos que a democracia corre, Robson Rodovalho dá a entender que Feliciano é que é parte do problema, ao  considerá-lo, de forma descabida, alguém tão radical quanto seus opositores. Fica óbvio o quanto o líder da Igreja Sara Nossa Terra, em sua falta de discernimento em relação à nossa realidade política e o papel real dos cristãos numa situação como esta, põe os pés pelas mãos. Saldo final: agiu como um “quinta coluna” contra a igreja e fortalecendo as teses esquerdistas.

Confira a resposta de Robson Rodovalho ao artigo de Julio Severo, que comenta artigo de Rodovalho publicado no jornal Folha de São Paulo.
Bispo Rodovalhodisse…

Caro Julio Severo, quero publique minha resposta. Conto com sua integridade.

Segue

Em resposta a seus comentários acerca de meu artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo tenho também algumas palavras.
Primeiro, você não está atacando a mim, mas sim à democracia, que, entre todos os modelos de governo, é o menos imperfeito, o menos pior que se criou na história do homem.


Segundo, você se esquece de que em todas as “ditaduras”, sejam de esquerda, de direita ou religiosas, como nos países islâmicos ,a primeira voz a ser calada sempre foi a do evangelho de Jesus Cristo. E são as democracias, mesmo com suas imperfeições, que nos oferecem sempre a liberdade para pregar a palavra de Deus. Sem democracia, a voz da igreja se cala. E qualquer um que tenha um mínimo conhecimento de história sabe que, todas as nações verdadeiramente democráticas, tiveram suas raízes no Cristianismo.

Terceiro, você critica o fato de que a Câmara, casa do povo brasileiro, tenha a responsabilidade de dialogar e encontrar algum consenso. O escrito, voltado para mentes abertas e democráticas, pressupõe subentender da frase que ali se fala em consenso possível, negociação. O stalinismo acabou.

Eu estive na Câmara como deputado federal e fundei a “Frente da Família”, que uniu parlamentares evangélicos e católicos no proposito da defesa da vida e da célula fundamental da nossa sociedade, que é a união do grupo familiar. Sei, por experiencia, que aquele espaço é voltado para que os diferentes grupos possam tentar encontrar alguma forma de normatizar nossas leis – o consenso possível, portanto. É esse o caminho do meio.

Quarto ponto, para deixar bem claro, porque me parece que ou você não leu meu artigo ou, se leu, não o entendeu: não critiquei o deputado Marcos Feliciano. Para melhorar seu entendimento: eu disse que todos devem ter “bom senso”, se esforçar, manter o respeito para dialogar e achar a saída, que se dá pelas vias democráticas.

Todos sabemos que a intolerância apenas leva as pessoas à violência, seja à violência das palavras, seja às vias de fato; seja a violência em casa ou para com o próximo, em situações que eu e você conhecemos.

Para colocar as coisas no seu devido lugar: sua exortação não tem qualquer valor profético. Onde você está? Por que não se mostra, mas prefere agir sob o anonimato da rede?

Verdadeiros profetas aparecem, até para padecer por suas convicções, se assim for necessário.
Profetas não vivem na sombra. Você, portanto, não tem autoridade para ser profeta.
Deixe que sua vida fale por suas palavras, e então você terá alguma credibilidade. Enquanto isso não acontecer, suas críticas não se sustentarão, serão apenas palavras. Vazias.

Bispo Rodovalho

Julio Severo disse…
Caro Bispo Robson

Meu texto não foi um ataque a você como pessoa. Foi uma forte discordância ao seu posicionamento. Dicordar faz parte da democracia, não?

Seu artigo sobre democracia não foi vago. Seu foco e contexto foram a presidência da Comissão de Direitos Humanos, sob Marco Feliciano.

E nesse foco, sua proposta, no final, foi que “os deputados que compõem a CDH, e não só Feliciano, saiam de posições radicais e achem o caminho do meio, que é o de Deus.”

Sabemos que há deputados com posições radicais ali a favor do aborto e do homossexualismo. E sabemos qual é a posição de Feliciano: ele é contra o aborto e contra o homossexualismo. Ele é radical por ter tais posições? Como então achar o caminho do meio?

Os deputados radicais e Feliciano deveriam aceitar meio aborto e meio homossexualismo para agradar ambas as partes?

Os cristãos em ditaduras pagam um alto preço, mesmo suas vidas, para manter suas posições. E em regimes democráticos, podemos ser chamados até de radicais. Seu texto, conscientemente ou não, fez isso, se juntando a uma multidão de esquerdistas (secularistas e evangélicos) que tacham Feliciano de radical e intolerante.

Você disse: “E qualquer um que tenha um mínimo conhecimento de história sabe que, todas as nações verdadeiramente democráticas, tiveram suas raízes no Cristianismo.”

O melhor exemplo disso são os EUA. Mas deveríamos dar atenção às palavras de John Adams (1735-1826), segundo presidente dos Estados Unidos, que disse sabiamente: “Nossa Constituição foi feita para um povo cristão e com valores morais. Ela é totalmente inútil para o governo de um povo sem esses princípios”.

Isto é, vemos um presidente americano confessando o óbvio: um regime democrático é inútil para um povo sem princípios cristãos.

Não posso concordar quando você diz: “Sem democracia, a voz da igreja se cala.” A voz da igreja não depende de democracia ou ditadura. Durante dois mil anos de história, nem sempre tivemos democracia, mas sempre tivemos a voz da igreja. 

O problema maior é que, no aconchego da democracia, a voz da igreja fala muitas vezes os interesses do mundo, não de Cristo. Não foi isso, afinal, que você e outros importantes líderes evangélicos fizeram em 2002 usando suas vozes para dar apoio oficial a Lula? Ele não havia firmado um compromisso com você e outros 500 pastores de que seu futuro governo não promoveria o aborto e o homossexualismo? Na época, eu não lhe disse que Lula estava mentindo?

Tentar ser um cristão seguindo esses ventos “democráticos” leva a essas incoerências.
Parabéns pela fundação da Frente da Família.

Seu artigo me foi repassado por outros, que ficaram chocados com o que leram. Depois, quando fui ler por mim mesmo, entendi o choque. Fiquei também chocado.

Sobre bom senso e respeito, entendo que Feliciano está demonstrando isso muito bem. Ele está sendo atacado de todos os lados, e respondendo com brandura. Não tenho visto radicalismo nas reações dele neste momento. Ele tem sido agredido de todos os lados, e sua resposta tem sido de muita educação.
Mas, repetindo, seu texto diz: “os deputados que compõem a CDH, e não só Feliciano, saiam de posições radicais e achem o caminho do meio, que é o de Deus.”

Em que exatamente Feliciano tem sido radical neste momento?

É fácil ver que Jean Wyllys, Erika Kokay e outros são radicais. É fácil ver que o PT é radical na defesa de sua agenda de aborto e gayzismo. Mas onde é que Feliciano tem sido radical como presidente da Comissão de Direitos Humanos?

Você disse: “Todos sabemos que a intolerância apenas leva as pessoas à violência, seja à violência das palavras, seja às vias de fato.”

Onde Feliciano tem tido tal intolerância?

Você disse: “Onde você está? Por que não se mostra, mas prefere agir sob o anonimato da rede?”
Se eu fosse um anônimo e desconhecido, você não teria tido o trabalho de escrever seu longo comentário. E se você fosse anônimo para mim, eu igualmente não me daria ao trabalho de dar uma resposta. Ninguém conversa com anônimos. Estamos dialogando aqui porque ambos sabemos que não somos anônimos.

Não foi de um anônimo que você pediu um exemplar autografado do meu livro “O Movimento Homossexual.” Não foi para um anônimo que você orou e teve uma visão de que por causa do chamado desse livro, eu seria perseguido de lugar em lugar (veja aqui: http://bit.ly/YAuXI5). Ou você foi um falso visionário e falso profeta? Acredito que não.

Além disso, meu texto não me apresenta como profeta. Apenas diz que TODOS nós, que seguimos a Cristo, temos um papel profético: “Todo pastor deveria saber que o papel dos filhos de Deus nos últimos dias, conforme apontado pelo livro do Apocalipse, é fazer resistência ao sistema satânico do Anticristo.”

Sendo profetas ou não, é nossa obrigação, conforme nos instrui a Palavra de Deus, nos exortarmos uns aos outros como irmãos. Não precisamos ser profetas para nos exortarmos.

Se o seu texto tivesse sido particular, daria para fazer isso em particular. Mas como seu texto foi público, todos podem opinar, comentar e — sim! — até mesmo criticar. Eu dei minha contribuição. Isso não é democracia?


Divulgação: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

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